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Lições do trabalho voluntário


Do Diário do Grande ABC

13/12/2018 | 12:09


Artigo

De tempos em tempos, sou questionado se fazer trabalho voluntário é importante para se destacar em processos seletivos de empregos ou para o futuro profissional. A resposta mais honesta possível para essa pergunta é ‘sim’. É muito importante. Mas não só para isso. É importante porque nos ajuda a abrir os olhos para a realidade que nos cerca e a gerar impacto na sociedade. A troca de experiências que o voluntariado proporciona é rica e nos ajuda a criar empatia, a nos colocarmos no lugar do outro e, especialmente, nos dá um propósito. Em época veloz e digital como a que vivemos, poder dedicar parte do nosso cada vez mais escasso tempo a uma causa que nos toque é de riqueza ímpar. Oportunidade para isso não falta. Afinal, estamos falando de mais de 800 mil ONGs (Organizações Não Governamentais) no Brasil, de acordo com dados do Ipea, e de cerca de 7,4 milhões de brasileiros que fizeram algum tipo de trabalho voluntário em 2017, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Quando olhamos para o trabalho de tantas ONGs pelo Brasil, vemos que elas se esforçam para atingir sonho que também é nosso: unir as pessoas por mundo melhor. No nosso dia a dia, atendemos e visitamos diversas comunidades pelo País e, no contato com essas diferentes realidades, percebemos que poderíamos ajudar mais. Percebemos que tínhamos algo muito especial para compartilhar com elas: nosso sistema de gestão.  Pensando nisso tudo, a Cervejaria Ambev lançou neste ano o Voa, programa para compartilhar com ONGs do todo o País conhecimento e ferramentas de gestão. E mais: convidamos nossos funcionários a se juntarem a essa causa para serem consultores voluntários das ONGs. Afinal, são eles que tocam nossa companhia e nada mais justo do que passarem adiante todo esse conhecimento.

Mais de 700 funcionários se candidataram como voluntários e já neste primeiro ano conseguimos ajudar mais de 180 ONGs em todo o Brasil. Para concluir esse ciclo e também comemorarmos o Dia Internacional do Voluntariado, realizamos no dia 1º o Dia do Voa, em que ONGs de dez cidades brasileiras receberam as visitas de nossos voluntários para atividades desde workshops de gestão, reformas nas organizações e doação de brinquedos e livros.
 
Voltando aos números do IBGE, 91% dos brasileiros que desenvolveram trabalho voluntário no ano passado o fizeram por meio de empresa, organização ou instituição. São dados que apontam como é importante a responsabilidade que temos como empresa e a força que, juntos, podemos angariar. Os 7,4 milhões de brasileiros engajados com o voluntariado representam cerca de 4% da população do País. O que conseguiríamos atingir se esse percentual chegasse a 10% ou 20%?

Bernardo Paiva é presidente da Cervejaria Ambev.

Palavra do leitor

Muito estranho
Sobre a reportagem ‘Diadema fecha escola de educação especial’ (Setecidades, dia 11), interessante notar que nesse município paupérrimo da Grande São Paulo, outro dia este Diário noticiou que a Câmara estava comprando veículos novos e de boa qualidade, com ar-condicionado e todo conforto para os parlamentares (Política, dia 3). Estranho, muito estranho a Prefeitura alegar falta de verbas! Muito estranho. Sei que os orçamentos são independentes, mas o dinheiro é tirado de um único lugar: dos impostos e taxas pagos pelos contribuintes do município.
Alberto Utida
Capital

Dois pesos...
O direito à desaposentadoria, que foi pleiteado pelos aposentados que continuaram trabalhando e contribuindo, foi negado pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que arbitrou não o direito, mas a conveniência dos cofres públicos. O direito ao ressarcimento das perdas impostas pelos planos Bresser, Verão e Collor 1 e 2, que geraram enormes prejuízos aos poupadores, foi fatiado pelo STF que, novamente, arbitrou não pelo direito, mas pela conveniência, desta vez dos banqueiros, negando o ressarcimento da maior parte da dívida. Mas com seu próprio reajuste foi diferente. O STF arbitrou pelo direito, atendendo sua própria conveniência e pouco se importando com o rombo de mais de R$ 6 bilhões aos combalidos cofres públicos. Quando alguém diz que sente vergonha de nossa Corte Suprema sou obrigado a fazer coro.
Vanderlei A. Retondo
Santo André

Bancos
Em feriados e fins de semanas os bancos desligam os caixas eletrônicos, principalmente os públicos, fazendo com os clientes recorram aos caixas 24 horas em lugares distantes e impróprios, onde só encontram notas de R$ 20, R$ 50 e R$ 100. Em muitos casos só notas de R$ 50 e R$ 100. Isso quando as máquinas não funcionam, configurando total desrespeitos aos cidadãos. Gostaria que algum órgão competente mudasse essa situação e facilitasse a vida do cidadão, na maioria das vezes em emergência, sem ter a necessidade de se deslocar a outros lugares e correr riscos.
Luiz Ferreira
Santo André

Gratidão
Talvez não existam palavras suficientes e significativas que me permitam agradecer aos funcionários do Hospital Santa Helena, em Santo André, com o devido merecimento. E tudo que posso fazer é usar este espaço deste Diário para falar da ajuda, do apoio e carinho, que foram importantes nos momentos em que meu pai, meu amigo, senhor José Carlos dos Santos Filho, esteve internado na unidade. Nunca vou esquecer tudo que fizeram por ele e por mim nos 36 dias no hospital. Meu muito obrigado à equipe médica, aos fisioterapeutas, às fonoaudiólogas, à enfermagem, à recepção, à segurança e às senhoras da limpeza, higienização e copeiras. Com todo carinho e de coração agradeço. Para sempre minha gratidão.
Edvaldo Canus
Santo André

Mutirão
Ao contrário do que informa a reportagem intitulada ‘Responsáveis por mutirão que cegou 12 seguem sem condenação’ (Setecidades, dia 10), o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) reitera que está em andamento o processo que apura as supostas infrações cometidas. Por determinação legal, os trabalhos permanecem em sigilo, seguem dentro do prazo previsto em lei e asseguram o direito de manifestação às partes envolvidas. Essas informações foram repassadas, via e-mail, à reportagem do Diário do Grande ABC no último dia 14 de novembro.
Edoardo Vattimo, conselheiro e coordenador de comunicação do Cremesp

Nota da Redação – O Diário mantém as informações. 



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Lições do trabalho voluntário

Do Diário do Grande ABC

13/12/2018 | 12:09


Artigo

De tempos em tempos, sou questionado se fazer trabalho voluntário é importante para se destacar em processos seletivos de empregos ou para o futuro profissional. A resposta mais honesta possível para essa pergunta é ‘sim’. É muito importante. Mas não só para isso. É importante porque nos ajuda a abrir os olhos para a realidade que nos cerca e a gerar impacto na sociedade. A troca de experiências que o voluntariado proporciona é rica e nos ajuda a criar empatia, a nos colocarmos no lugar do outro e, especialmente, nos dá um propósito. Em época veloz e digital como a que vivemos, poder dedicar parte do nosso cada vez mais escasso tempo a uma causa que nos toque é de riqueza ímpar. Oportunidade para isso não falta. Afinal, estamos falando de mais de 800 mil ONGs (Organizações Não Governamentais) no Brasil, de acordo com dados do Ipea, e de cerca de 7,4 milhões de brasileiros que fizeram algum tipo de trabalho voluntário em 2017, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Quando olhamos para o trabalho de tantas ONGs pelo Brasil, vemos que elas se esforçam para atingir sonho que também é nosso: unir as pessoas por mundo melhor. No nosso dia a dia, atendemos e visitamos diversas comunidades pelo País e, no contato com essas diferentes realidades, percebemos que poderíamos ajudar mais. Percebemos que tínhamos algo muito especial para compartilhar com elas: nosso sistema de gestão.  Pensando nisso tudo, a Cervejaria Ambev lançou neste ano o Voa, programa para compartilhar com ONGs do todo o País conhecimento e ferramentas de gestão. E mais: convidamos nossos funcionários a se juntarem a essa causa para serem consultores voluntários das ONGs. Afinal, são eles que tocam nossa companhia e nada mais justo do que passarem adiante todo esse conhecimento.

Mais de 700 funcionários se candidataram como voluntários e já neste primeiro ano conseguimos ajudar mais de 180 ONGs em todo o Brasil. Para concluir esse ciclo e também comemorarmos o Dia Internacional do Voluntariado, realizamos no dia 1º o Dia do Voa, em que ONGs de dez cidades brasileiras receberam as visitas de nossos voluntários para atividades desde workshops de gestão, reformas nas organizações e doação de brinquedos e livros.
 
Voltando aos números do IBGE, 91% dos brasileiros que desenvolveram trabalho voluntário no ano passado o fizeram por meio de empresa, organização ou instituição. São dados que apontam como é importante a responsabilidade que temos como empresa e a força que, juntos, podemos angariar. Os 7,4 milhões de brasileiros engajados com o voluntariado representam cerca de 4% da população do País. O que conseguiríamos atingir se esse percentual chegasse a 10% ou 20%?

Bernardo Paiva é presidente da Cervejaria Ambev.

Palavra do leitor

Muito estranho
Sobre a reportagem ‘Diadema fecha escola de educação especial’ (Setecidades, dia 11), interessante notar que nesse município paupérrimo da Grande São Paulo, outro dia este Diário noticiou que a Câmara estava comprando veículos novos e de boa qualidade, com ar-condicionado e todo conforto para os parlamentares (Política, dia 3). Estranho, muito estranho a Prefeitura alegar falta de verbas! Muito estranho. Sei que os orçamentos são independentes, mas o dinheiro é tirado de um único lugar: dos impostos e taxas pagos pelos contribuintes do município.
Alberto Utida
Capital

Dois pesos...
O direito à desaposentadoria, que foi pleiteado pelos aposentados que continuaram trabalhando e contribuindo, foi negado pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que arbitrou não o direito, mas a conveniência dos cofres públicos. O direito ao ressarcimento das perdas impostas pelos planos Bresser, Verão e Collor 1 e 2, que geraram enormes prejuízos aos poupadores, foi fatiado pelo STF que, novamente, arbitrou não pelo direito, mas pela conveniência, desta vez dos banqueiros, negando o ressarcimento da maior parte da dívida. Mas com seu próprio reajuste foi diferente. O STF arbitrou pelo direito, atendendo sua própria conveniência e pouco se importando com o rombo de mais de R$ 6 bilhões aos combalidos cofres públicos. Quando alguém diz que sente vergonha de nossa Corte Suprema sou obrigado a fazer coro.
Vanderlei A. Retondo
Santo André

Bancos
Em feriados e fins de semanas os bancos desligam os caixas eletrônicos, principalmente os públicos, fazendo com os clientes recorram aos caixas 24 horas em lugares distantes e impróprios, onde só encontram notas de R$ 20, R$ 50 e R$ 100. Em muitos casos só notas de R$ 50 e R$ 100. Isso quando as máquinas não funcionam, configurando total desrespeitos aos cidadãos. Gostaria que algum órgão competente mudasse essa situação e facilitasse a vida do cidadão, na maioria das vezes em emergência, sem ter a necessidade de se deslocar a outros lugares e correr riscos.
Luiz Ferreira
Santo André

Gratidão
Talvez não existam palavras suficientes e significativas que me permitam agradecer aos funcionários do Hospital Santa Helena, em Santo André, com o devido merecimento. E tudo que posso fazer é usar este espaço deste Diário para falar da ajuda, do apoio e carinho, que foram importantes nos momentos em que meu pai, meu amigo, senhor José Carlos dos Santos Filho, esteve internado na unidade. Nunca vou esquecer tudo que fizeram por ele e por mim nos 36 dias no hospital. Meu muito obrigado à equipe médica, aos fisioterapeutas, às fonoaudiólogas, à enfermagem, à recepção, à segurança e às senhoras da limpeza, higienização e copeiras. Com todo carinho e de coração agradeço. Para sempre minha gratidão.
Edvaldo Canus
Santo André

Mutirão
Ao contrário do que informa a reportagem intitulada ‘Responsáveis por mutirão que cegou 12 seguem sem condenação’ (Setecidades, dia 10), o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) reitera que está em andamento o processo que apura as supostas infrações cometidas. Por determinação legal, os trabalhos permanecem em sigilo, seguem dentro do prazo previsto em lei e asseguram o direito de manifestação às partes envolvidas. Essas informações foram repassadas, via e-mail, à reportagem do Diário do Grande ABC no último dia 14 de novembro.
Edoardo Vattimo, conselheiro e coordenador de comunicação do Cremesp

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