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Reciclar costumes


Do Diário do Grande ABC

11/01/2019 | 11:01


Em uma sociedade cada vez mais bem informada sobre a importância da sustentabilidade para o futuro do planeta – e da própria existência humana – é incompreensível que o volume de lixo reciclável coletado apresente queda, como mostra levantamento feito pelo Diário nas cidades do Grande ABC. Sabendo que existem campanhas de conscientização, é de se perguntar o que tem levado à redução. Seria descompasso entre o que as administrações municipais dizem realizar e o que efetivamente fazem ou falta de responsabilidade da própria população? Eis a questão.

A situação verificada em Santo André dá ideia da complexidade do tema. Embora seja a cidade da região onde os moradores mais separam os resíduos que podem ser reaproveitados, praticamente um terço do material recolhido na coleta municipal é imprestável para manipulação nas cooperativas de triagem. Por quê? O aparte é feito de maneira errada, gerando contaminação – que ocorre quando lixo seco, como plástico ou papel, tem contato com, por exemplo, seringas ou papel higiênico utilizados.

Aos problemas causados ao sistema pelos próprios cidadãos, por não saberem como proceder, soma-se a falta de ação das administrações para cobrar resultados mais efetivos das empresas de coleta. A necessidade de programas de recolha seletiva está imposta nos contratos milionários que regem o serviço de limpeza urbana. Por que, então, os volumes de lixo reciclável recolhido nas residências estão reduzindo em vez de aumentar?

Há, como se vê, deficiências a serem atacadas. Seja com o reforço das campanhas educativas – o que inclui a realização de programas sociais, como o andreense Moeda Verde, que estimula a população a trocar itens recicláveis que iriam para o lixo comum por alimentos hortifrúti – e também com maior rigor na fiscalização às empresas que prestam o serviço de coleta nas cidades. Da conscientização da sociedade e também da maior eficiência das prestadoras de serviço público depende o bem-estar das futuras gerações. É hora de reciclar costumes. 



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Reciclar costumes

Do Diário do Grande ABC

11/01/2019 | 11:01


Em uma sociedade cada vez mais bem informada sobre a importância da sustentabilidade para o futuro do planeta – e da própria existência humana – é incompreensível que o volume de lixo reciclável coletado apresente queda, como mostra levantamento feito pelo Diário nas cidades do Grande ABC. Sabendo que existem campanhas de conscientização, é de se perguntar o que tem levado à redução. Seria descompasso entre o que as administrações municipais dizem realizar e o que efetivamente fazem ou falta de responsabilidade da própria população? Eis a questão.

A situação verificada em Santo André dá ideia da complexidade do tema. Embora seja a cidade da região onde os moradores mais separam os resíduos que podem ser reaproveitados, praticamente um terço do material recolhido na coleta municipal é imprestável para manipulação nas cooperativas de triagem. Por quê? O aparte é feito de maneira errada, gerando contaminação – que ocorre quando lixo seco, como plástico ou papel, tem contato com, por exemplo, seringas ou papel higiênico utilizados.

Aos problemas causados ao sistema pelos próprios cidadãos, por não saberem como proceder, soma-se a falta de ação das administrações para cobrar resultados mais efetivos das empresas de coleta. A necessidade de programas de recolha seletiva está imposta nos contratos milionários que regem o serviço de limpeza urbana. Por que, então, os volumes de lixo reciclável recolhido nas residências estão reduzindo em vez de aumentar?

Há, como se vê, deficiências a serem atacadas. Seja com o reforço das campanhas educativas – o que inclui a realização de programas sociais, como o andreense Moeda Verde, que estimula a população a trocar itens recicláveis que iriam para o lixo comum por alimentos hortifrúti – e também com maior rigor na fiscalização às empresas que prestam o serviço de coleta nas cidades. Da conscientização da sociedade e também da maior eficiência das prestadoras de serviço público depende o bem-estar das futuras gerações. É hora de reciclar costumes. 

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