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Escolas reajustam mensalidades de 2019 acima da inflação oficial

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

O aumento será de 5% e 7%; a lei não estabelece um teto



07/12/2018 | 18:49


As escolas particulares paulistas estão reajustando as mensalidades para 2019 em índices um pouco acima da inflação oficial. De acordo com o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeesp), Benjamin Ribeiro da Silva, o reajuste nas escolas está ficando entre 5% e 7%. Já a inflação medida pelo IBGE através do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumula 4,56% nos últimos 12 meses.

Conforme Silva, a lei não estabelece um teto para o reajuste e as escolas têm autonomia para definir o índice conforme suas planilhas de custos. Ele disse que o índice oficial de inflação serve de referência, mas não é o único indicador usado pelas escolas. "Os insumos que mais impactam a planilha de custos, como o aluguel e as tarifas de energia, telefonia e água, são reajustados pelo IGPM (Índice Geral de Preços - Mercado), que pode chegar a 10% este ano. Mesmo assim, não vejo nenhuma escola reajustando em 10%", disse.

O presidente do sindicato afirma que os preços de equipamentos de informática, papel e pacotes tecnológicos são fixados em dólar, moeda que subiu muito acima da inflação. "Temos escolas de vários padrões, com preços que vão de R$ 400 a R$ 8 mil. É o mercado que regula quanto vai subir. Se escolas de um mesmo padrão adotam reajustes diferentes, com certeza o pai do aluno vai escolher a que ficar mais em conta." Ele disse que são dez mil escolas no Estado e há muita concorrência. "Sabemos que há escolas fechando, por isso vimos recomendando que os índices sejam definidos com muita cautela."

As escolas são obrigadas a definir o índice de reajuste com 45 dias de antecedência ao início do ano letivo. Para a maioria, o prazo termina na próxima semana. As mensalidades só voltam a ser reajustadas ao final do próximo ano. "O reajuste fixado agora vai valer para todo o ano seguinte, independente do que acontecer lá na frente. Há um quadro mais favorável com a definição do novo governo, mas alguns custos não param de subir", afirmou Silva.

Dono do Colégio Albert Einstein, na capital, ele conta que o reajuste em sua escola ficou entre 5% e 7%. Ele justifica que o colégio adota uma estratégia de oferecer ao aluno do 9º ano do ensino fundamental e de todo o ensino médio um computador que ele usa durante o curso e, ao concluir o ciclo, leva para casa. O Colégio Santa Maria, também na capital, manteve o reajuste entre 5% e 6%.

O Colégio Rio Branco, um dos mais tradicionais de São Paulo, reajustou em 6,5% as mensalidades para 2019. Segundo tabela divulgada pela escola, a mensalidade básica na educação infantil será de R$ 2.425,86 (doze parcelas), chegando a R$ 4.842,04 para o período regular, mais integral e bilíngue. A mensalidade do ensino fundamental vai de R$ 2.425,86 até R$ 4.975,53, conforme o nível, e a do ensino médio, de R$ 3.463,46 a R$ 3.636,11.



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Escolas reajustam mensalidades de 2019 acima da inflação oficial

O aumento será de 5% e 7%; a lei não estabelece um teto


07/12/2018 | 18:49


As escolas particulares paulistas estão reajustando as mensalidades para 2019 em índices um pouco acima da inflação oficial. De acordo com o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeesp), Benjamin Ribeiro da Silva, o reajuste nas escolas está ficando entre 5% e 7%. Já a inflação medida pelo IBGE através do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumula 4,56% nos últimos 12 meses.

Conforme Silva, a lei não estabelece um teto para o reajuste e as escolas têm autonomia para definir o índice conforme suas planilhas de custos. Ele disse que o índice oficial de inflação serve de referência, mas não é o único indicador usado pelas escolas. "Os insumos que mais impactam a planilha de custos, como o aluguel e as tarifas de energia, telefonia e água, são reajustados pelo IGPM (Índice Geral de Preços - Mercado), que pode chegar a 10% este ano. Mesmo assim, não vejo nenhuma escola reajustando em 10%", disse.

O presidente do sindicato afirma que os preços de equipamentos de informática, papel e pacotes tecnológicos são fixados em dólar, moeda que subiu muito acima da inflação. "Temos escolas de vários padrões, com preços que vão de R$ 400 a R$ 8 mil. É o mercado que regula quanto vai subir. Se escolas de um mesmo padrão adotam reajustes diferentes, com certeza o pai do aluno vai escolher a que ficar mais em conta." Ele disse que são dez mil escolas no Estado e há muita concorrência. "Sabemos que há escolas fechando, por isso vimos recomendando que os índices sejam definidos com muita cautela."

As escolas são obrigadas a definir o índice de reajuste com 45 dias de antecedência ao início do ano letivo. Para a maioria, o prazo termina na próxima semana. As mensalidades só voltam a ser reajustadas ao final do próximo ano. "O reajuste fixado agora vai valer para todo o ano seguinte, independente do que acontecer lá na frente. Há um quadro mais favorável com a definição do novo governo, mas alguns custos não param de subir", afirmou Silva.

Dono do Colégio Albert Einstein, na capital, ele conta que o reajuste em sua escola ficou entre 5% e 7%. Ele justifica que o colégio adota uma estratégia de oferecer ao aluno do 9º ano do ensino fundamental e de todo o ensino médio um computador que ele usa durante o curso e, ao concluir o ciclo, leva para casa. O Colégio Santa Maria, também na capital, manteve o reajuste entre 5% e 6%.

O Colégio Rio Branco, um dos mais tradicionais de São Paulo, reajustou em 6,5% as mensalidades para 2019. Segundo tabela divulgada pela escola, a mensalidade básica na educação infantil será de R$ 2.425,86 (doze parcelas), chegando a R$ 4.842,04 para o período regular, mais integral e bilíngue. A mensalidade do ensino fundamental vai de R$ 2.425,86 até R$ 4.975,53, conforme o nível, e a do ensino médio, de R$ 3.463,46 a R$ 3.636,11.

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