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Modelo de alto risco


Do Diário do Grande ABC

10/01/2019 | 12:15


Profunda reforma da Previdência tem sido alvo de amplas discussões e integrado promessas de governos já de há longo tempo, sob o discurso de que a medida amarga é necessária para garantir a sobrevivência de sistema com deficit estimado para este ano em R$ 308 bilhões, dos quais R$ 218 bilhões do Regime Geral (trabalhadores da iniciativa privada) e R$ 90 bilhões de aposentadorias concedidas a militares e servidores públicos. Claro está que a conta não fecha e, portanto, passou da hora de fazer mudanças que corrijam a rota descendente e coloquem nos trilhos modelo de suma importância para a sobrevivência de milhões de brasileiros. 

O problema, até aqui, aparentemente foi o temor de presidentes e parlamentares em mexer em vespeiro de tal envergadura. Afinal, a cada vez que se fala no assunto a grita é geral, inclusive porque, a depender das alterações, entende-se que se vai tirar direitos. E ninguém quer sair perdendo, mesmo que a derrota inicial signifique manter em pé um dos maiores sistemas previdenciários do mundo e o direito de quem muito já trabalhou de receber sua aposentadoria, mesmo que não seja o valor dos sonhos. Já no caso dos políticos envolvidos com a questão da reforma previdenciária o medo é perder votos.

Agora, sob o governo do presidente Jair Bolsonaro, o tema volta à ordem do dia e ainda cercado de dúvidas quanto ao tamanho e quais medidas efetivamente serão implementadas. O que se sabe é que, em princípio, o novo comandante do Planalto e seu ministro da Economia, Paulo Guedes, estão dispostos a levar a cabo a reforma. O fato é que a tal proposta está apenas no campo das discussões, embora uma das ideias já cause rebuliço: a capitalização. Na prática, o modelo prevê que cada trabalhador tenha uma aplicação, que é gerida por uma instituição financeira privada. Algo parecido com uma poupança. 

Especialistas ouvidos por este Diário alertam que o modelo é de alto risco, sobretudo porque não há garantia sobre o valor que o futuro beneficiário vai receber. E tomam como exemplo o Chile, país que adotou o modelo em 1981, durante o governo de Augusto Pinochet, e cujos aposentados recebem hoje quantia igual ou abaixo da metade do salário mínimo. E isso pode se repetir aqui. 



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Modelo de alto risco

Do Diário do Grande ABC

10/01/2019 | 12:15


Profunda reforma da Previdência tem sido alvo de amplas discussões e integrado promessas de governos já de há longo tempo, sob o discurso de que a medida amarga é necessária para garantir a sobrevivência de sistema com deficit estimado para este ano em R$ 308 bilhões, dos quais R$ 218 bilhões do Regime Geral (trabalhadores da iniciativa privada) e R$ 90 bilhões de aposentadorias concedidas a militares e servidores públicos. Claro está que a conta não fecha e, portanto, passou da hora de fazer mudanças que corrijam a rota descendente e coloquem nos trilhos modelo de suma importância para a sobrevivência de milhões de brasileiros. 

O problema, até aqui, aparentemente foi o temor de presidentes e parlamentares em mexer em vespeiro de tal envergadura. Afinal, a cada vez que se fala no assunto a grita é geral, inclusive porque, a depender das alterações, entende-se que se vai tirar direitos. E ninguém quer sair perdendo, mesmo que a derrota inicial signifique manter em pé um dos maiores sistemas previdenciários do mundo e o direito de quem muito já trabalhou de receber sua aposentadoria, mesmo que não seja o valor dos sonhos. Já no caso dos políticos envolvidos com a questão da reforma previdenciária o medo é perder votos.

Agora, sob o governo do presidente Jair Bolsonaro, o tema volta à ordem do dia e ainda cercado de dúvidas quanto ao tamanho e quais medidas efetivamente serão implementadas. O que se sabe é que, em princípio, o novo comandante do Planalto e seu ministro da Economia, Paulo Guedes, estão dispostos a levar a cabo a reforma. O fato é que a tal proposta está apenas no campo das discussões, embora uma das ideias já cause rebuliço: a capitalização. Na prática, o modelo prevê que cada trabalhador tenha uma aplicação, que é gerida por uma instituição financeira privada. Algo parecido com uma poupança. 

Especialistas ouvidos por este Diário alertam que o modelo é de alto risco, sobretudo porque não há garantia sobre o valor que o futuro beneficiário vai receber. E tomam como exemplo o Chile, país que adotou o modelo em 1981, durante o governo de Augusto Pinochet, e cujos aposentados recebem hoje quantia igual ou abaixo da metade do salário mínimo. E isso pode se repetir aqui. 

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