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Sobre escrita e leitores

Confesso que não gostava de ler. Isso mesmo! Na graduação em Letras, eu lia os livros mais por obrigação do que por gosto


Dgabc

08/12/2012 | 00:00


Artigo

Sobre escrita e leitores

Confesso que não gostava de ler. Isso mesmo! Na graduação em Letras, eu lia os livros mais por obrigação do que por gosto. No entanto, lia Machado de Assis, com muito entusiasmo, porque tive um professor de Literatura inesquecível (a última vez que o encontrei foi num congresso na USP, em que soube que ele estava lecionando na Universidade Federal de Minas Gerais), que era machadiano. No Ensino Médio, nem pensar. Lia porque era obrigado, fiquei até ‘de recuperação' por não ter lido determinado livro. Mas passei, pois minha namorada na época, que havia lido o livro, contou-me toda a história. E eu não li o livro. Como diz meu pai, bonito, né?

Mas eu gostava de escrever. Gostava até mais do que hoje. Quase ato compulsivo, de quem precisa daquilo para sobreviver. Acho que foi na década de 1990. Escrevia toda semana num jornal de Mauá. E a compulsão era tanta que cheguei a pagar minhas matérias durante certo tempo. Acho que pagava duas matérias e as outras duas eram publicadas de comum acordo, ou seja, minha crônica era publicada toda santa semana, e eu não via a hora de pegar o jornal para vê-la materializada ali.

Só depois, após concluir minha pós-graduação, é que tomei jeito. Ou melhor, comecei a ‘tirar o atraso' (eta expressãozinha feia) e comecei a ler compulsivamente. Alucinadamente. E como não bastasse, comecei a gastar soma vultosa (e, pelo amor, não é ‘vultuosa', como os vulgos acham) em livros.

Comecei a comprar tanto livro que tive de colocá-los no escritório do andar superior do meu sobrado básico, após entulhar o escritório de baixo. Como as prateleiras cederam com o peso dos livros, estes ficaram no chão mesmo. E proibi o Elvis de entrar lá, após ter flagrado o animal de pelo levantando, com a maior satisfação, a perna para o Nietzche e principalmente para o Vilém Flusser, autor do A Escrita - Há Futuro Para a Escrita?

De modo que hoje a leitura para mim é um prazer, necessidade, uma vida paralela. Não vejo a hora de a noite chegar para continuar a ler os meus livros. Por exemplo, estou redescobrindo O Meu Pé de Laranja Lima, de José Mauro de Vasconcelos. Aliás, vai outra confissão: acho que estou lendo-o pela primeira vez. Como na história, Zezé, com o seu pé de laranja-lima, e eu, com a leitura, encontramos um motivo para sermos mais felizes.

Sérgio Simka é professor e escritor, fundador e coordenador do Núcleo de Escritores das Firp-Uniesp (Faculdades Integradas de Ribeirão Pires).

Palavra do leitor

Lula e FHC
Que o governo de Lula foi decepcionante e repleto de problemas, isso todo mundo sabe. Administração lamentável, falha e cheia de polêmicas. Porém, quem FHC pensa que é para apontar inconvenientes negativos do governo petista, conforme reportagem deste Diário (Política, dia 1º), se ele também foi um péssimo gestor? Dólar galopante, salvamento de bancos falidos, barramento de CPIs, criação da CPMF e sumiço do dinheiro arrecadado, aliança com José Roberto Arruda, viagens e mais viagens para o Exterior etc. Esse cidadão deveria ter o mínimo de moral e ficar quieto no canto dele, em vez de dar pitaco nos erros dos outros. Por que ele não comenta sobre a catastrófica administração do seu amigo José Serra, frente ao governo de São Paulo, principalmente em relação à Educação? E sobre o quanto o atual governador está perdido em relação aos atos de violência no referido Estado? Cadê a potência que ele disse que o Brasil se tornaria, caso fosse reeleito? Infelizmente, para nós cidadãos, nenhum dos governantes que tivemos, após o regime militar, foi digno de nossa confiança. É o destino do Brasil.
Carlos Alencar Ribeiro
Santo André

Cronistas
Com satisfação, queremos parabenizar os cronistas esportivos do nosso Grande ABC pelo seu dia, hoje, e, principalmente, aos deste Diário, que estão em dia com nossos assuntos esportivos.
José Airton Marques
Santo André

Fator previdenciário
O IBGE publicou a nova tabela de expectativa de vida no Brasil, usada para determinar o valor da aposentadoria para os trabalhadores em regime de CLT no momento da concessão do benefício. O fator previdenciário foi um daqueles jeitinhos que pessoas inescrupulosas dão com objetivo de fazer prevalecer suas vontades. Na reforma da Previdência de 1998, o governo queria colocar idade mínima para aposentadoria, ignorando o tempo de contribuição. Perdeu no voto no Congresso. Então entrou o tal jeitinho brasileiro, onde o governo inventou o fator previdenciário baseado na tal expectativa de vida. Meia dúzia de congressistas conseguiu mudar matéria constitucional. O trabalhador reacendeu suas esperanças de acabar com este fator quando elegeu Lula, que já tinha travado lutas ferrenhas contra qualquer ato do governo que prejudicasse trabalhadores. Nem a dignidade de recalcular a aposentadoria de quem já foi atingido pelo fator previdenciário com expectativa de vida acima da atual este governo teve.
Donizete Aparecido de Souza
Ribeirão Pires

Comissionado
Quero tornar público o meu veemente repúdio ao texto publicado na coluna Cena Política, sob o título ‘Do Barco para a Prancha', em que eu ‘teria procurado aliados de Lauro Michels (PV), prefeito eleito, para manter-me na Procuradoria Geral de Diadema'. Esse fato nunca aconteceu. Em nenhum momento cogitei qualquer situação dessa natureza. Faço questão de reiterar meu respeito à equipe que tomará posse no próximo mandato e, como funcionária concursada que sou da Prefeitura, há mais de 20 anos, continuarei exercendo minhas funções com o mesmo profissionalismo que sempre pautou minha permanência como servidora pública. Não ocupo nenhum cargo comissionado na Prefeitura desde 2002, quando deixei a Secretaria de Assuntos Jurídicos. O mencionado no texto, que dá a entender que seria de meu interesse manter, possui remuneração menor do que a que recebo hoje como concursada.
Débora Baptista
Diadema

Não é santo!
A mídia, formadora de opinião, precisa conter as expressões descabidas nivelando a maneira de pensar de torcedores fanáticos em relação ao ex-goleiro Marcos do Palmeiras que, sem dúvida, foi atleta excepcional, porém, não devemos considerá-lo um santo. Santificar um ser humano é um paradoxo. E é pertinente frisar, com todas as letras, que o santo não é de carne e osso, portanto vamos amenizar o fluxo de fanatismo.
Kiyoshi Ikeda
Santo André



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