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Programa de capacitação oferece chance de recomeço para refugiados

Dois marroquinos e um egípcio vão trabalhar em pedágios da região


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

04/12/2018 | 07:00


 Três refugiados têm a chance de recomeçar a vida trabalhando na praça de pedágio da Ecovias, concessionária que administra o SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes). Eles, que iniciam as atividades na sexta-feira, em São Bernardo, integram grupo de 15 estrangeiros que participaram do Programa Capacitar – parceria entre o Grupo EcoRodovias e o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), que anualmente oferece capacitação profissional.

Elsayed Mohamed Aly Bessar, 62 anos, natural do Egito, veio para o Brasil em 2014, fugindo da guerra e da ditadura. Casado e pai de dois filhos, Bessar é formado em Administração, mas tem trabalhado em restaurantes. O egípcio fala inglês, francês, árabe, grego e português e convive com a expectativa de iniciar nova vida. “Trabalhar é muito bom. Quero crescer, trazer minha família e comprar uma casa”, relatou. “Sou muito grato a todos os brasileiros. Nos abrem os braços. Muito obrigado”, afirmou, emocionado.

Refugiado do Marrocos, Mohammed Tyaqi, 62, chegou neste ano ao Brasil, depois que seu negócio de importação e exportação de roupas faliu. Casado e pai de dois filhos, tem trabalhado como motorista de aplicativo e acredita que com um emprego formal vai prosperar. Formado na Itália em Economia e Comércio, Tyaqi fala espanhol, francês, italiano, inglês, árabe e português e relatou que a imagem do Brasil no Exterior não corresponde à realidade. “Fala-se em muita corrupção, prostituição, drogas. Me impressionei com um povo solidário, lugar de liberdades, com natureza, riquezas”, citou. O marroquino espera se estabilizar financeiramente para trazer a família.

Além dos dois, virá trabalhar em São Bernardo o também marroquino Mohammed Es Skalli, 49. A coordenadora de sustentabilidade da Ecovias, Déborah Costa, 41, destacou que foi a primeira vez que o programa capacitou refugiados, por meio de parceria com as ONGs Missão AME, Refúgio Brasil e Connection. Proporcionalmente, foi a turma que contou com maior número de contratações. “Creditamos isso à qualificação dos participantes”, explicou. Desde 2012, já foram capacitadas mais de 600 pessoas, que posteriormente foram encaminhados para processos seletivos diversos.

Doze participantes do programa – quatro mulheres e oito homens – foram contratados pelo próprio grupo: três para atuar na Ecovias e nove na Ecopistas (concessionária das Rodovias Ayrton Senna e Carvalho Pinto). Os refugiados vieram da Síria, Egito, Iraque, Iémen, Marrocos e Venezuela. Todos serão contratados em regime CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e vão receber, além dos salários (cujos valores não foram informados), benefícios como vale-transporte e assistência médica.

 

 



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Programa de capacitação oferece chance de recomeço para refugiados

Dois marroquinos e um egípcio vão trabalhar em pedágios da região

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

04/12/2018 | 07:00


 Três refugiados têm a chance de recomeçar a vida trabalhando na praça de pedágio da Ecovias, concessionária que administra o SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes). Eles, que iniciam as atividades na sexta-feira, em São Bernardo, integram grupo de 15 estrangeiros que participaram do Programa Capacitar – parceria entre o Grupo EcoRodovias e o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), que anualmente oferece capacitação profissional.

Elsayed Mohamed Aly Bessar, 62 anos, natural do Egito, veio para o Brasil em 2014, fugindo da guerra e da ditadura. Casado e pai de dois filhos, Bessar é formado em Administração, mas tem trabalhado em restaurantes. O egípcio fala inglês, francês, árabe, grego e português e convive com a expectativa de iniciar nova vida. “Trabalhar é muito bom. Quero crescer, trazer minha família e comprar uma casa”, relatou. “Sou muito grato a todos os brasileiros. Nos abrem os braços. Muito obrigado”, afirmou, emocionado.

Refugiado do Marrocos, Mohammed Tyaqi, 62, chegou neste ano ao Brasil, depois que seu negócio de importação e exportação de roupas faliu. Casado e pai de dois filhos, tem trabalhado como motorista de aplicativo e acredita que com um emprego formal vai prosperar. Formado na Itália em Economia e Comércio, Tyaqi fala espanhol, francês, italiano, inglês, árabe e português e relatou que a imagem do Brasil no Exterior não corresponde à realidade. “Fala-se em muita corrupção, prostituição, drogas. Me impressionei com um povo solidário, lugar de liberdades, com natureza, riquezas”, citou. O marroquino espera se estabilizar financeiramente para trazer a família.

Além dos dois, virá trabalhar em São Bernardo o também marroquino Mohammed Es Skalli, 49. A coordenadora de sustentabilidade da Ecovias, Déborah Costa, 41, destacou que foi a primeira vez que o programa capacitou refugiados, por meio de parceria com as ONGs Missão AME, Refúgio Brasil e Connection. Proporcionalmente, foi a turma que contou com maior número de contratações. “Creditamos isso à qualificação dos participantes”, explicou. Desde 2012, já foram capacitadas mais de 600 pessoas, que posteriormente foram encaminhados para processos seletivos diversos.

Doze participantes do programa – quatro mulheres e oito homens – foram contratados pelo próprio grupo: três para atuar na Ecovias e nove na Ecopistas (concessionária das Rodovias Ayrton Senna e Carvalho Pinto). Os refugiados vieram da Síria, Egito, Iraque, Iémen, Marrocos e Venezuela. Todos serão contratados em regime CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e vão receber, além dos salários (cujos valores não foram informados), benefícios como vale-transporte e assistência médica.

 

 

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