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Indústria opera 16,4% abaixo do pico registrado em maio de 2011, mostra IBGE

ABr  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Alta de 0,1% não conseguiu reduzir a distância entre o patamar atual e o ponto mais elevado da história



08/01/2019 | 11:18


A alta de 0,1% registrada pela indústria em novembro ante outubro não conseguiu reduzir a distância entre o patamar de produção atual e o ponto mais elevado já registrado na série histórica da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em novembro, o patamar de produção estava 16,4% menor que o auge alcançado em maio de 2011, em nível semelhante ao de março de 2009.

"Mesmo com melhora recente da produção industrial em 2017 e 2018, a gente ainda está muito longe do ponto mais alto de produção", disse André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE.

A fabricação de bens de capital estava 33,9% abaixo do pico de produção registrado em setembro de 2013, enquanto os bens de consumo duráveis operavam 29,4% aquém do ápice de produção visto em junho de 2013.

De janeiro a novembro de 2018, a indústria acumula um avanço de 1,5%.

Segundo Macedo, é provável que a indústria encerre o ano no azul. "Precisava de uma taxa muito negativa (em dezembro) para diluir esse ganho (e fechar ano de 2018 negativo)", explicou o pesquisador.

No entanto, o desempenho de 2017 tinha sido melhor, com alta de 2,6%. Caso a produção encerre 2018 com taxa positiva, o ganho ainda será insuficiente para recuperar os três anos anteriores de quedas (em 2016, -6,4%; em 2015, -8,3%; em 2014, -3,0%), quando a indústria acumulou uma perda de 16,7%.

Atividades

A indústria registrou queda na produção em 14 entre 26 as atividades pesquisadas em novembro de 2018 ante novembro de 2017, segundo o IBGE. A produção encolheu 0,9% no período, embora o mês de novembro de 2018 tenha mostrado o mesmo número de dias úteis do que novembro do ano anterior.

O principal impacto negativo foi da fabricação de produtos alimentícios, com queda de 5,0%, puxada pelo açúcar cristal e açúcar VHP, além de sucos concentrados de laranja, carnes e miudezas de aves congeladas e rações.

Segundo André Macedo, as usinas de processamento de cana-de-açúcar produziram mais etanol do que açúcar este ano.

"As usinas tem essa possibilidade de mudar a produção em função do ambiente econômico. E 2018 ficou muito caracterizado por esse processo (de processamento maior de etanol do que açúcar)", justificou Macedo.

Entre os 12 setores que ampliaram a produção, a contribuição positiva mais relevante para a média global foi das indústrias extrativas (3,3%), impulsionado pela maior produção de minério de ferro. Também impediram uma queda maior na indústria em novembro as atividades de veículos automotores, reboques e carrocerias (2,3%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (7,3%), produtos de metal (5,9%) e celulose, papel e produtos de papel (3,9%).

Índice de difusão

O índice de difusão - que mostra o porcentual de produtos com avanço na produção - diminuiu de 52,4% em outubro para 46,0% em novembro.



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Indústria opera 16,4% abaixo do pico registrado em maio de 2011, mostra IBGE

Alta de 0,1% não conseguiu reduzir a distância entre o patamar atual e o ponto mais elevado da história


08/01/2019 | 11:18


A alta de 0,1% registrada pela indústria em novembro ante outubro não conseguiu reduzir a distância entre o patamar de produção atual e o ponto mais elevado já registrado na série histórica da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em novembro, o patamar de produção estava 16,4% menor que o auge alcançado em maio de 2011, em nível semelhante ao de março de 2009.

"Mesmo com melhora recente da produção industrial em 2017 e 2018, a gente ainda está muito longe do ponto mais alto de produção", disse André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE.

A fabricação de bens de capital estava 33,9% abaixo do pico de produção registrado em setembro de 2013, enquanto os bens de consumo duráveis operavam 29,4% aquém do ápice de produção visto em junho de 2013.

De janeiro a novembro de 2018, a indústria acumula um avanço de 1,5%.

Segundo Macedo, é provável que a indústria encerre o ano no azul. "Precisava de uma taxa muito negativa (em dezembro) para diluir esse ganho (e fechar ano de 2018 negativo)", explicou o pesquisador.

No entanto, o desempenho de 2017 tinha sido melhor, com alta de 2,6%. Caso a produção encerre 2018 com taxa positiva, o ganho ainda será insuficiente para recuperar os três anos anteriores de quedas (em 2016, -6,4%; em 2015, -8,3%; em 2014, -3,0%), quando a indústria acumulou uma perda de 16,7%.

Atividades

A indústria registrou queda na produção em 14 entre 26 as atividades pesquisadas em novembro de 2018 ante novembro de 2017, segundo o IBGE. A produção encolheu 0,9% no período, embora o mês de novembro de 2018 tenha mostrado o mesmo número de dias úteis do que novembro do ano anterior.

O principal impacto negativo foi da fabricação de produtos alimentícios, com queda de 5,0%, puxada pelo açúcar cristal e açúcar VHP, além de sucos concentrados de laranja, carnes e miudezas de aves congeladas e rações.

Segundo André Macedo, as usinas de processamento de cana-de-açúcar produziram mais etanol do que açúcar este ano.

"As usinas tem essa possibilidade de mudar a produção em função do ambiente econômico. E 2018 ficou muito caracterizado por esse processo (de processamento maior de etanol do que açúcar)", justificou Macedo.

Entre os 12 setores que ampliaram a produção, a contribuição positiva mais relevante para a média global foi das indústrias extrativas (3,3%), impulsionado pela maior produção de minério de ferro. Também impediram uma queda maior na indústria em novembro as atividades de veículos automotores, reboques e carrocerias (2,3%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (7,3%), produtos de metal (5,9%) e celulose, papel e produtos de papel (3,9%).

Índice de difusão

O índice de difusão - que mostra o porcentual de produtos com avanço na produção - diminuiu de 52,4% em outubro para 46,0% em novembro.

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