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Praças públicas ‘adotadas’ carecem de manutenção

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Áreas verdes de Santo André e S.Bernardo têm desde mato alto até lixo e bancos quebrados


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC
Letícia Matos
Especial para o Diário

20/11/2018 | 07:00


 Na tentativa de garantir a manutenção de praças públicas e áreas verdes, prefeituras da região têm aderido a parcerias com a iniciativa privada ou a comunidade. A ‘adoção’ dos espaços, alternativa de economia e cuidados, na prática apresenta falhas.

A equipe do Diário percorreu quatro das sete cidades – Santo André, São Bernardo, São Caetano e Mauá – para verificar a situação das praças ‘adotadas’. Apenas em São Caetano e Mauá os locais apresentaram cenário adequado.

Em Santo André, o número de áreas verdes chega a 1.000, sendo apenas 97 comandadas por instituições privadas. Apesar disso, a Praça Paulo Afonso, no Valparaíso, demanda cuidados – o local deveria ser mantido por empresa de paisagismo. O taxista Jair Ramos de Oliveira destaca o mato alto e uma árvore comprometida. “As plantas crescem cada vez mais. Os postes de luz estão entrecobertos pela folhagem.”

O canteiro da Avenida Prestes Maia e as alças de acesso aos viadutos Luiz Meira e Tamarutaca também requerem atenção, na Vila Príncipe de Gales, também em Santo André – os locais estão sob os cuidados da DV Empreendimentos e Participações Eireli. “Usuários de drogas aparecem aqui em frente, queimam lixo e os ratos invadem as casas. Nos preocupamos com assaltos, já que o mato alto serve de esconderijo”, comenta a moradora Mariana Nogueira.

Com cerca de 1.388 áreas verdes, São Bernardo implantou programa semelhante em 2001. No entanto, apenas 22 territórios estão sob o cuidado da iniciativa privada.

A Praça Antônio Pinheiro Costa, na Vila Gonçalves, é exemplo de desleixo, com vegetação alta, além de pneus e lixos espalhados – o local é de responsabilidade da construtora Iporã. Já na Vila Marlene, área verde que leva o nome do bairro, é adotada pela empresa Pinturas Roberto SC Ltda. O espaço está pichado e tem lixo espalhado, além de bancos quebrados.

No caso de São Caetano, a Praça Mauá, adotada pelo Instituto de Tecnologia Mauá, recebe manutenção duas vezes por semana e apresenta ótimo estado. O município mauaense está no início do programa, mas com o apoio do Mauá Plaza Shopping, a Praça da Vila Magini foi revitalizada e apresenta bom estado.

Já Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra não contam com programas do tipo.

 

FISCALIZAÇÃO

A Prefeitura de Santo André esclareceu que o DMAV (Departamento de Manutenção de Áreas Verdes) mantém diálogo com os adotantes para que a manutenção seja preservada constantemente.

Em São Bernardo, o Departamento de Parques e Jardins faz vistoria mensal e notifica a instituição que não está cumprindo com a parceria.

 



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Praças públicas ‘adotadas’ carecem de manutenção

Áreas verdes de Santo André e S.Bernardo têm desde mato alto até lixo e bancos quebrados

Bia Moço
Do Diário do Grande ABC
Letícia Matos
Especial para o Diário

20/11/2018 | 07:00


 Na tentativa de garantir a manutenção de praças públicas e áreas verdes, prefeituras da região têm aderido a parcerias com a iniciativa privada ou a comunidade. A ‘adoção’ dos espaços, alternativa de economia e cuidados, na prática apresenta falhas.

A equipe do Diário percorreu quatro das sete cidades – Santo André, São Bernardo, São Caetano e Mauá – para verificar a situação das praças ‘adotadas’. Apenas em São Caetano e Mauá os locais apresentaram cenário adequado.

Em Santo André, o número de áreas verdes chega a 1.000, sendo apenas 97 comandadas por instituições privadas. Apesar disso, a Praça Paulo Afonso, no Valparaíso, demanda cuidados – o local deveria ser mantido por empresa de paisagismo. O taxista Jair Ramos de Oliveira destaca o mato alto e uma árvore comprometida. “As plantas crescem cada vez mais. Os postes de luz estão entrecobertos pela folhagem.”

O canteiro da Avenida Prestes Maia e as alças de acesso aos viadutos Luiz Meira e Tamarutaca também requerem atenção, na Vila Príncipe de Gales, também em Santo André – os locais estão sob os cuidados da DV Empreendimentos e Participações Eireli. “Usuários de drogas aparecem aqui em frente, queimam lixo e os ratos invadem as casas. Nos preocupamos com assaltos, já que o mato alto serve de esconderijo”, comenta a moradora Mariana Nogueira.

Com cerca de 1.388 áreas verdes, São Bernardo implantou programa semelhante em 2001. No entanto, apenas 22 territórios estão sob o cuidado da iniciativa privada.

A Praça Antônio Pinheiro Costa, na Vila Gonçalves, é exemplo de desleixo, com vegetação alta, além de pneus e lixos espalhados – o local é de responsabilidade da construtora Iporã. Já na Vila Marlene, área verde que leva o nome do bairro, é adotada pela empresa Pinturas Roberto SC Ltda. O espaço está pichado e tem lixo espalhado, além de bancos quebrados.

No caso de São Caetano, a Praça Mauá, adotada pelo Instituto de Tecnologia Mauá, recebe manutenção duas vezes por semana e apresenta ótimo estado. O município mauaense está no início do programa, mas com o apoio do Mauá Plaza Shopping, a Praça da Vila Magini foi revitalizada e apresenta bom estado.

Já Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra não contam com programas do tipo.

 

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A Prefeitura de Santo André esclareceu que o DMAV (Departamento de Manutenção de Áreas Verdes) mantém diálogo com os adotantes para que a manutenção seja preservada constantemente.

Em São Bernardo, o Departamento de Parques e Jardins faz vistoria mensal e notifica a instituição que não está cumprindo com a parceria.

 

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