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Telemedicina no Brasil é incontestável


Do Diário do Grande ABC

10/01/2019 | 12:22


A primeira vez em que vi eletrocardiograma feito a distância, em 1992, em Israel, soube que aquilo podia mudar o mundo. Sem internet, as ondas sonoras passavam por linha analógica e eram desenhadas do outro lado. Médico cardiologista fazia o laudo e mandava para o paciente. Naquele momento, decidi trazer a técnica para o Brasil. 

Aqui, porém, a realidade foi outra e não consegui implantar o mesmo modelo, por diversas questões que esbarravam na legislação, e que não permitiam a prática da telemedicina no País em relação direta entre médico e paciente.

Mesmo assim, em 1993, flexibilizamos o formato e conseguimos abrir as portas da telemedicina no Brasil, começando por diagnósticos cardiológicos. Porém, eles tinham que ser feitos entre médicos plantonistas e clínicas, hospitais e empresas, nunca direto com o paciente.

Isso faz 25 anos, e, de lá para cá, a internet e a constante revolução da tecnologia foram permitindo mais e melhores exames, laudos e atendimentos infinitamente mais complexos. 

Mesmo assim, no Brasil, há limitantes a procedimentos médicos a distância. Os argumentos que sustentam esse bloqueio vão desde fraude médica à segurança da informação – questões passíveis de riscos no mundo físico também.

A telemedicina reduz custos com Saúde tanto nos setores público quanto no privado. Aumenta a competitividade entre as variadas empresas que usam o formato, aumentando, consequentemente, a qualidade do atendimento. A tecnologia continuará se aprimorando, o que melhorará os procedimentos, tornando-os ainda mais acurados. A telemedicina salva mais vidas.

É certo que estamos chegando a momento de abertura total, que precisa de regulamentação flexível e clara, e só está sendo possível graças à união das empresas do setor, que estamos promovendo há cerca de um ano. Não temos mais escolha. O Brasil é País de dimensões continentais, sem acesso à Saúde em várias regiões. 

Talvez seja difícil para quem vive no Sudeste e Sul do País compreender o tamanho dessa restrição, pois 70% dos médicos especialistas estão concentrados nessas regiões. Em São Paulo, são quatro médicos para cada 1.000 habitantes, enquanto no Nordeste são apenas dois médicos para cada 1.000. No Norte é menos de um médico. Impedir a telemedicina no Brasil é negar atendimento especializado de qualidade a enorme parcela da população, é revés para a Saúde do País e nos remove dos mais importantes avanços de tecnologia médica deste século. Ela não só é incontestável, como mandatória.

Roberto Stryjer é médico e fundador e presidente da Telecárdio.


Palavra do leitor

Museu da Televisão

 Dia 7, tinha uma agradável surpresa e uma desagradável ao ler a página Memória (Setecidades), escrita pelo conceituado jornalista e escritor Ademir Medici, incansável paladino em prol da memória regional. A agradável foi ver minhas reminiscências televisivas publicadas, após primoroso copidesque, feito pelo paladino. A desagradável foi saber que o Museu da Televisão foi desativado. Fui um dos felizardos memorialistas a ser partícipe da concorrida inauguração, se minha combalida memória não falha, em 2012. O precioso acervo televisivo era muito bem preservado pela saudosa atriz Vida Alves, uma das pioneiras da televisão. Ela mantinha o acervo na sua residência e tinha muito amor e dedicação em cuidar da memória televisiva e certamente considerou acertada a decisão de doar – não sei se o acervo todo ou uma parte – à municipalidade são-bernardense. Onde será que estão o banco da Praça da Alegria e demais objetos do acervo? A memória televisiva está de luto. Saudações compungidas resistentes laicas. 

João Paulo de Oliveira

Diadema

É isso?

 Leitores desta Palavra do Leitor permaneceram anos a fio criticando a democracia, o poder público dos últimos 30 anos, a corrupção, o progresso com a construção de prédios, e a desvalorização das aposentadorias e do salário mínimo. Abertamente desejaram a volta dos militares ao poder (os mesmos que depois de 30 desastrados anos entregaram aos civis com os maiores índices de inflação da história). Agora deliram com ameaças de poder militarista eleito pela mesma democracia que tanto criticam. Para sua completa êxtase, no primeiro ato oficial o governo, desrespeitando decreto aprovado pelo Legislativo, diminui o salário mínimo em R$ 8, causa perda de mais de 10% de um salário mínimo por ano, e de valor circulante entre as sete cidades do Grande ABC da ordem de R$ 243 milhões por ano (Economia, dia 7). É essa a mudança que a população votou?

Ruben J. Moreira

São Caetano

 

Futuro incerto

 A promoção do filho do vice Mourão no Banco do Brasil é a menor das preocupações se comparada às incertezas com o futuro do governo Bolsonaro e, consequentemente, com o futuro do País. A coisa toda é muitíssimo mais grave.

José Marques

 Capital

 

Promoção

 A notícia de que o vice-presidente, Hamilton Mourão, tem que se explicar é simplesmente ridícula! Será possível que funcionário há 18 anos, portanto concursado e que fez parte, como assessor, da diretoria de agronegócios do Banco do Brasil, não deve ou não pode ser promovido para assessorar o presidente da empresa em área de seu conhecimento? Francamente a oposição está procurando pelo em ovo. O que está incomodando é que o funcionário foi promovido e receberá o triplo do que ganhava anteriormente? Tem gente dizendo que a promoção pode ser legal, mas imoral. Oras, é de conhecimento público que os funcionários da instituição eram e ainda são, na maioria, petistas. Quando esse tipo de coisa ocorria nos governos anteriores ninguém se manifestava, haja vista a nomeação do ex-presidente do banco e depois da Petrobras Aldemir Bendine, hoje preso, cuja maior qualificação para os cargos ocupados era ser amigo do inominável. Então...

Aparecida Dileide Gaziolla

São Caetano



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Telemedicina no Brasil é incontestável

Do Diário do Grande ABC

10/01/2019 | 12:22


A primeira vez em que vi eletrocardiograma feito a distância, em 1992, em Israel, soube que aquilo podia mudar o mundo. Sem internet, as ondas sonoras passavam por linha analógica e eram desenhadas do outro lado. Médico cardiologista fazia o laudo e mandava para o paciente. Naquele momento, decidi trazer a técnica para o Brasil. 

Aqui, porém, a realidade foi outra e não consegui implantar o mesmo modelo, por diversas questões que esbarravam na legislação, e que não permitiam a prática da telemedicina no País em relação direta entre médico e paciente.

Mesmo assim, em 1993, flexibilizamos o formato e conseguimos abrir as portas da telemedicina no Brasil, começando por diagnósticos cardiológicos. Porém, eles tinham que ser feitos entre médicos plantonistas e clínicas, hospitais e empresas, nunca direto com o paciente.

Isso faz 25 anos, e, de lá para cá, a internet e a constante revolução da tecnologia foram permitindo mais e melhores exames, laudos e atendimentos infinitamente mais complexos. 

Mesmo assim, no Brasil, há limitantes a procedimentos médicos a distância. Os argumentos que sustentam esse bloqueio vão desde fraude médica à segurança da informação – questões passíveis de riscos no mundo físico também.

A telemedicina reduz custos com Saúde tanto nos setores público quanto no privado. Aumenta a competitividade entre as variadas empresas que usam o formato, aumentando, consequentemente, a qualidade do atendimento. A tecnologia continuará se aprimorando, o que melhorará os procedimentos, tornando-os ainda mais acurados. A telemedicina salva mais vidas.

É certo que estamos chegando a momento de abertura total, que precisa de regulamentação flexível e clara, e só está sendo possível graças à união das empresas do setor, que estamos promovendo há cerca de um ano. Não temos mais escolha. O Brasil é País de dimensões continentais, sem acesso à Saúde em várias regiões. 

Talvez seja difícil para quem vive no Sudeste e Sul do País compreender o tamanho dessa restrição, pois 70% dos médicos especialistas estão concentrados nessas regiões. Em São Paulo, são quatro médicos para cada 1.000 habitantes, enquanto no Nordeste são apenas dois médicos para cada 1.000. No Norte é menos de um médico. Impedir a telemedicina no Brasil é negar atendimento especializado de qualidade a enorme parcela da população, é revés para a Saúde do País e nos remove dos mais importantes avanços de tecnologia médica deste século. Ela não só é incontestável, como mandatória.

Roberto Stryjer é médico e fundador e presidente da Telecárdio.


Palavra do leitor

Museu da Televisão

 Dia 7, tinha uma agradável surpresa e uma desagradável ao ler a página Memória (Setecidades), escrita pelo conceituado jornalista e escritor Ademir Medici, incansável paladino em prol da memória regional. A agradável foi ver minhas reminiscências televisivas publicadas, após primoroso copidesque, feito pelo paladino. A desagradável foi saber que o Museu da Televisão foi desativado. Fui um dos felizardos memorialistas a ser partícipe da concorrida inauguração, se minha combalida memória não falha, em 2012. O precioso acervo televisivo era muito bem preservado pela saudosa atriz Vida Alves, uma das pioneiras da televisão. Ela mantinha o acervo na sua residência e tinha muito amor e dedicação em cuidar da memória televisiva e certamente considerou acertada a decisão de doar – não sei se o acervo todo ou uma parte – à municipalidade são-bernardense. Onde será que estão o banco da Praça da Alegria e demais objetos do acervo? A memória televisiva está de luto. Saudações compungidas resistentes laicas. 

João Paulo de Oliveira

Diadema

É isso?

 Leitores desta Palavra do Leitor permaneceram anos a fio criticando a democracia, o poder público dos últimos 30 anos, a corrupção, o progresso com a construção de prédios, e a desvalorização das aposentadorias e do salário mínimo. Abertamente desejaram a volta dos militares ao poder (os mesmos que depois de 30 desastrados anos entregaram aos civis com os maiores índices de inflação da história). Agora deliram com ameaças de poder militarista eleito pela mesma democracia que tanto criticam. Para sua completa êxtase, no primeiro ato oficial o governo, desrespeitando decreto aprovado pelo Legislativo, diminui o salário mínimo em R$ 8, causa perda de mais de 10% de um salário mínimo por ano, e de valor circulante entre as sete cidades do Grande ABC da ordem de R$ 243 milhões por ano (Economia, dia 7). É essa a mudança que a população votou?

Ruben J. Moreira

São Caetano

 

Futuro incerto

 A promoção do filho do vice Mourão no Banco do Brasil é a menor das preocupações se comparada às incertezas com o futuro do governo Bolsonaro e, consequentemente, com o futuro do País. A coisa toda é muitíssimo mais grave.

José Marques

 Capital

 

Promoção

 A notícia de que o vice-presidente, Hamilton Mourão, tem que se explicar é simplesmente ridícula! Será possível que funcionário há 18 anos, portanto concursado e que fez parte, como assessor, da diretoria de agronegócios do Banco do Brasil, não deve ou não pode ser promovido para assessorar o presidente da empresa em área de seu conhecimento? Francamente a oposição está procurando pelo em ovo. O que está incomodando é que o funcionário foi promovido e receberá o triplo do que ganhava anteriormente? Tem gente dizendo que a promoção pode ser legal, mas imoral. Oras, é de conhecimento público que os funcionários da instituição eram e ainda são, na maioria, petistas. Quando esse tipo de coisa ocorria nos governos anteriores ninguém se manifestava, haja vista a nomeação do ex-presidente do banco e depois da Petrobras Aldemir Bendine, hoje preso, cuja maior qualificação para os cargos ocupados era ser amigo do inominável. Então...

Aparecida Dileide Gaziolla

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