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Nível de confiança da indústria cai na região

ABr  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em um ano, queda foi de 10 pontos; explicação é cenário político e desaceleração na economia


Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

30/11/2018 | 07:07


O cenário eleitoral e a redução da expectativa quanto ao crescimento da economia diminuíram a confiança da indústria do Grande ABC. O Icei (Índice de Confiança do Empresário Industrial) teve queda de praticamente dez pontos no período de 12 meses, passando de 61,5 em setembro do ano passado para 51,7 no mesmo mês de 2018.

O índice é menor do que o nacional, que é de 53,7, já o do Estado é 50,8. O número considera as expectativas das empresas, suas condições, a visão da economia brasileira, entre outros indicadores (veja mais na arte ao lado). O parâmetro de avaliação considera notas entre zero e 50 pessimistas, 50 neutra e de 50 a 100 otimistas.

Os dados são compilados pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). O Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo realiza um recorte regional a cada trimestre, sendo o último divulgado ontem.

A redução do indicador de confiança deve-se ao ambiente econômico nacional, que não obteve o desempenho esperado neste ano. A greve dos caminhoneiros, que teve duração de 11 dias, prejudicou a maioria dos indicadores nacionais. Além disso, também houve forte influência do cenário político, já que as eleições presidenciais tinham como principais candidatos Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), que possuem perfis totalmente opostos – o segundo acabou eleito.

“Em maio, já ficou claro que a paralisação teria uma repercussão grande para a produção. E no processo eleitoral tivemos uma divisão forte. Agora, embora o candidato eleito pareça ter um discurso mais próximo aos anseios do setor produtivo, ele ainda não deixou claro quais serão as ações, reformas e propostas que deve implantar de fato. Entre os exemplos, está a questão tributária, onde em um momento há sinalização de aumento de impostos, que depois já se volta atrás. Também tem a reforma da Previdência, que é necessária, mas ainda não consegue se enxergar qual é a proposta”, explicou o coordenador de estudos do observatório Sandro Maskio.

Para o professor, a região acabou sofrendo mais com a queda do que o País, por conta da forte presença da indústria automotiva. Porém, ele destaca que sem o setor – que cresceu 14,9% nacionalmente de janeiro a setembro deste ano – o resultado seria pior. “O ano passado superou todas as expectativas para a produção e exportação. Já em 2018 isso ocorre com menor intensidade. Porém, temos que destacar que o setor continuou investindo e é cada vez mais importante na região”, disse Maskio.

A aposta é que o cenário para investimentos melhore em 2019, com a expectativa da entrada das empresas do setor automotivo no programa de incentivos Rota 2030 e definição da política econômica.
 



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Nível de confiança da indústria cai na região

Em um ano, queda foi de 10 pontos; explicação é cenário político e desaceleração na economia

Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

30/11/2018 | 07:07


O cenário eleitoral e a redução da expectativa quanto ao crescimento da economia diminuíram a confiança da indústria do Grande ABC. O Icei (Índice de Confiança do Empresário Industrial) teve queda de praticamente dez pontos no período de 12 meses, passando de 61,5 em setembro do ano passado para 51,7 no mesmo mês de 2018.

O índice é menor do que o nacional, que é de 53,7, já o do Estado é 50,8. O número considera as expectativas das empresas, suas condições, a visão da economia brasileira, entre outros indicadores (veja mais na arte ao lado). O parâmetro de avaliação considera notas entre zero e 50 pessimistas, 50 neutra e de 50 a 100 otimistas.

Os dados são compilados pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). O Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo realiza um recorte regional a cada trimestre, sendo o último divulgado ontem.

A redução do indicador de confiança deve-se ao ambiente econômico nacional, que não obteve o desempenho esperado neste ano. A greve dos caminhoneiros, que teve duração de 11 dias, prejudicou a maioria dos indicadores nacionais. Além disso, também houve forte influência do cenário político, já que as eleições presidenciais tinham como principais candidatos Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), que possuem perfis totalmente opostos – o segundo acabou eleito.

“Em maio, já ficou claro que a paralisação teria uma repercussão grande para a produção. E no processo eleitoral tivemos uma divisão forte. Agora, embora o candidato eleito pareça ter um discurso mais próximo aos anseios do setor produtivo, ele ainda não deixou claro quais serão as ações, reformas e propostas que deve implantar de fato. Entre os exemplos, está a questão tributária, onde em um momento há sinalização de aumento de impostos, que depois já se volta atrás. Também tem a reforma da Previdência, que é necessária, mas ainda não consegue se enxergar qual é a proposta”, explicou o coordenador de estudos do observatório Sandro Maskio.

Para o professor, a região acabou sofrendo mais com a queda do que o País, por conta da forte presença da indústria automotiva. Porém, ele destaca que sem o setor – que cresceu 14,9% nacionalmente de janeiro a setembro deste ano – o resultado seria pior. “O ano passado superou todas as expectativas para a produção e exportação. Já em 2018 isso ocorre com menor intensidade. Porém, temos que destacar que o setor continuou investindo e é cada vez mais importante na região”, disse Maskio.

A aposta é que o cenário para investimentos melhore em 2019, com a expectativa da entrada das empresas do setor automotivo no programa de incentivos Rota 2030 e definição da política econômica.
 

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