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Alunos se juntam e arrecadam brinquedos para dar de presente a crianças carentes


Tauana Marin
Diário do Grande ABC

16/12/2018 | 07:00


É difícil encontrar alguém que não goste de brincar. A atividade estimula a criatividade, deixa os participantes felizes e desenvolve várias áreas no cérebro. Os brinquedos fazem parte desse universo e contribuem para que a diversão seja garantida. No entanto, há muitas crianças que, por questões sociais e financeiras, não têm condições de ter o item que desejam.

Pensando em alegrar o fim de ano de outras crianças, os estudantes da Emeief Professor Eufly Gomes, da Vila Curuçá, em Santo André, se reuniram para arrecadar itens. Cada um escolheu alguns brinquedos em casa para presentear crianças moradoras no Vale do Ribeira (localizado no Sul do Estado de São Paulo e no Norte do Paraná).

Entre os 600 brinquedos reunidos para a doação especial, há espaço para ursos de pelúcia, carros, bonecas e alguns jogos de tabuleiro. “Mas não vale doar coisas estragadas, sujas ou quebradas nem aquilo que não ligamos mais. O legal é dar um brinquedo que gostamos, que nos divertimos. Não se trata de doar item que iria para o lixo”, explica Camila Alves Marques de Souza, 11 anos.

Nycollas Gonçalves Beserra, 10 anos, fez questão de participar da iniciativa do colégio. “Se eu tenho algo para compartilhar, por que não? Às vezes acumulamos tantos brinquedos e não usamos todos. Por outro lado, há pessoas que não têm nada. Não podemos ser egoístas. A gente precisa se colocar no lugar do outro”, afirma.

A ideia trabalhada na escola faz com que alunos aprendam sobre a importância de pensar no próximo. Segundo Gabriel Rodrigues Andrade, 10, sua família tem o hábito de realizar a mesma ação em casa com diversos itens. “Todo ano separamos roupas e sapatos para doação. Quem tem um pouco sempre pode ajudar aquele que não tem nada. É como quando alguém toca a campainha de casa pedindo comida. Temos que ajudar”, comenta o menino. Para ele, é preciso ser solidário o tempo todo. “Na sala de aula, por exemplo, devemos ajudar o amigo e emprestar o material caso ele não tenha. É uma questão de costume.”

Se fosse a criança que irá receber a doação, Matheus Sena Santana, 11, confessa que gostaria de ganhar um bola de basquete ou peão. “Nem sempre ganhamos aquilo que queremos muito, mas brinquedo é brinquedo. Conseguimos nos divertir com tudo, desde que esteja em boas condições de uso.”

REFLEXÃO - A chegada do fim do ano faz com que as pessoas pensem em tudo o que ocorreu até aqui nos últimos 365 dias, sendo um momento de reflexão. “É uma época que acredito o quanto seria bom se todas as pessoas tivessem as mesmas condições e suas famílias por perto. Esses são meus desejos de Natal”, diz Alice Cardoso Catarin, 11, que contribuiu com a doação de seu colégio ao separar uma boneca. “Muitas crianças gostam e sei que a pessoa que receber vai ficar feliz. É bom proporcionar esse sentimento a alguém.”

Os estudantes acreditam que o sentimento de alegria deve existir sempre. “Todos podemos brincar de esconde-esconde, pega-pega, mimica ou ‘mãe da rua’. Para se divertir não precisamos ter um brinquedo o tempo todo. Precisamos de amigos”, comenta Alice.

Ciclo de ações solidárias incentiva participantes

O ato de ajudar o próximo despertou em Renata Natany Araujo, 10 anos, a vontade de continuar fazendo o bem sempre que pode. Na escola onde estuda, a Emeief Professor Eufly Gomes (Santo André), o projeto Dois Sentimentos: Revendo Valores ensinou e incentivou os alunos durante todo o ano a realizarem ações solidárias especiais. As festas natalinas apenas encerram o ciclo.

Na Páscoa, por exemplo, cartões foram distribuídos a toda comunidade do entorno da escola. No Dia das Mães, centenas de bolsas – em bom estado – recheadas com kits de higiene acabaram doadas na comunidade Morro da Kibon. No Dia dos Pais, itens como sabonete, xampu, creme dental e aparatos para ‘fazer’ a barba foram entregues em ONG que cuida de homens que vivem na rua.

“Sempre contribuo com as doações porque fico feliz e me sinto bem em ver as pessoas recebendo e agradecendo os presentes. Aprendi que não posso apenas ajudar minha mãe em casa. É necessário fazer alguma coisa por aqueles que não conhecemos, sem ser da nossa própria família”, diz a estudante andreense.

O próximo passo, já combinado com a mãe, é cortar o grande cabelo para doar. “Fazem perucas para crianças que estão com câncer, doença que faz os cabelos caírem. Estou ansiosa para ajudar outra vez.”  



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