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Criação da TLP é um dos pontos positivos da gestão de Ilan, diz Persio Arida



11/01/2019 | 16:50


Ex-presidente do Banco Central (BC), ex-sócio do BTG Pactual e um dos integrantes da equipe que criou o Plano Real, Persio Arida destacou a criação da Taxa de Longo Prazo (TLP), que substituiu a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) nos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), como um dos pontos positivos da gestão de Ilan Goldfajn à frente da autoridade monetária.

"Fiquei muito satisfeito quando a atual administração conseguiu mudar a taxa", disse Arida, numa referência à TJLP, em palestra durante a cerimônia de lançamento da "Coleção Digital História Contada do Banco Central do Brasil", na sede da autoridade monetária no Rio.

A TJLP foi criada na gestão de Arida no BC, no início dos anos 1990, durante a implantação do Plano Real. Para o economista, o funcionamento da TJLP é um dos exemplos, comuns na administração pública brasileira, segundo ele, de instrumentos de política pública que acaba funcionando de maneira diversa do desenho original.

Arida explicou que, quando foi criada, a TJLP tinha uma fórmula para reproduzir o custo de mercado da captação do Tesouro Nacional, se a União tivesse captação de longo prazo. Na época, não tinha, lembrou Arida. Por isso, a TJLP tentava estimar quanto seria esse custo, levando em conta as colocações no exterior, já que não havia mercado de dívida de longo prazo no Brasil nos anos 1990. Arida lembrou que, nos anos 1990, apenas o BNDES oferecia crédito de longo prazo.

"Ali tinha uma indicação de qual seria o custo da taxa de longo prazo do Tesouro", afirmou Arida. Segundo o economista, na exposição de motivos da lei que criou a TJLP, estava escrito que, quando o Brasil tivesse um mercado de longo prazo, a taxa deveria passar a ser o custo de captação do Tesouro.

A TLP, introduzida pela administração de Goldfajn e pela diretoria do BNDES capitaneada pela ex-presidente Maria Silvia Bastos Marques, reproduz esse custo, já que é balizada pelas taxas das NTN-Bs de cinco anos. "Pena que (Goldfajn) não conseguiu usar a TLP para todas as captações de longo prazo, como o FGTS", afirmou Arida.



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Criação da TLP é um dos pontos positivos da gestão de Ilan, diz Persio Arida


11/01/2019 | 16:50


Ex-presidente do Banco Central (BC), ex-sócio do BTG Pactual e um dos integrantes da equipe que criou o Plano Real, Persio Arida destacou a criação da Taxa de Longo Prazo (TLP), que substituiu a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) nos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), como um dos pontos positivos da gestão de Ilan Goldfajn à frente da autoridade monetária.

"Fiquei muito satisfeito quando a atual administração conseguiu mudar a taxa", disse Arida, numa referência à TJLP, em palestra durante a cerimônia de lançamento da "Coleção Digital História Contada do Banco Central do Brasil", na sede da autoridade monetária no Rio.

A TJLP foi criada na gestão de Arida no BC, no início dos anos 1990, durante a implantação do Plano Real. Para o economista, o funcionamento da TJLP é um dos exemplos, comuns na administração pública brasileira, segundo ele, de instrumentos de política pública que acaba funcionando de maneira diversa do desenho original.

Arida explicou que, quando foi criada, a TJLP tinha uma fórmula para reproduzir o custo de mercado da captação do Tesouro Nacional, se a União tivesse captação de longo prazo. Na época, não tinha, lembrou Arida. Por isso, a TJLP tentava estimar quanto seria esse custo, levando em conta as colocações no exterior, já que não havia mercado de dívida de longo prazo no Brasil nos anos 1990. Arida lembrou que, nos anos 1990, apenas o BNDES oferecia crédito de longo prazo.

"Ali tinha uma indicação de qual seria o custo da taxa de longo prazo do Tesouro", afirmou Arida. Segundo o economista, na exposição de motivos da lei que criou a TJLP, estava escrito que, quando o Brasil tivesse um mercado de longo prazo, a taxa deveria passar a ser o custo de captação do Tesouro.

A TLP, introduzida pela administração de Goldfajn e pela diretoria do BNDES capitaneada pela ex-presidente Maria Silvia Bastos Marques, reproduz esse custo, já que é balizada pelas taxas das NTN-Bs de cinco anos. "Pena que (Goldfajn) não conseguiu usar a TLP para todas as captações de longo prazo, como o FGTS", afirmou Arida.

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