Fechar
Publicidade

Sábado, 19 de Janeiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

|

A Cultura ensina


Do Diário do Grande ABC

14/12/2018 | 15:00


Artigo

Tenho defendido a integração da Cultura com a Educação há tempos. Não se pode imaginar – nem acreditar – que esses dois grandes agentes de transformação andem separadamente. Mas muitas vezes andam. Tem sido assim no Reino Unido. A britânica Edge Foundation divulgou neste ano estudo no qual aponta o impacto negativo causado pela marginalização do ensino de artes no país, especialmente em áreas como ciência e medicina, o que acaba por refletir em profissionais com pouco pensamento tático e criatividade. Existe panorama diferente nos Estados Unidos. Departamentos de medicina de renomadas universidades norte-americanas – entre elas, a Harvard – incluem as artes na grade curricular, estabelecendo conexão entre estudantes e diferentes expressões culturais para que sejam mais inventivos, além de abranger de maneira humanizada valores como ética e empatia.

Foi com mentalidade mais alinhada ao segundo exemplo que foi implantado, sob determinação do governador Márcio França, através da FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação), o programa Cultura Ensina, promovendo a imprescindível união entre Cultura e Educação. Iniciado em agosto de 2018, o programa vem oferecendo em escolas da Capital, do Interior e Litoral apresentações de teatro, música, dança, circo, artes visuais e oficinas, de talentos em ascensão e artistas de renome, como a jovem rapper MC Soffia, a companhia circense LaMínima, o Ballet Stagium e a atriz Regina Duarte, entre tantos outros. O Cultura Ensina vem ainda levando os alunos da rede estadual a série de instituições culturais, fazendo com que esses jovens se apropriem também desses espaços.

Diversidade de manifestações artísticas é determinante no desenvolvimento do indivíduo, em especial do jovem em formação. Afinal, a Cultura ensina aquilo que a Educação exige. É oferecendo mais contato com Cultura e possibilitando mais reflexão que teremos no futuro melhores cidadãos, melhores médicos, cientistas, artistas, professores, melhores pessoas. A semente está plantada. É necessário que mais programas como este surjam em todo o País, e que sejam continuados. É por isso que, antes de deixar a cadeira da presidência da FDE, tomei algumas decisões acerca do Cultura Ensina. Para os próximos 12 meses a fundação paulista está garantindo mais de 1 milhão de quilômetros para que cerca de 750 mil alunos possam continuar visitando instituições e atividades culturais.

Em País com tanta desigualdade, nosso cotidiano de trabalho deve ser transformado em lugar de promoção do futuro. Façamos além dos limites do possível para a sociedade reduzir a vulnerabilidade social, seus conflitos e violência. Façamos mais porque a sociedade precisa de nós.

Luis Sobral é presidente da FDE (Fundação paro o Desenvolvimento da Educação).

Palavra do leitor

Atila preso – 1
Ontem acordei com a boa notícia de que a Polícia Federal estava em Mauá. Coincidência ou não, o aniversário da cidade foi sábado, e que presente estamos ganhando! Digo que é grande presente porque, com corrupção, quem perde somos nós, munícipes, que deixamos de ter o básico, como Educação, Saúde e Segurança, pois a grana é desviada para os corruptos. Espero que agora esse prefeito seja afastado de uma vez e que possamos ter esperança de dias melhores. Deus é amor, mas não nos esqueçamos de que Ele também é justiça. Deus abençoe Mauá.
Rosângela Caris
Mauá

Atila preso – 2
Que ponto chegou a desfaçatez ilícita dos políticos eleitos da pujante cidade de Mauá. O que deixou-me cá a refletir é a ironia do destino, porque, como o PT passou a ser considerado a ‘Geni’ da política nacional, em contrapartida o único edil que não foi afastado foi Marcelo Oliveira, filiado ao Partido dos Trabalhadores.
João Paulo de Oliveira
Diadema

Brasil ameaçado
Indignante e nada democrática a declaração de Gleisi Hoffmann de que o Brasil não terá paz enquanto Lula estiver preso (Política, dia 11). Como assim? Isso é ameaça? Pregam a democracia, mas agem contra ela. Não sabem perder, não aceitam a derrota imposta nas urnas. Dissemos ‘basta’ de corrupção, falcatruas, mentiras etc. Seu líder maior está preso por corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, enriquecimento ilícito. Errou tem que pagar. Ninguém está acima da lei. Agora, Lula, além de não estar acima da lei, não é exemplo para ninguém e mesmo preso fica incitando ódio e discórdia à Nação. Não é com ameaças de que esse senhor será solto, mas as leis têm de ser cumpridas e, quem as violou, permanecer preso e cumprir a pena que lhe foi imposta. Quanto aos que ameaçam nosso País e nossa democracia, desejo apenas que a lei seja aplicada e que tenham o que merecem. O povo merece paz.
Thelma Ribeiro
Santo André

Tragédia
Nos noticiários é sempre comum citação de tragédias de trânsito, agressões, furtos etc. Entretanto, não é comum a presença de notícias como a da Catedral de Campinas (Setecidades, dia 12), que desta vez ultrapassou as fronteiras de nossa Nação. A pergunta que muitos se fazem, inclusive devido ao local do acontecimento, é: por que Deus permite esses fatos? Para melhor compreender devemos meditar sobre lições que a tragédia nos deixa. A principal, sem entrar no estudo da doentia motivação do agressor, é de como poderíamos, nós, humanos, e presumivelmente cidadãos sensatos, ter evitado essa tragédia ou futuras em potencial. O resultado é óbvio, e a população já se manifestou sobre isso em forma de plebiscito. O assassinato não existiria se não houvesse armas ao alcance das pessoas, pois a única finalidade dela é ferir e, na maioria das vezes, ferir de morte. Excelente meditação para opinião crescente de que devemos armar a população. Lembrando que seria mais produtivo retirá-las de bandidos e de cidadãos que as possuem indevidamente do que armar a população e colocar quantidade ainda maior de armas para serem furtadas e colocadas a serviço do mal.
Ruben J. Moreira
São Caetano

Exemplar
Ex-advogado do presidente Trump foi condenado a três anos de prisão e a pagar US$ 2 milhões (cerca de R$ 7 milhões), por haver mentido ao Congresso e comprar o silêncio de duas mulheres. Quanta diferença da nossa realidade!
Maria Elisa Santos
Capital

Ao lado de Deus
Capa deste Diário (dia 11) traz a seguinte chamada: ‘Jair Bolsonaro faz discurso de conciliação aos receber diploma’. A reportagem (Política) enaltece o discurso conciliatório, no qual o presidente eleito diz que governará em benefício de todos, ‘sem distinção de origem social, raça, sexo, cor, idade ou religião’. O Editorial (Opinião) também realça uma das poucas declarações de Bolsonaro voltadas à população como um todo, pois até então, tanto ele como seus principais aliados sempre se dirigiam ao seu eleitorado como se tivesse em plena campanha. E é assim mesmo que deve agir qualquer presidente eleito em regime democrático, e o povo dever estar atento para fiscalizar e cobrar o cumprimento das ações prometidas.
José Alencar Marcon
Santo André 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

A Cultura ensina

Do Diário do Grande ABC

14/12/2018 | 15:00


Artigo

Tenho defendido a integração da Cultura com a Educação há tempos. Não se pode imaginar – nem acreditar – que esses dois grandes agentes de transformação andem separadamente. Mas muitas vezes andam. Tem sido assim no Reino Unido. A britânica Edge Foundation divulgou neste ano estudo no qual aponta o impacto negativo causado pela marginalização do ensino de artes no país, especialmente em áreas como ciência e medicina, o que acaba por refletir em profissionais com pouco pensamento tático e criatividade. Existe panorama diferente nos Estados Unidos. Departamentos de medicina de renomadas universidades norte-americanas – entre elas, a Harvard – incluem as artes na grade curricular, estabelecendo conexão entre estudantes e diferentes expressões culturais para que sejam mais inventivos, além de abranger de maneira humanizada valores como ética e empatia.

Foi com mentalidade mais alinhada ao segundo exemplo que foi implantado, sob determinação do governador Márcio França, através da FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação), o programa Cultura Ensina, promovendo a imprescindível união entre Cultura e Educação. Iniciado em agosto de 2018, o programa vem oferecendo em escolas da Capital, do Interior e Litoral apresentações de teatro, música, dança, circo, artes visuais e oficinas, de talentos em ascensão e artistas de renome, como a jovem rapper MC Soffia, a companhia circense LaMínima, o Ballet Stagium e a atriz Regina Duarte, entre tantos outros. O Cultura Ensina vem ainda levando os alunos da rede estadual a série de instituições culturais, fazendo com que esses jovens se apropriem também desses espaços.

Diversidade de manifestações artísticas é determinante no desenvolvimento do indivíduo, em especial do jovem em formação. Afinal, a Cultura ensina aquilo que a Educação exige. É oferecendo mais contato com Cultura e possibilitando mais reflexão que teremos no futuro melhores cidadãos, melhores médicos, cientistas, artistas, professores, melhores pessoas. A semente está plantada. É necessário que mais programas como este surjam em todo o País, e que sejam continuados. É por isso que, antes de deixar a cadeira da presidência da FDE, tomei algumas decisões acerca do Cultura Ensina. Para os próximos 12 meses a fundação paulista está garantindo mais de 1 milhão de quilômetros para que cerca de 750 mil alunos possam continuar visitando instituições e atividades culturais.

Em País com tanta desigualdade, nosso cotidiano de trabalho deve ser transformado em lugar de promoção do futuro. Façamos além dos limites do possível para a sociedade reduzir a vulnerabilidade social, seus conflitos e violência. Façamos mais porque a sociedade precisa de nós.

Luis Sobral é presidente da FDE (Fundação paro o Desenvolvimento da Educação).

Palavra do leitor

Atila preso – 1
Ontem acordei com a boa notícia de que a Polícia Federal estava em Mauá. Coincidência ou não, o aniversário da cidade foi sábado, e que presente estamos ganhando! Digo que é grande presente porque, com corrupção, quem perde somos nós, munícipes, que deixamos de ter o básico, como Educação, Saúde e Segurança, pois a grana é desviada para os corruptos. Espero que agora esse prefeito seja afastado de uma vez e que possamos ter esperança de dias melhores. Deus é amor, mas não nos esqueçamos de que Ele também é justiça. Deus abençoe Mauá.
Rosângela Caris
Mauá

Atila preso – 2
Que ponto chegou a desfaçatez ilícita dos políticos eleitos da pujante cidade de Mauá. O que deixou-me cá a refletir é a ironia do destino, porque, como o PT passou a ser considerado a ‘Geni’ da política nacional, em contrapartida o único edil que não foi afastado foi Marcelo Oliveira, filiado ao Partido dos Trabalhadores.
João Paulo de Oliveira
Diadema

Brasil ameaçado
Indignante e nada democrática a declaração de Gleisi Hoffmann de que o Brasil não terá paz enquanto Lula estiver preso (Política, dia 11). Como assim? Isso é ameaça? Pregam a democracia, mas agem contra ela. Não sabem perder, não aceitam a derrota imposta nas urnas. Dissemos ‘basta’ de corrupção, falcatruas, mentiras etc. Seu líder maior está preso por corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, enriquecimento ilícito. Errou tem que pagar. Ninguém está acima da lei. Agora, Lula, além de não estar acima da lei, não é exemplo para ninguém e mesmo preso fica incitando ódio e discórdia à Nação. Não é com ameaças de que esse senhor será solto, mas as leis têm de ser cumpridas e, quem as violou, permanecer preso e cumprir a pena que lhe foi imposta. Quanto aos que ameaçam nosso País e nossa democracia, desejo apenas que a lei seja aplicada e que tenham o que merecem. O povo merece paz.
Thelma Ribeiro
Santo André

Tragédia
Nos noticiários é sempre comum citação de tragédias de trânsito, agressões, furtos etc. Entretanto, não é comum a presença de notícias como a da Catedral de Campinas (Setecidades, dia 12), que desta vez ultrapassou as fronteiras de nossa Nação. A pergunta que muitos se fazem, inclusive devido ao local do acontecimento, é: por que Deus permite esses fatos? Para melhor compreender devemos meditar sobre lições que a tragédia nos deixa. A principal, sem entrar no estudo da doentia motivação do agressor, é de como poderíamos, nós, humanos, e presumivelmente cidadãos sensatos, ter evitado essa tragédia ou futuras em potencial. O resultado é óbvio, e a população já se manifestou sobre isso em forma de plebiscito. O assassinato não existiria se não houvesse armas ao alcance das pessoas, pois a única finalidade dela é ferir e, na maioria das vezes, ferir de morte. Excelente meditação para opinião crescente de que devemos armar a população. Lembrando que seria mais produtivo retirá-las de bandidos e de cidadãos que as possuem indevidamente do que armar a população e colocar quantidade ainda maior de armas para serem furtadas e colocadas a serviço do mal.
Ruben J. Moreira
São Caetano

Exemplar
Ex-advogado do presidente Trump foi condenado a três anos de prisão e a pagar US$ 2 milhões (cerca de R$ 7 milhões), por haver mentido ao Congresso e comprar o silêncio de duas mulheres. Quanta diferença da nossa realidade!
Maria Elisa Santos
Capital

Ao lado de Deus
Capa deste Diário (dia 11) traz a seguinte chamada: ‘Jair Bolsonaro faz discurso de conciliação aos receber diploma’. A reportagem (Política) enaltece o discurso conciliatório, no qual o presidente eleito diz que governará em benefício de todos, ‘sem distinção de origem social, raça, sexo, cor, idade ou religião’. O Editorial (Opinião) também realça uma das poucas declarações de Bolsonaro voltadas à população como um todo, pois até então, tanto ele como seus principais aliados sempre se dirigiam ao seu eleitorado como se tivesse em plena campanha. E é assim mesmo que deve agir qualquer presidente eleito em regime democrático, e o povo dever estar atento para fiscalizar e cobrar o cumprimento das ações prometidas.
José Alencar Marcon
Santo André 

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;