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Região tem 33 bairros sensíveis a inundações e deslizamentos

Denis Maciel/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Áreas serão alvos de ações de agentes da Defesa Civil durante período de fortes chuvas


Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

10/12/2018 | 07:00


A 11 dias do início do verão, no dia 21, período conhecido pela alta incidência de chuvas, pelo menos 33 bairros situados na região aparecem em lista de áreas vulneráveis a ocorrências de alagamentos e deslizamentos de terra, conforme mapeamento feito pelas equipes da Defesa Civil de três municípios – Santo André, São Bernardo e Mauá.

Alvos das ações preventivas programadas pelas prefeituras, os bairros têm em comum histórico de tentativas fracassadas por parte das administrações de retirada de moradores de áreas de risco ou de ações sem efeito para a drenagem da água pluvial, caso dos velhos conhecidos pontos de alagamento espalhados pela região.

A maior parte dos 33 trechos que serão monitorados com maior atenção nos próximos três meses está em Mauá. São 13 os locais em estado de alerta na cidade. Além de bairros como o Zaíra, palco de deslizamento que vitimou cinco pessoas em 2011 – no assentamento Macuco –, constam no mapeamento Cerqueira Leite, Pajussara, Itapark, Oratório, Magini, Jardim Ipê, Jardim Elizabeth, Jardim Eden, além de locais mais sujeitos a alagamentos, como Capuava, Centro e Cecília. O Jardim Kennedy, onde criança de 10 anos morreu no dia 1º de janeiro, após escorregamento de terra, também segue na lista.

Embora moradores das áreas de risco tenham ciência dos perigos que o verão traz, as dificuldades financeiras e o alto preço dos imóveis os ‘obriga’ a permanecer em casas próximas a encostas. É o caso da doméstica Verônia Oliveira, 55 anos, que reside no Jardim Kennedy. “Infelizmente não temos condições de sair. O jeito é ficar e rezar para que nada aconteça.”

A situação se repete no Jardim Santo André, na cidade de mesmo nome. Nem mesmo a forte chuva registrada no fim do mês passado na região foi capaz de mudar a intenção de famílias de permanecerem no local. “É melhor estar aqui, com risco de desabamento, do que na rua”, desabafa a dona de casa Thalita Martins, 23.

No município andreense, levantamento coloca, além do Jardim Santo André, oito pontos como vulneráveis a diversos tipos de riscos, como de inundação, enxurradas, deslizamentos e solapamentos. Segundo o material, essas áreas estão concentradas no Jardim Irene, Vila América, Recreio da Borda do Campo, Cata Preta, Núcleo Espírito Santo, Sítio dos Viana, Vista Alegre e pontos próximos ao Rio Tamanduateí.

Já em São Bernardo, 11 regiões integram a lista de áreas de risco: Ferrazópolis, Vila São Pedro, Parque São Bernardo, Montanhão, Jardim Silvina, Areião, Riacho Grande, Batistini, Vila União, Alvarenga e Jardim Represa.

Mesmo com o início de operações preventivas nos pontos prioritários, com foco em campanhas de conscientização e monitoramento 24 horas das áreas vulneráveis, especialistas consideram o enfrentamento dos municípios contra tragédias de verão crítico. “Não adianta construir piscinões e monitorar áreas de risco. Isso se mostrou insuficiente nos últimos anos. É necessário pensar em um plano de macro e microdrenagem, além da abertura de novos canais para escoamento da água” avalia Júlio Cerqueira César Neto, especialista em recursos hídricos e saneamento.

Para o professor de Engenharia Hídrica da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Eduardo Giansante, a solução contra as enchentes depende de planejamento. “Não é apenas um problema de falta de investimento em drenagem e pequenos reservatórios em áreas ociosas. O projeto envolve áreas como Habitação, com a remoção de famílias em áreas de risco.”

Cidades apostam em bloqueio de vias e alerta via WhatsApp

Municípios da região deram início neste mês a série de operações de combate a enchentes na região que irá vigorar até abril de 2019. Dentre as novidades estão ações como bloqueio de vias alagadas, em São Bernardo, e envio de alerta via WhatsApp quando houver registro de deslizamentos e inundações, em Santo André.

As ações, comandadas pelas equipes da Defesa Civil, visam diminuir os riscos de tragédias na região como as registradas no fim do mês passado, quando três pessoas morreram, em São Bernardo após forte chuva atingir o Grande ABC.

São Bernardo também lançou ontem a Operação Verão Seguro. que destina reforços à segurança na Prainha do Riacho Grande e no Parque Estoril. A força-tarefa se estenderá até 17 de março.

Em Mauá, para amenizar os transtornos das chuvas, o município promete realizar limpeza de piscinões e bocas de lobo e drenagem no Rio Tamanduateí e Córrego Taboão.

São Caetano recebe mapa de áreas de risco de alagamentos

Aline Melo
alinemelo@dgabc.com.br

A Prefeitura de São Caetano recebeu, na semana passada, mapa de áreas com risco de deslizamentos e inundações. Outros nove municípios brasileiros também foram contemplados com os documentos, elaborados pelo Serviço Geológico do Brasil, que avaliou a probabilidade de ocorrência de fenômenos naturais nas diversas regiões. O objetivo é ajudar na prevenção e proteção à população em áreas urbanas.

A chamada carta de suscetibilidade traz informações sobre a elevação dos terrenos analisados, precipitações médias anuais e mensais da chuva, declividade, padrões de relevo, além de descrever os tipos de rochas da região. O projeto foi desenvolvido em parceria com o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas).

O especialista em planejamento urbano e gestor do curso de Arquitetura e Urbanismo da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Enio Moro, destacou que o documento visa orientar preventivamente a Defesa Civil local e as equipes de apoio que a compõe, como Corpo de Bombeiros, forças de Segurança, hospitais, ambulâncias e demais órgãos que possam ajudar caso aconteça enchente ou desbarrancamento. “O ideal é que, a partir deste estudo, a Prefeitura consiga identificar áreas com problemas e monitorá-las para que se possa agir preventivamente.”

Moro analisou a carta a pedido do Diário e explicou que, sobre os desbarrancamentos, o documento classifica o território de São Caetano com classes de baixa ou media suscetibilidade, ou seja, menos de 3% da área do município pode apresentar algum tipo de risco. “Em especial, áreas altas da cidade podem apresentar algum tipo de erosão. Recomenda-se que, caso haja algum tipo de reforma ou construção com subsolo ou corte de terreno, que seja realizado com o acompanhamento profissional.”

Já sobre as enchentes, os locais apontados pela carta já são de conhecimento: várzeas do Ribeirão dos Meninos e do Rio Tamanduateí, bairro Fundação, Estrada das Lágrimas e trechos da Avenida do Estado. 



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