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Prefeitura de Mauá vai investigar sumiço de computadores


Fabrício Calado Moreira
Do Diário do Grande ABC

05/10/2005 | 08:41


A Prefeitura de Mauá instaurou terça-feira comissão de sindicância para apurar o desaparecimento de oito computadores, comprados em 2002 e 2004, que custaram R$ 50 mil à administração. Duas dessas máquinas foram adquiridas para a Secretaria de Finanças, cuja titular à época era Valdirene Dardin. Desde sexta-feira, ela está detida na Cadeia Feminina de São Bernardo, a acusada de ter sacado R$ 230 mil de conta da Prefeitura no Banco Santander/Banespa entre 2003 e 2004. Ela poderá receber visitas nesta quarta-feira.

O presidente da comissão é João Tekatscz Filho, que comandou a investigação sobre o paradeiro dos R$ 230 mil. Desde janeiro, a administração questionou todas as secretarias sobre a localização dos computadores, e só terça-feira, após todas as pastas responderem que desconhecem onde estão os equipamentos, a investigação foi instaurada.

O valor total dos seis notebooks e dois computadores Pentium, R$ 50 mil, é equivalente a um dos saques atribuídos a Valdirene no Banespa de Mauá. A participação dela no processo, além do envolvimento de outros funcionários da administração de Oswaldo Dias (PT), será investigada. "Não dá para falar de quem é o dedo", diz o atual secretário de Finanças, Adalberto Coppini Filho. "Mas aqui não tem nenhum laptop. Nem computador para trabalhar eu tenho".

Pontos obscuros – Os processos de compra dos computadores são repletos de pontos considerados obscuros pela comissão de sindicância, como o caso de duas máquinas adquiridas por despesa direta para a Secretaria de Finanças e o DDTI (Departamento de Desenvolvimento de Tecnologia da Informação). Nas notas e ofícios em poder da Prefeitura, o notebook para o responsável pelo DDTI, Pedro Wagner Amaral, custou R$ 7,2 mil, e foi comprado de uma empresa em Bauru, enquanto outro computador, com as mesmas especificações técnicas, foi comprado para a Secretaria de Finanças por R$ 6,3 mil, quase R$ 1 mil a menos.

Outros quatro laptops foram comprados em 2004 (custo total de R$ 29,1 mil), durante aquisição de 480 equipamentos de informática pela Prefeitura, em operação que custou R$ 1,4 milhão. Funcionários da administração lembram do episódio e revelam ao Diário que as quatro máquinas chegaram a receber as placas de patrimônio público, que tiveram de ser removidas posteriormente, ao ser constatado que os quatro notebooks constavam nas notas fiscais das peças, mas não nas notas de empenho da administração.

Além dos laptops, dois computadores Pentium foram compradas para a SSU (Secretaria de Serviços Urbanos) por R$ 7,9 mil, mas constam na dotação orçamentária como "manutenção do Fundo Municipal de Transporte e Assistência no Trânsito". Segundo a Prefeitura, o correto é que constassem como patrimônio público, e não como serviços.



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