Fechar
Publicidade

Quarta-Feira, 16 de Janeiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Nacional

nacional@dgabc.com.br | 4435-8301

Agência da ONU pede gestão Bolsonaro engajada a temas ligados a mudança climática



11/01/2019 | 09:14


A Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma agência ligada às Nações Unidas, faz um apelo para que o governo de Jair Bolsonaro se engaje em temas relacionados às mudanças climáticas.

Os comentários foram feitos em Genebra em uma coletiva de imprensa, depois que a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo questionou sobre a posição da OMM diante de recentes decisões do novo governo brasileiro, inclusive colocando um fim à divisão de Mudanças Climáticas.

"Estamos vendo mudanças climáticas e extremos eventos, com impacto inclusive no Brasil", disse Claire Nullis, porta-voz da entidade. "O Brasil tem um papel na comunidade de pesquisadores e esperamos que o país continue a ter um papel construtivo e ativo, como fez no passado", disse.

Claire, porém, optou por não comentar especificamente a mudança na estrutura do Itamaraty que, desde quinta-feira, dia 10, estabeleceu o fim do tema de mudanças climáticas da estrutura da chancelaria.

A pasta, comandada por Ernesto Araújo, deixa de ter a Subsecretaria-Geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia, que abrigava a Divisão da Mudança Climática. O órgão era responsável, entre outras coisas, pelas negociações climáticas no âmbito da ONU. No Ministério do Meio Ambiente, o tema também desapareceu da estrutura da pasta.

A partir de agora, o assunto de mudanças climáticas estará dentro de um novo departamento, denominado Secretaria de Assuntos de Soberania Nacional e Cidadania. Em nota, a chancelaria explicou que "as modificações adequam o funcionamento do Itamaraty às novas prioridades da diplomacia e do serviço consular".

Ainda no ano passado, Bolsonaro indicou que foi dele a decisão de retirar a oferta do Brasil para sediar a reunião anual da ONU sobre Mudanças Climáticas, que estava prevista para ser realizada no País.

O chanceler Ernesto Araujo também tem criticado o "climatismo", sugerindo que isso seria um complô contra o desenvolvimento do Ocidente. "Esse dogma (o 'climatismo') vem servindo para justificar o aumento do poder regulador dos Estados sobre a economia e o poder das instituições internacionais sobre os Estados nacionais e suas populações, bem como para sufocar o crescimento econômico nos países capitalistas democráticos e favorecer o crescimento da China", escreveu Araújo, antes de assumir o cargo.

"O climatismo juntou alguns dados que sugeriam uma correlação do aumento de temperaturas com o aumento da concentração de CO2 na atmosfera, ignorou dados que sugeriam o contrário e criou um dogma científico que ninguém mais pode contestar, sob pena de ser excomungado da boa sociedade - exatamente o contrário do espírito científico", completou.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Agência da ONU pede gestão Bolsonaro engajada a temas ligados a mudança climática


11/01/2019 | 09:14


A Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma agência ligada às Nações Unidas, faz um apelo para que o governo de Jair Bolsonaro se engaje em temas relacionados às mudanças climáticas.

Os comentários foram feitos em Genebra em uma coletiva de imprensa, depois que a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo questionou sobre a posição da OMM diante de recentes decisões do novo governo brasileiro, inclusive colocando um fim à divisão de Mudanças Climáticas.

"Estamos vendo mudanças climáticas e extremos eventos, com impacto inclusive no Brasil", disse Claire Nullis, porta-voz da entidade. "O Brasil tem um papel na comunidade de pesquisadores e esperamos que o país continue a ter um papel construtivo e ativo, como fez no passado", disse.

Claire, porém, optou por não comentar especificamente a mudança na estrutura do Itamaraty que, desde quinta-feira, dia 10, estabeleceu o fim do tema de mudanças climáticas da estrutura da chancelaria.

A pasta, comandada por Ernesto Araújo, deixa de ter a Subsecretaria-Geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia, que abrigava a Divisão da Mudança Climática. O órgão era responsável, entre outras coisas, pelas negociações climáticas no âmbito da ONU. No Ministério do Meio Ambiente, o tema também desapareceu da estrutura da pasta.

A partir de agora, o assunto de mudanças climáticas estará dentro de um novo departamento, denominado Secretaria de Assuntos de Soberania Nacional e Cidadania. Em nota, a chancelaria explicou que "as modificações adequam o funcionamento do Itamaraty às novas prioridades da diplomacia e do serviço consular".

Ainda no ano passado, Bolsonaro indicou que foi dele a decisão de retirar a oferta do Brasil para sediar a reunião anual da ONU sobre Mudanças Climáticas, que estava prevista para ser realizada no País.

O chanceler Ernesto Araujo também tem criticado o "climatismo", sugerindo que isso seria um complô contra o desenvolvimento do Ocidente. "Esse dogma (o 'climatismo') vem servindo para justificar o aumento do poder regulador dos Estados sobre a economia e o poder das instituições internacionais sobre os Estados nacionais e suas populações, bem como para sufocar o crescimento econômico nos países capitalistas democráticos e favorecer o crescimento da China", escreveu Araújo, antes de assumir o cargo.

"O climatismo juntou alguns dados que sugeriam uma correlação do aumento de temperaturas com o aumento da concentração de CO2 na atmosfera, ignorou dados que sugeriam o contrário e criou um dogma científico que ninguém mais pode contestar, sob pena de ser excomungado da boa sociedade - exatamente o contrário do espírito científico", completou.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;