Fechar
Publicidade

Sexta-Feira, 13 de Dezembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Inverno desencadeia crises respiratórias


Rita Norberto
Do Diário do Grande ABC

21/06/2003 | 17:27


Nesta época do ano, entre maio e agosto, a procura nos prontos-socorros de pessoas com alergias respiratórias, asma e rinite, chega a aumentar até 50%. Isso ocorre por causa de mudanças climáticas e da chegada de um ar seco, frio e mais poluído. O problema é mais sério do que se imagina. A asma mata até duas mil pessoas por ano no Brasil. Para não correr este risco, alerta o médico e professor de Pneumologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo, antiga Escola Paulista de Medicina) Clystenes Odyr Soares Silva, as pessoas devem procurar tratamento médico, antes que a crise apareça. “Nesta época do ano, recomenda-se que as pessoas procurem um médico e reajustem sua medicação, aumentando a dose de remédio, antes do agravamento da doença”, disse.

Segundo o médico, estima-se que de 10% a 15% da população do país, cerca de 16 milhões de pessoas, sofram com asma e/ou rinite. E nesta época do ano a situação se agrava. “É o que chamamos da trinca maldita para o aparelho respiratório. Por dia, respiramos 10 mil litros de ar, e se este ar estiver inadequado, isso é um estímulo para o desencadeamento da doença”, disse. Os casos aumentam especialmente entre as crianças até 13 anos, em quem a incidência é maior.

A asma e a rinite, explicou o médico, podem surgir tanto individualmente quanto interligadas. São doenças genéticas, desencadeadas por fatores ambientais: viroses, ácaros, poeira em carpete, ambientes fechados, cheiro de cigarro dentro de casa, pêlos de cão e gato, bolor em paredes.

Apesar de serem interligadas, a rinite afeta as vias aéreas superiores, provocando coriza, espirro, coceiras, irritação nasal. Já a asma afeta as vias aéreas inferiores, o pulmão, podendo provocar desde uma tosse até falta de ar, chiado no peito, sensação de aperto, podendo levar até a morte, se chegar a evoluir para uma insuficiência respiratória.

A alergista do Hospital Estadual Mário Covas e da Faculdade de Medicina do ABC, Roberta Criado, disse que neste época, de fato, aumentam as alergias respiratórias. “De janeiro a março, as alergias respiratórias representam 30% dos casos, e 70% são de pele. De maio a agosto, quando há o outono, inverno e início da primavera, este percentual se inverte e 70% dos casos que chegam são problemas respiratórios”, disse.

Preconceito – Para a médica, as pessoas procuram o tratamento somente após ter a crise, muitas vezes por causa de um preconceito de que a medicação, como os descongestionantes nasais ou bombinhas, causam dependência. O que não é verdade, segundo ela. “Desde que a pessoa passe pela avaliação de um médico e que os medicamentos sejam bem administrados, não há mal algum”, disse.

O importante, alerta a médica, é que as pessoas procurem tratamento. “A asma e a rinite não têm cura porque são de origem genética, mas podem ser controladas com tratamento contínuo e medicação adequada”, disse.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Inverno desencadeia crises respiratórias

Rita Norberto
Do Diário do Grande ABC

21/06/2003 | 17:27


Nesta época do ano, entre maio e agosto, a procura nos prontos-socorros de pessoas com alergias respiratórias, asma e rinite, chega a aumentar até 50%. Isso ocorre por causa de mudanças climáticas e da chegada de um ar seco, frio e mais poluído. O problema é mais sério do que se imagina. A asma mata até duas mil pessoas por ano no Brasil. Para não correr este risco, alerta o médico e professor de Pneumologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo, antiga Escola Paulista de Medicina) Clystenes Odyr Soares Silva, as pessoas devem procurar tratamento médico, antes que a crise apareça. “Nesta época do ano, recomenda-se que as pessoas procurem um médico e reajustem sua medicação, aumentando a dose de remédio, antes do agravamento da doença”, disse.

Segundo o médico, estima-se que de 10% a 15% da população do país, cerca de 16 milhões de pessoas, sofram com asma e/ou rinite. E nesta época do ano a situação se agrava. “É o que chamamos da trinca maldita para o aparelho respiratório. Por dia, respiramos 10 mil litros de ar, e se este ar estiver inadequado, isso é um estímulo para o desencadeamento da doença”, disse. Os casos aumentam especialmente entre as crianças até 13 anos, em quem a incidência é maior.

A asma e a rinite, explicou o médico, podem surgir tanto individualmente quanto interligadas. São doenças genéticas, desencadeadas por fatores ambientais: viroses, ácaros, poeira em carpete, ambientes fechados, cheiro de cigarro dentro de casa, pêlos de cão e gato, bolor em paredes.

Apesar de serem interligadas, a rinite afeta as vias aéreas superiores, provocando coriza, espirro, coceiras, irritação nasal. Já a asma afeta as vias aéreas inferiores, o pulmão, podendo provocar desde uma tosse até falta de ar, chiado no peito, sensação de aperto, podendo levar até a morte, se chegar a evoluir para uma insuficiência respiratória.

A alergista do Hospital Estadual Mário Covas e da Faculdade de Medicina do ABC, Roberta Criado, disse que neste época, de fato, aumentam as alergias respiratórias. “De janeiro a março, as alergias respiratórias representam 30% dos casos, e 70% são de pele. De maio a agosto, quando há o outono, inverno e início da primavera, este percentual se inverte e 70% dos casos que chegam são problemas respiratórios”, disse.

Preconceito – Para a médica, as pessoas procuram o tratamento somente após ter a crise, muitas vezes por causa de um preconceito de que a medicação, como os descongestionantes nasais ou bombinhas, causam dependência. O que não é verdade, segundo ela. “Desde que a pessoa passe pela avaliação de um médico e que os medicamentos sejam bem administrados, não há mal algum”, disse.

O importante, alerta a médica, é que as pessoas procurem tratamento. “A asma e a rinite não têm cura porque são de origem genética, mas podem ser controladas com tratamento contínuo e medicação adequada”, disse.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;