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Metrô na região é promessa há pelo menos 43 anos


Júnior Carvalho
do dgabc.com.br

20/11/2018 | 06:14


A chegada do Metrô ao Grande ABC é promessa antiga. A ideia de estender o sistema metroviário às sete cidades é anunciada pelos governantes paulistas há pelo menos 43 anos. Em setembro de 1975, o então governador Paulo Egydio Martins (que pertencia ao hoje extinto Arena, partido ligado à ditadura militar) inaugurava trechos do primeiro ramal do Metrô paulista, a Linha 1-Azul (então batizada de Linha Norte-Sul), que liga a Zona Sul (Jabaquara) à Zona Norte da Capital (Santana/Tucuruvi). Na ocasião, assegurava a chegada dos trilhos à região nos três anos seguintes, através da então arquitetada linha Sudeste-Sudoeste. O trajeto previa que os trens passassem pela estrada de ferro Santos-Jundiaí, que traçava a região, até chegar em Pinheiros, na Zona Oeste da Capital.

O Diário trouxe em suas páginas, na edição do dia 27 de setembro de 1975, a promessa do então governador. Um dos planos era de trazer o Metrô ao Grande ABC por meio da Estação Jabaquara. Outro envolvia o aproveitamento do leito ferroviário entre Santos e Jundiaí para inserir Santo André no planejamento.

De lá para cá, passaram-se mais de quatro décadas, o País foi redemocratizado, e o morador do Grande ABC vai presenciar a entrada da 11ª gestão no Palácio dos Bandeirantes depois daquela época sem ver essa promessa sair do papel. Há possibilidade, inclusive, de a ideia passar em branco no próximo ano novamente.

Como mostrou o Diário no domingo, a gestão do governador Márcio França (PSB) decidiu reservar no Orçamento para 2019 rasos R$ 40 para a construção da Linha 18-Bronze, modal de 13 estações e 15 quilômetros de extensão e que projeta sair do Tamanduateí, na Capital, até a planejada parada Djalma Dutra, em São Bernardo, passando por Santo André e São Caetano. A arrecadação do Estado para o ano que vem é estimada em R$ 229,9 bilhões.

Deputados da região ouvidos pelo Diário prometeram pressionar o governo do Estado a modificar esse provisionamento. Luiz Turco (PT), de Santo André, afirmou que o prazo para apresentação de emendas à LOA (Lei Orçamentária Anual) já se encerrou, mas que é possível “fazer barulho” para pressionar os colegas a ampliar o tímido orçamento. “Se a gente for recuperar a história dos governos, há pelo menos 20 anos eles prometem um Metrô para o Grande ABC. Toda véspera de eleição, (candidatos a) deputados espalham outdoor (prometendo Metrô para a região). O morador daqui está sendo enganado há mais de duas décadas”, criticou o petista, que não renovou seu mandato.

Com reduto em São Bernardo, o também oposicionista Teonílio Barba (PT) foi o único entre os parlamentares com base nas sete cidades que apresentou emenda à LOA para destinar mais verbas para Linha 18. O valor, porém, ainda seria tímido. Pela proposta do parlamentar, a ideia seria remanejar R$ 10 mil em recursos orçados para gastos com publicidade (fixado em R$ 103 mil) para tirar o modal do papel. “Infelizmente o Grande ABC, institucionalmente, está desorganizado. O Consórcio Intermunicipal, que é um instrumento que deveria entrar nessa briga, está desarticulado”, criticou Barba, em referência à saída de Diadema do colegiado e aos ensaios de São Caetano e Rio Grande da Serra de seguirem o mesmo caminho. Barba também prometeu “negociar com o relator” da peça orçamentária para modificar a quantia reservada para o Metrô da região.

Luiz Fernando Teixeira (PT), também de São Bernardo, destacou que o valor escolhido pelo governo França “deixa claro” que a construção da Linha 18 “não é e continua não sendo prioridade do governo do Estado”. “O relator (da LOA) não vai deixar passar (emendas à peça orçamentária). (Só poderá tirar o projeto do papel) Salvo se houver união da bancada para fazer uma articulação para (a discussão do Orçamento de) 2020”, projetou. Ana do Carmo não foi localizada para comentar o assunto.

O governo Márcio França, por meio da Secretaria de Transportes Metropolitanos do Estado, evitou explicar os motivos de escolher a quantia de R$ 40 para citar na peça orçamentária e se limitou a informar que a construção da Linha 18 depende de financiamento externo e que está buscando ampliar as formas de contrair esse empréstimo. 



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Metrô na região é promessa há pelo menos 43 anos

Júnior Carvalho
do dgabc.com.br

20/11/2018 | 06:14


A chegada do Metrô ao Grande ABC é promessa antiga. A ideia de estender o sistema metroviário às sete cidades é anunciada pelos governantes paulistas há pelo menos 43 anos. Em setembro de 1975, o então governador Paulo Egydio Martins (que pertencia ao hoje extinto Arena, partido ligado à ditadura militar) inaugurava trechos do primeiro ramal do Metrô paulista, a Linha 1-Azul (então batizada de Linha Norte-Sul), que liga a Zona Sul (Jabaquara) à Zona Norte da Capital (Santana/Tucuruvi). Na ocasião, assegurava a chegada dos trilhos à região nos três anos seguintes, através da então arquitetada linha Sudeste-Sudoeste. O trajeto previa que os trens passassem pela estrada de ferro Santos-Jundiaí, que traçava a região, até chegar em Pinheiros, na Zona Oeste da Capital.

O Diário trouxe em suas páginas, na edição do dia 27 de setembro de 1975, a promessa do então governador. Um dos planos era de trazer o Metrô ao Grande ABC por meio da Estação Jabaquara. Outro envolvia o aproveitamento do leito ferroviário entre Santos e Jundiaí para inserir Santo André no planejamento.

De lá para cá, passaram-se mais de quatro décadas, o País foi redemocratizado, e o morador do Grande ABC vai presenciar a entrada da 11ª gestão no Palácio dos Bandeirantes depois daquela época sem ver essa promessa sair do papel. Há possibilidade, inclusive, de a ideia passar em branco no próximo ano novamente.

Como mostrou o Diário no domingo, a gestão do governador Márcio França (PSB) decidiu reservar no Orçamento para 2019 rasos R$ 40 para a construção da Linha 18-Bronze, modal de 13 estações e 15 quilômetros de extensão e que projeta sair do Tamanduateí, na Capital, até a planejada parada Djalma Dutra, em São Bernardo, passando por Santo André e São Caetano. A arrecadação do Estado para o ano que vem é estimada em R$ 229,9 bilhões.

Deputados da região ouvidos pelo Diário prometeram pressionar o governo do Estado a modificar esse provisionamento. Luiz Turco (PT), de Santo André, afirmou que o prazo para apresentação de emendas à LOA (Lei Orçamentária Anual) já se encerrou, mas que é possível “fazer barulho” para pressionar os colegas a ampliar o tímido orçamento. “Se a gente for recuperar a história dos governos, há pelo menos 20 anos eles prometem um Metrô para o Grande ABC. Toda véspera de eleição, (candidatos a) deputados espalham outdoor (prometendo Metrô para a região). O morador daqui está sendo enganado há mais de duas décadas”, criticou o petista, que não renovou seu mandato.

Com reduto em São Bernardo, o também oposicionista Teonílio Barba (PT) foi o único entre os parlamentares com base nas sete cidades que apresentou emenda à LOA para destinar mais verbas para Linha 18. O valor, porém, ainda seria tímido. Pela proposta do parlamentar, a ideia seria remanejar R$ 10 mil em recursos orçados para gastos com publicidade (fixado em R$ 103 mil) para tirar o modal do papel. “Infelizmente o Grande ABC, institucionalmente, está desorganizado. O Consórcio Intermunicipal, que é um instrumento que deveria entrar nessa briga, está desarticulado”, criticou Barba, em referência à saída de Diadema do colegiado e aos ensaios de São Caetano e Rio Grande da Serra de seguirem o mesmo caminho. Barba também prometeu “negociar com o relator” da peça orçamentária para modificar a quantia reservada para o Metrô da região.

Luiz Fernando Teixeira (PT), também de São Bernardo, destacou que o valor escolhido pelo governo França “deixa claro” que a construção da Linha 18 “não é e continua não sendo prioridade do governo do Estado”. “O relator (da LOA) não vai deixar passar (emendas à peça orçamentária). (Só poderá tirar o projeto do papel) Salvo se houver união da bancada para fazer uma articulação para (a discussão do Orçamento de) 2020”, projetou. Ana do Carmo não foi localizada para comentar o assunto.

O governo Márcio França, por meio da Secretaria de Transportes Metropolitanos do Estado, evitou explicar os motivos de escolher a quantia de R$ 40 para citar na peça orçamentária e se limitou a informar que a construção da Linha 18 depende de financiamento externo e que está buscando ampliar as formas de contrair esse empréstimo. 

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