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Região tem o melhor saldo para emprego formal desde 2011

Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Dados do Caged mostram que foram criados 13.710 postos de trabalho neste ano


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

21/12/2018 | 07:11


O saldo de trabalhadores formais entre os meses de janeiro e novembro é o melhor desde 2011 no Grande ABC. À época, a região havia criado 24.568 postos com carteira assinada. Neste ano, foram gerados 13.710 empregos, sendo 2.074 só em novembro. O comércio foi o setor que mais impulsionou as contratações na região.

Para se ter ideia, o volume de vagas abertas até o mês passado é dez vezes maior do que o montante entre janeiro e novembro de 2017, quando 1.379 posições haviam sido geradas. Os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) foram divulgados ontem pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), e tabulados pela equipe do Diário.

Dentre os principais setores, o comércio foi o que mais criou oportunidades no mês passado: 1.333. Em seguida, aparecem os serviços, com 1.104 vagas, e a construção civil, com 261. Já a indústria eliminou 514 postos – nesta semana foram divulgados os dados do emprego no setor mensurados pelo Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), e o número chegou a 1.050 cortes. A diferença se justifica pelo fato de esse levantamento considerar também postos informais.

De acordo com o economista e coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero, 2018 deve terminar com saldo positivo para o emprego. Porém, ele pondera que, apesar da melhora dos índices, ainda não há um processo firme de retomada.

“Nestes últimos meses do ano, principalmente após a vitória do novo presidente (Jair Bolsonaro, do PSL), há um clima de otimismo na economia. Depois disso, tivemos a Black Friday e a preparação para as compras de Natal, o que impulsiona a contratação dos temporários. Mas ainda chama a atenção que a indústria e a construção civil não vão bem, por isso não podemos falar em retomada firme”, assinalou Balistiero.

O diretor operacional do Sindicato dos Comerciários do ABC, Jonas José dos Santos, destacou que, além das contratações por conta das datas comemorativas, a região teve aberturas de estabelecimentos ao longo deste ano, o que também ajudou a impulsionar a demanda por profissionais do setor, que até novembro contratou 1.706 pessoas.

“A sazonalidade com as vendas de Natal sempre traz possibilidades de contratações. Mas, neste ano, tivemos empresas que inauguraram e foram responsáveis pela geração de diversas vagas de trabalho. Entre elas, o supermercado Sonda da Avenida Caminho do Mar, em São Bernardo (400 postos diretos e indiretos), e o Assaí, na Avenida dos Estados, em Santo André (560 vagas entre diretas e indiretas), que reforçaram as contratações”, explicou Santos.

Dentre os temporários, o presidente da entidade, Ademar Gonçalves Ferreira, acredita que há média de 30% de chances de efetivação no ano que vem. “Estamos falando com várias empresas e existe expectativa de melhora para as vendas, após tantos anos de crise”, afirmou.

REFORMA TRABALHISTA - O Caged de novembro marca o período de vigência de um ano da reforma trabalhista. A nova legislação instituiu o contrato intermitente, que possibilita que a prestação de serviços pelo trabalhador aconteça em períodos distintos, com interrupção e de forma não contínua. “Isso é um aspecto importante, porque antes da legislação este tipo de trabalhador estaria no mercado informal. Mas, esses efeitos da reforma nós só vamos conseguir entender melhor quando a economia ganhar mais força. Por enquanto, ainda estamos dependendo de sazonalidades”, afirmou Balistiero.

Dentre as sete cidades, somente Rio Grande da Serra está com saldo negativo no ano, com registro de 278 demissões. Já a cidade que mais gerou empregos neste ano foi São Bernardo, com 4.886 postos de trabalho, ou seja, uma média de 14 contratações diárias no período. Quanto aos setores, serviços liderou as contratações (9.485), seguido pela construção civil (2.784).
 



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Região tem o melhor saldo para emprego formal desde 2011

Dados do Caged mostram que foram criados 13.710 postos de trabalho neste ano

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

21/12/2018 | 07:11


O saldo de trabalhadores formais entre os meses de janeiro e novembro é o melhor desde 2011 no Grande ABC. À época, a região havia criado 24.568 postos com carteira assinada. Neste ano, foram gerados 13.710 empregos, sendo 2.074 só em novembro. O comércio foi o setor que mais impulsionou as contratações na região.

Para se ter ideia, o volume de vagas abertas até o mês passado é dez vezes maior do que o montante entre janeiro e novembro de 2017, quando 1.379 posições haviam sido geradas. Os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) foram divulgados ontem pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), e tabulados pela equipe do Diário.

Dentre os principais setores, o comércio foi o que mais criou oportunidades no mês passado: 1.333. Em seguida, aparecem os serviços, com 1.104 vagas, e a construção civil, com 261. Já a indústria eliminou 514 postos – nesta semana foram divulgados os dados do emprego no setor mensurados pelo Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), e o número chegou a 1.050 cortes. A diferença se justifica pelo fato de esse levantamento considerar também postos informais.

De acordo com o economista e coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero, 2018 deve terminar com saldo positivo para o emprego. Porém, ele pondera que, apesar da melhora dos índices, ainda não há um processo firme de retomada.

“Nestes últimos meses do ano, principalmente após a vitória do novo presidente (Jair Bolsonaro, do PSL), há um clima de otimismo na economia. Depois disso, tivemos a Black Friday e a preparação para as compras de Natal, o que impulsiona a contratação dos temporários. Mas ainda chama a atenção que a indústria e a construção civil não vão bem, por isso não podemos falar em retomada firme”, assinalou Balistiero.

O diretor operacional do Sindicato dos Comerciários do ABC, Jonas José dos Santos, destacou que, além das contratações por conta das datas comemorativas, a região teve aberturas de estabelecimentos ao longo deste ano, o que também ajudou a impulsionar a demanda por profissionais do setor, que até novembro contratou 1.706 pessoas.

“A sazonalidade com as vendas de Natal sempre traz possibilidades de contratações. Mas, neste ano, tivemos empresas que inauguraram e foram responsáveis pela geração de diversas vagas de trabalho. Entre elas, o supermercado Sonda da Avenida Caminho do Mar, em São Bernardo (400 postos diretos e indiretos), e o Assaí, na Avenida dos Estados, em Santo André (560 vagas entre diretas e indiretas), que reforçaram as contratações”, explicou Santos.

Dentre os temporários, o presidente da entidade, Ademar Gonçalves Ferreira, acredita que há média de 30% de chances de efetivação no ano que vem. “Estamos falando com várias empresas e existe expectativa de melhora para as vendas, após tantos anos de crise”, afirmou.

REFORMA TRABALHISTA - O Caged de novembro marca o período de vigência de um ano da reforma trabalhista. A nova legislação instituiu o contrato intermitente, que possibilita que a prestação de serviços pelo trabalhador aconteça em períodos distintos, com interrupção e de forma não contínua. “Isso é um aspecto importante, porque antes da legislação este tipo de trabalhador estaria no mercado informal. Mas, esses efeitos da reforma nós só vamos conseguir entender melhor quando a economia ganhar mais força. Por enquanto, ainda estamos dependendo de sazonalidades”, afirmou Balistiero.

Dentre as sete cidades, somente Rio Grande da Serra está com saldo negativo no ano, com registro de 278 demissões. Já a cidade que mais gerou empregos neste ano foi São Bernardo, com 4.886 postos de trabalho, ou seja, uma média de 14 contratações diárias no período. Quanto aos setores, serviços liderou as contratações (9.485), seguido pela construção civil (2.784).
 

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