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De olho no processo de Júnior Orosco


Raphael Rocha

11/01/2019 | 07:00


O deputado federal reeleito Orlando Silva (PCdoB) pediu para que sua equipe jurídica acompanhe de perto o processo que envolve o ex-secretário de Obras de Mauá Júnior Orosco (PDT). Orosco foi candidato à Câmara Federal, recebeu 30.665 votos, mas não teve o registro de candidatura deferido. Luta, na Justiça Eleitoral, para reverter essa condenação e garante que, se sua votação for computada, herda uma cadeira no Parlamento nacional. Nas contas de Orlando Silva, vitória jurídica de Orosco significa derrota eleitoral dele, já que haveria recontagem de votos e que favoreceria o PDT, que hoje tem apenas Tábata Amaral como federal eleita. Mais do que acompanhar juridicamente, o comunista estaria utilizando seu bom relacionamento em Brasília – além de deputado, foi ministro – para assegurar que ficará com a cadeira a partir de março, quando a nova legislatura toma posse. Uma das conversas mais fortes seria com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que busca reeleição no comando da Casa.

Opinião
Presidente da Câmara de São Caetano, Pio Mielo (MDB) se manifestou sobre recente declaração do prefeito José Auricchio Júnior (PSDB), ao Metro Jornal, de que não pensa na reeleição em 2020. “Vou ousar discordar do prefeito. O candidato natural é o prefeito José Auricchio Júnior. Trabalho e defendo seu nome. Porém, caso ele decida por esse fato (não ir para a reeleição), vejo o nome do vice-prefeito Beto Vidoski (PSDB) como o principal para 2020”, comentou o emedebista. “Evidentemente que, caso o prefeito Auricchio não dispute a reeleição, algo que não concordo, há outros nomes na cidade, como o do ex-prefeito Paulo Pinheiro (DEM) e o do deputado estadual eleito Thiago Auricchio (PR). Mas, se o prefeito decidir assim, o nome natural, do governo, pela lealdade e trabalho, é o de Beto Vidoski.”

Nepotismo – 1
Em seu discurso inicial, a prefeita em exercício de Mauá, Alaíde Damo (MDB), disse que o objetivo era moralizar a política local, arrastada para uma crise sem precedentes por conta da Operação Trato Feito – inclusive, o prefeito afastado Atila Jacomussi (PSB) está preso desde dezembro. Em sua primeira passagem à frente do Paço, a emedebista estava inflexível sobre a nomeação de parentes. Desta vez, porém, a pressão está mais forte. Nos corredores do Paço, o que se comenta é que o ex-prefeito Leonel Damo e a ex-deputada Vanessa Damo são os que mais tensionam para a indicação de familiares.

Nepotismo – 2
Aliás, a nomeação de Antônio Carlos Ferreira, marido de irmã do ex-prefeito Leonel Damo, como diretor administrativo e financeiro da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá) não deve ser a única de um parente da prefeita em exercício de Mauá, Alaíde Damo (MDB), no governo. Há, na mesa de Alaíde, sugestões de parentes – indicados por Leonel e por Vanessa Damo – para integrar quadros de empresas terceirizadas com contratos com a administração mauaense. O que se comenta é que essa queda de braço tem incomodado Alaíde.

Tucanato
O PSDB definiu as datas para eleição interna neste ano. Em cidades com menos de 500 mil eleitores, a escolha dos presidentes de diretório está agendada para 24 de fevereiro. Municípios com mais de 500 mil eleitores decidem os mandatários tucanos em 15 de abril. O pleito estadual acontece no dia 5 de maio – secretário de Desenvolvimento Econômico do governador João Doria (PSDB), Marco Vinholi é o favorito para o posto. E a eleição nacional do tucanato ocorre em 31 de maio – o nome mais forte é o do ex-ministro Bruno Araújo, de Pernambuco.

Contas aprovadas
Único eleito do Grande ABC que não havia tido as contas de campanha analisadas pela Justiça Eleitoral, o deputado estadual reeleito Teonilio Barba (PT), de São Bernardo, viu a Corte referendar o balanço de gastos do projeto político. As contas foram aprovadas com ressalvas, já que houve apontamento de falhas em 1,47% do total despendido pelo petista.

Apartidário
Deputado estadual eleito, Thiago Auricchio (PR), de São Caetano, elogiou a proposta do deputado Teonilio Barba (PT) de incluir a Linha 18-Bronze, que ligaria o Grande ABC ao Metrô da Capital, em projeto já em trâmite na Assembleia Legislativa para captação de recursos, via empréstimo, junto a instituições financeiras internacionais. 



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De olho no processo de Júnior Orosco

Raphael Rocha

11/01/2019 | 07:00


O deputado federal reeleito Orlando Silva (PCdoB) pediu para que sua equipe jurídica acompanhe de perto o processo que envolve o ex-secretário de Obras de Mauá Júnior Orosco (PDT). Orosco foi candidato à Câmara Federal, recebeu 30.665 votos, mas não teve o registro de candidatura deferido. Luta, na Justiça Eleitoral, para reverter essa condenação e garante que, se sua votação for computada, herda uma cadeira no Parlamento nacional. Nas contas de Orlando Silva, vitória jurídica de Orosco significa derrota eleitoral dele, já que haveria recontagem de votos e que favoreceria o PDT, que hoje tem apenas Tábata Amaral como federal eleita. Mais do que acompanhar juridicamente, o comunista estaria utilizando seu bom relacionamento em Brasília – além de deputado, foi ministro – para assegurar que ficará com a cadeira a partir de março, quando a nova legislatura toma posse. Uma das conversas mais fortes seria com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que busca reeleição no comando da Casa.

Opinião
Presidente da Câmara de São Caetano, Pio Mielo (MDB) se manifestou sobre recente declaração do prefeito José Auricchio Júnior (PSDB), ao Metro Jornal, de que não pensa na reeleição em 2020. “Vou ousar discordar do prefeito. O candidato natural é o prefeito José Auricchio Júnior. Trabalho e defendo seu nome. Porém, caso ele decida por esse fato (não ir para a reeleição), vejo o nome do vice-prefeito Beto Vidoski (PSDB) como o principal para 2020”, comentou o emedebista. “Evidentemente que, caso o prefeito Auricchio não dispute a reeleição, algo que não concordo, há outros nomes na cidade, como o do ex-prefeito Paulo Pinheiro (DEM) e o do deputado estadual eleito Thiago Auricchio (PR). Mas, se o prefeito decidir assim, o nome natural, do governo, pela lealdade e trabalho, é o de Beto Vidoski.”

Nepotismo – 1
Em seu discurso inicial, a prefeita em exercício de Mauá, Alaíde Damo (MDB), disse que o objetivo era moralizar a política local, arrastada para uma crise sem precedentes por conta da Operação Trato Feito – inclusive, o prefeito afastado Atila Jacomussi (PSB) está preso desde dezembro. Em sua primeira passagem à frente do Paço, a emedebista estava inflexível sobre a nomeação de parentes. Desta vez, porém, a pressão está mais forte. Nos corredores do Paço, o que se comenta é que o ex-prefeito Leonel Damo e a ex-deputada Vanessa Damo são os que mais tensionam para a indicação de familiares.

Nepotismo – 2
Aliás, a nomeação de Antônio Carlos Ferreira, marido de irmã do ex-prefeito Leonel Damo, como diretor administrativo e financeiro da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá) não deve ser a única de um parente da prefeita em exercício de Mauá, Alaíde Damo (MDB), no governo. Há, na mesa de Alaíde, sugestões de parentes – indicados por Leonel e por Vanessa Damo – para integrar quadros de empresas terceirizadas com contratos com a administração mauaense. O que se comenta é que essa queda de braço tem incomodado Alaíde.

Tucanato
O PSDB definiu as datas para eleição interna neste ano. Em cidades com menos de 500 mil eleitores, a escolha dos presidentes de diretório está agendada para 24 de fevereiro. Municípios com mais de 500 mil eleitores decidem os mandatários tucanos em 15 de abril. O pleito estadual acontece no dia 5 de maio – secretário de Desenvolvimento Econômico do governador João Doria (PSDB), Marco Vinholi é o favorito para o posto. E a eleição nacional do tucanato ocorre em 31 de maio – o nome mais forte é o do ex-ministro Bruno Araújo, de Pernambuco.

Contas aprovadas
Único eleito do Grande ABC que não havia tido as contas de campanha analisadas pela Justiça Eleitoral, o deputado estadual reeleito Teonilio Barba (PT), de São Bernardo, viu a Corte referendar o balanço de gastos do projeto político. As contas foram aprovadas com ressalvas, já que houve apontamento de falhas em 1,47% do total despendido pelo petista.

Apartidário
Deputado estadual eleito, Thiago Auricchio (PR), de São Caetano, elogiou a proposta do deputado Teonilio Barba (PT) de incluir a Linha 18-Bronze, que ligaria o Grande ABC ao Metrô da Capital, em projeto já em trâmite na Assembleia Legislativa para captação de recursos, via empréstimo, junto a instituições financeiras internacionais. 

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