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‘OAB tem de deixar de ser omissa’

Presidente eleito para gerir a Ordem no Estado, Caio Augusto critica timidez em temas nacionais


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

02/12/2018 | 07:00


 Eleito presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Estado, Caio Augusto Silva dos Santos, 43 anos, afirmou que o órgão tem que deixar de ser omisso. Citando exemplos da passividade da entidade diante das reformas trabalhista e previdenciária, o novo presidente alegou que a Ordem não fomentou o debate entre os advogados e não tomou parte nas discussões.

“São assuntos que impactam diretamente na vida do cidadão brasileiro. A OAB tinha que ter levado isso em consideração, mas não estimulou o debate entre os advogados trabalhistas, o que considero um erro”, argumentou Caio Augusto.

Na tentativa de mudar esse quadro, o advogado quer que o órgão tenha viés mais militante, exatamente para poder realizar ações de protagonismo em discussões que envolvam o cidadão do País. “Além da questão da militância, quero promover a descentralização da OAB. O endereço da advocacia é todo o Estado de São Paulo. Quero que as subsecções da Ordem sejam cada vez mais independentes”, pontuou o futuro dirigente da instituição.

Natural de Bauru, no Interior, Caio Augusto vê o Grande ABC como excelente formador de advogados. Ele comentou que contou com a participação de oito conselheiros da região na eleição.

“Não podemos esquecer que o novo presidente da Caasp (Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo) é, também, de São Bernardo e preside uma das subsecções mais importantes do Estado (Caio Augusto se refere ao advogado Luís Ricardo Davanzo, atual presidente da Ordem em São Bernardo).”

Para o presidente eleito, o Grande ABC também é peça chave para amplificação do trabalho que quer realizar à frente da OAB. “Queremos abraçar todo o Estado.”

Caio Augusto não se esquivou quando questionado acerca do aumento salarial recebido pelo STF (Supremo Tribunal Federal) na semana passada – o presidente Michel Temer (MDB) sancionou a lei que eleva para R$ 39,3 mil os ganhos dos magistrados, o que pode provocar efeito cascata de R$ 4 bilhões em todo o País. Para o futuro dirigente, o momento é inoportuno. “Vivemos reflexos de crise econômica e discordo também da questão do auxílio-moradia (para o Judiciário)”, pontuou.

O presidente eleito faz parte de dissidência da atual presidência da OAB, ainda sob comando de Marcos da Costa, que buscava a segunda reeleição. Sua vitória quebrou hegemonia de cinco mandatos do grupo de Marcos da Costa, que teve início ainda com Luiz Flávio Borges D’Urso.

Caio Augusto irá presidir a maior seccional da OAB no País no próximo triênio, de 2019 até 2021, e terá o advogado Ricardo Toledo como vice.



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