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É o futuro do Brasil, 'talquei'?

Marcelo Camargo/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Jovens eleitores da região dizem como veem o novo presidente e o que esperam do governo


Tauana Marin

06/01/2019 | 07:13


“A gente não quer só comida/A gente quer saída/Para qualquer parte.” Esse trecho da música Comida, do grupo Titãs, de 1987, diz muito sobre o que os jovens esperam do novo governo brasileiro, assumido pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) no dia 1º. Ele e sua equipe terão grandes desafios pela frente. O D+ conversou com alguns jovens eleitores, que prometem não torcer contra o trabalho, mas que estão de olho nos passos do novo chefe da Nação.

Estudante de cursinho de Santo André, Natália Júlio Marciano, 18 anos, espera que o presidente seja “menos radical do que parece e que os deputados e senadores da oposição consigam equilibrar as coisas.” “Um dos fatores positivos é que houve renovação das cadeiras do Senado e as pessoas estão discutindo mais política, debatendo, propondo, fiscalizando. Isso é bom.”

Em seus primeiros atos, Bolsonaro oficializou a posse de 22 ministros, sete a menos que o número trabalhado por seu antecessor, Michel Temer (PMDB). Entre as mudanças está a criação do superministério da Economia, sob comando de Paulo Guedes, que fundiu os antigos ministérios da Fazenda e do Planejamento. “Uma das piores escolhas foi a fusão e a desativação de alguns ministérios. Digo desativados, pois, para mim, juntar o Ministério do Meio Ambiente com o da Agricultura é, praticamente, excluir a primeira Pasta”, critica o universitário Jean Mariano de Oliveira, 18, de Diadema. Ele espera ver um governo, no mínimo, seguro: sem escândalos de corrupção e com melhorias na Segurança pública nacional.

As possibilidades sobre o futuro do meio ambiente do Brasil também preocupam Gustavo Ferreira de Freitas, 19. “O agricultor terá maior liberdade em explorar o meio ambiente, já que ele faz parte deste ministério. Como os latifundiários têm poder financeiro muito grande, é simples de ver que essa relação será unilateral”, comenta o morador de São Bernardo. De acordo com o jovem, os próximos quatro anos serão marcados por modelo de governo conservador. “Não tenho grandes esperanças. Desejo apenas que a questão da Segurança seja melhorada, até porque ele (Bolsonaro) era militar. Gostaria muito que ele punisse todos os envolvidos nos esquemas de corrupção.”

A estudante Ana Julia Galvez, 18 anos, não votou no atual presidente. Posturas sobre a predileção do político por educação a distância a partir do Ensino Fundamental e a retomada dos ‘bons costumes’ da ‘família tradicional’, por exemplo, a fazem ser crítica. “A sala de aula, o professor presente, o acesso à biblioteca, a interação com os colegas, tudo isso faz parte da formação do indivíduo”, diz. “Todos os brasileiros precisam ter seus direitos preservados e garantidos, independentemente de gênero, raça, credo ou nível social”, completa sobre os temas. “Bolsonaro terá que trabalhar bastante para convencer a todos, inclusive os mais novos, de que merece estar onde está.” 



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É o futuro do Brasil, 'talquei'?

Jovens eleitores da região dizem como veem o novo presidente e o que esperam do governo

Tauana Marin

06/01/2019 | 07:13


“A gente não quer só comida/A gente quer saída/Para qualquer parte.” Esse trecho da música Comida, do grupo Titãs, de 1987, diz muito sobre o que os jovens esperam do novo governo brasileiro, assumido pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) no dia 1º. Ele e sua equipe terão grandes desafios pela frente. O D+ conversou com alguns jovens eleitores, que prometem não torcer contra o trabalho, mas que estão de olho nos passos do novo chefe da Nação.

Estudante de cursinho de Santo André, Natália Júlio Marciano, 18 anos, espera que o presidente seja “menos radical do que parece e que os deputados e senadores da oposição consigam equilibrar as coisas.” “Um dos fatores positivos é que houve renovação das cadeiras do Senado e as pessoas estão discutindo mais política, debatendo, propondo, fiscalizando. Isso é bom.”

Em seus primeiros atos, Bolsonaro oficializou a posse de 22 ministros, sete a menos que o número trabalhado por seu antecessor, Michel Temer (PMDB). Entre as mudanças está a criação do superministério da Economia, sob comando de Paulo Guedes, que fundiu os antigos ministérios da Fazenda e do Planejamento. “Uma das piores escolhas foi a fusão e a desativação de alguns ministérios. Digo desativados, pois, para mim, juntar o Ministério do Meio Ambiente com o da Agricultura é, praticamente, excluir a primeira Pasta”, critica o universitário Jean Mariano de Oliveira, 18, de Diadema. Ele espera ver um governo, no mínimo, seguro: sem escândalos de corrupção e com melhorias na Segurança pública nacional.

As possibilidades sobre o futuro do meio ambiente do Brasil também preocupam Gustavo Ferreira de Freitas, 19. “O agricultor terá maior liberdade em explorar o meio ambiente, já que ele faz parte deste ministério. Como os latifundiários têm poder financeiro muito grande, é simples de ver que essa relação será unilateral”, comenta o morador de São Bernardo. De acordo com o jovem, os próximos quatro anos serão marcados por modelo de governo conservador. “Não tenho grandes esperanças. Desejo apenas que a questão da Segurança seja melhorada, até porque ele (Bolsonaro) era militar. Gostaria muito que ele punisse todos os envolvidos nos esquemas de corrupção.”

A estudante Ana Julia Galvez, 18 anos, não votou no atual presidente. Posturas sobre a predileção do político por educação a distância a partir do Ensino Fundamental e a retomada dos ‘bons costumes’ da ‘família tradicional’, por exemplo, a fazem ser crítica. “A sala de aula, o professor presente, o acesso à biblioteca, a interação com os colegas, tudo isso faz parte da formação do indivíduo”, diz. “Todos os brasileiros precisam ter seus direitos preservados e garantidos, independentemente de gênero, raça, credo ou nível social”, completa sobre os temas. “Bolsonaro terá que trabalhar bastante para convencer a todos, inclusive os mais novos, de que merece estar onde está.” 

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