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O Brasil e a livre-concorrência


Do Diário do Grande ABC

28/12/2018 | 11:25


Tido como uma das nações comercialmente mais fechadas, o Brasil precisa abrir o seu mercado e assinar o maior número possível de acordos de livre-comércio com outros países e blocos, porque só dessa maneira conseguirá aumentar a sua participação no comércio internacional, hoje limitada a apenas 1,2% de tudo o que se compra e vende no planeta. O problema, porém, é saber como fazer essa abertura: de supetão, iniciando-se outro ciclo de redução de tarifas de importação, como se deu no início da década de 1990, ao tempo do governo Collor, ou de maneira lenta, segura e gradual, para se repetir aqui axioma famoso à época do regime militar (1964-1985)?

Sabe-se que a equipe que trabalha para organizar o governo que assume a partir do dia 1º vem preparando plano para formatar essa abertura, mas não se conhece detalhes desse estudo. O que se sabe é que existe estudo da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, encaminhado para análise pela equipe que procura organizar o futuro governo, que prevê, de imediato, com a abertura comercial, desemprego para cerca de 3 milhões de trabalhadores, que se somariam ao atual contingente de cerca de 13 milhões. Obviamente, esse cenário é alarmante, pois pode levar o País a situação de caos social de que já se sente primeiros sinais. Com a livre-entrada de produtos estrangeiros no mercado nacional, segundo o estudo, prevê-se o fechamento de fábricas, principalmente nos segmentos de couro, vestuário, automóveis, sistemas automotivos e bens de capital, setores que são muito protegidos por alíquotas altas e benefícios fiscais. Como se sabe, muitos desses setores estão protegidos por imposto de importação de até 35%, que é a alíquota máxima permitida pela OMC (Organização Mundial do Comércio).

Sem a proteção governamental, esses setores fatalmente fechariam as portas por não disporem de preços competitivos para os produtos. Com isso, é provável que desempregados migrem para informalidade ou para setor de serviços, o que exigiria por parte do governo esforço maior para requalificação profissional dos atingidos. Mas não se pode deixar de reconhecer que situação delicada como essa tende aumentar níveis de violência social. É claro que essa é de difícil solução, mas não se pode deixar de pensar que outros países que abriram mercados também passaram por essas dificuldades, mas hoje estão entre as nações que mais vendem e compram no mundo. Abertura comercial também não pode ser feita de maneira unilateral, porque só beneficiaria concorrentes e riscos seriam enormes, ainda que a longo prazo possam surgir benefícios. Abertura é necessária, mas é preciso estabelecer limites, pois excesso de medicamentos também pode levar o paciente à morte.

Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional, de São Paulo. 

Palavra do leitor

Boas-Festas 

 O Diário recebe e retribui votos de Boas-Festas a ACSP (Associação Comercial de São Paulo); Innovia Training & Consulting; CBCA (Centro Brasileiro da Construção em Aço); Jacielma Vieira dos Santos; Alan Victor Vieira dos Santos; Ryan Vieira Santos; Diego da Silveira Carvalho; Vanessa Molinario Sardinha; Gustavo Molinario Silveira; Maria Luiza Molinario Silveira; Bruno Silveira Carvalho; Caroline Estrela; Sandra P. Silveira; Gestão Rita Serrano; Time Cobli; Approach Comunicação; Roberta Vieira; MP & Rossi Comunicações; SV Assessoria em Comunicação; Attuale Comunicação; Mariele Previdi; Juliana Bonassa; Mariane Belasco; Tamara Horn; Ana Flávia Gimenes; Grupo OP de Comunicações; Jornal Opinião Pública. 

Não resolvido!

 Faz alguns meses que li neste Diário que a Prefeitura de São Bernardo ia investir dinheiro para evitar os cortes de energia em nossa cidade. Sempre pensei que era a Eletropaulo que deveria fazer isso. Tudo bem o Paço investir. Quem paga somos nós. E o que acontece? Nunca houve tantos cortes como agora! Resultado de meu trabalho no computador não salvo foi perdido. Relógios ficam piscando, os carregadores, parados, portões não abrem etc. Gostaria de saber onde a Prefeitura investiu e por quê?

Serge R. Vandevelde

São Bernardo

Como fica? 

 Parabenizo o prefeito Paulo Serra pela abertura das Policlínicas, principalmente a do bairro Campestre, em Santo André. E, ao mesmo tempo, reclamo de atendimento: de que adianta abrir as Policlínicas dizendo estarem todas informatizadas se não estão? De que adianta tanto alarde quanto aos médicos disponíveis se quando se necessita de atendimento demora muito tempo? Minha mulher foi encaminhada pela clínica para atendimento com médico nefrologista no dia 3 de novembro, com direito a guia com urgência. Disseram que deveria esperar telefonema de quando estivesse pronta. Não recebemos esse telefonema. Fui ao posto Campestre, onde foi solicitada a tal guia. O atendente disse-me que ainda estaria em estudos. Que tipo de estudo seria necessário se foi a médica quem solicitou? Minha mulher tem necessidade de passar por esse atendimento. Como fica, prefeito? Espero resposta para essa insatisfação.

Claudio Luiz da Silva

 Santo André

Quanto pior, melhor? 

 Óbvio que isso não poderia ter acontecido, mas não é preciso ser nenhum perito em balística para concluir que o furo em uma vidraça da Câmara Municipal de São Paulo foi causado por certeira estilingada e não por arma de fogo como querem os alarmistas. Basta ver as imagens da imprensa, onde manifestantes aparecem usando ‘atiradeiras’ impunemente. Estão procurando chifre em cabeça de cavalo! 

Maria Elisa Santos

 Capital

Como assim?

 O senhor Fabrício Queiroz, cidadão que envolve Flávio, filho de Jair Bolsonaro, naquele nebuloso caso Coaf (Conselho de Controle e Atividades Financeiras), saiu da ‘toca’ e declara ‘ser um cara de negócios e que faz dinheiro’ (Política, ontem). Ok, vá lá então e explica para os homens. E não se fala mais no assunto. 

 José Marques

 Capital

Equipe 

 Em um dos trechos do magnífico filme Ben-Hur, Judah Ben-Hur (interpretado por Charlton Heston), assistindo a uma corrida de bigas, comentou com o dono dos cavalos que eles não conseguiriam fazer a curva, o que de fato ocorreu. Percebendo o espanto do proprietário, Judah ponderou: ‘Você tem excelentes cavalos, isoladamente, porém, eles não formam uma equipe’! Parece que aqui, nas terras de Macunaíma, temos o mesmo problema, pois fica nítida a impressão de que as pessoas estão preocupadas apenas com sua preferência ideológica, torcendo para tudo dar errado. Nossa sociedade precisa aprender a atuar em equipe e entender que equipe não é grupo de pessoas que apresentem as mesmas características ou pensem da mesma forma, mas um que, apesar de suas diferenças, atue em sinergia, direcionando suas diversas aptidões para, juntos, atingirem os objetivos comuns a todos. De outra forma, o Brasil soçobrará na curva do futuro tal qual a biga do filme.

Vanderlei A. Retondo

Santo André



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O Brasil e a livre-concorrência

Do Diário do Grande ABC

28/12/2018 | 11:25


Tido como uma das nações comercialmente mais fechadas, o Brasil precisa abrir o seu mercado e assinar o maior número possível de acordos de livre-comércio com outros países e blocos, porque só dessa maneira conseguirá aumentar a sua participação no comércio internacional, hoje limitada a apenas 1,2% de tudo o que se compra e vende no planeta. O problema, porém, é saber como fazer essa abertura: de supetão, iniciando-se outro ciclo de redução de tarifas de importação, como se deu no início da década de 1990, ao tempo do governo Collor, ou de maneira lenta, segura e gradual, para se repetir aqui axioma famoso à época do regime militar (1964-1985)?

Sabe-se que a equipe que trabalha para organizar o governo que assume a partir do dia 1º vem preparando plano para formatar essa abertura, mas não se conhece detalhes desse estudo. O que se sabe é que existe estudo da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, encaminhado para análise pela equipe que procura organizar o futuro governo, que prevê, de imediato, com a abertura comercial, desemprego para cerca de 3 milhões de trabalhadores, que se somariam ao atual contingente de cerca de 13 milhões. Obviamente, esse cenário é alarmante, pois pode levar o País a situação de caos social de que já se sente primeiros sinais. Com a livre-entrada de produtos estrangeiros no mercado nacional, segundo o estudo, prevê-se o fechamento de fábricas, principalmente nos segmentos de couro, vestuário, automóveis, sistemas automotivos e bens de capital, setores que são muito protegidos por alíquotas altas e benefícios fiscais. Como se sabe, muitos desses setores estão protegidos por imposto de importação de até 35%, que é a alíquota máxima permitida pela OMC (Organização Mundial do Comércio).

Sem a proteção governamental, esses setores fatalmente fechariam as portas por não disporem de preços competitivos para os produtos. Com isso, é provável que desempregados migrem para informalidade ou para setor de serviços, o que exigiria por parte do governo esforço maior para requalificação profissional dos atingidos. Mas não se pode deixar de reconhecer que situação delicada como essa tende aumentar níveis de violência social. É claro que essa é de difícil solução, mas não se pode deixar de pensar que outros países que abriram mercados também passaram por essas dificuldades, mas hoje estão entre as nações que mais vendem e compram no mundo. Abertura comercial também não pode ser feita de maneira unilateral, porque só beneficiaria concorrentes e riscos seriam enormes, ainda que a longo prazo possam surgir benefícios. Abertura é necessária, mas é preciso estabelecer limites, pois excesso de medicamentos também pode levar o paciente à morte.

Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional, de São Paulo. 

Palavra do leitor

Boas-Festas 

 O Diário recebe e retribui votos de Boas-Festas a ACSP (Associação Comercial de São Paulo); Innovia Training & Consulting; CBCA (Centro Brasileiro da Construção em Aço); Jacielma Vieira dos Santos; Alan Victor Vieira dos Santos; Ryan Vieira Santos; Diego da Silveira Carvalho; Vanessa Molinario Sardinha; Gustavo Molinario Silveira; Maria Luiza Molinario Silveira; Bruno Silveira Carvalho; Caroline Estrela; Sandra P. Silveira; Gestão Rita Serrano; Time Cobli; Approach Comunicação; Roberta Vieira; MP & Rossi Comunicações; SV Assessoria em Comunicação; Attuale Comunicação; Mariele Previdi; Juliana Bonassa; Mariane Belasco; Tamara Horn; Ana Flávia Gimenes; Grupo OP de Comunicações; Jornal Opinião Pública. 

Não resolvido!

 Faz alguns meses que li neste Diário que a Prefeitura de São Bernardo ia investir dinheiro para evitar os cortes de energia em nossa cidade. Sempre pensei que era a Eletropaulo que deveria fazer isso. Tudo bem o Paço investir. Quem paga somos nós. E o que acontece? Nunca houve tantos cortes como agora! Resultado de meu trabalho no computador não salvo foi perdido. Relógios ficam piscando, os carregadores, parados, portões não abrem etc. Gostaria de saber onde a Prefeitura investiu e por quê?

Serge R. Vandevelde

São Bernardo

Como fica? 

 Parabenizo o prefeito Paulo Serra pela abertura das Policlínicas, principalmente a do bairro Campestre, em Santo André. E, ao mesmo tempo, reclamo de atendimento: de que adianta abrir as Policlínicas dizendo estarem todas informatizadas se não estão? De que adianta tanto alarde quanto aos médicos disponíveis se quando se necessita de atendimento demora muito tempo? Minha mulher foi encaminhada pela clínica para atendimento com médico nefrologista no dia 3 de novembro, com direito a guia com urgência. Disseram que deveria esperar telefonema de quando estivesse pronta. Não recebemos esse telefonema. Fui ao posto Campestre, onde foi solicitada a tal guia. O atendente disse-me que ainda estaria em estudos. Que tipo de estudo seria necessário se foi a médica quem solicitou? Minha mulher tem necessidade de passar por esse atendimento. Como fica, prefeito? Espero resposta para essa insatisfação.

Claudio Luiz da Silva

 Santo André

Quanto pior, melhor? 

 Óbvio que isso não poderia ter acontecido, mas não é preciso ser nenhum perito em balística para concluir que o furo em uma vidraça da Câmara Municipal de São Paulo foi causado por certeira estilingada e não por arma de fogo como querem os alarmistas. Basta ver as imagens da imprensa, onde manifestantes aparecem usando ‘atiradeiras’ impunemente. Estão procurando chifre em cabeça de cavalo! 

Maria Elisa Santos

 Capital

Como assim?

 O senhor Fabrício Queiroz, cidadão que envolve Flávio, filho de Jair Bolsonaro, naquele nebuloso caso Coaf (Conselho de Controle e Atividades Financeiras), saiu da ‘toca’ e declara ‘ser um cara de negócios e que faz dinheiro’ (Política, ontem). Ok, vá lá então e explica para os homens. E não se fala mais no assunto. 

 José Marques

 Capital

Equipe 

 Em um dos trechos do magnífico filme Ben-Hur, Judah Ben-Hur (interpretado por Charlton Heston), assistindo a uma corrida de bigas, comentou com o dono dos cavalos que eles não conseguiriam fazer a curva, o que de fato ocorreu. Percebendo o espanto do proprietário, Judah ponderou: ‘Você tem excelentes cavalos, isoladamente, porém, eles não formam uma equipe’! Parece que aqui, nas terras de Macunaíma, temos o mesmo problema, pois fica nítida a impressão de que as pessoas estão preocupadas apenas com sua preferência ideológica, torcendo para tudo dar errado. Nossa sociedade precisa aprender a atuar em equipe e entender que equipe não é grupo de pessoas que apresentem as mesmas características ou pensem da mesma forma, mas um que, apesar de suas diferenças, atue em sinergia, direcionando suas diversas aptidões para, juntos, atingirem os objetivos comuns a todos. De outra forma, o Brasil soçobrará na curva do futuro tal qual a biga do filme.

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