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Justiça avalia se Marin, preso por corrupção, deve restituir Fifa e Conmebol

Tomaz Silva/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


19/11/2018 | 07:00


A Justiça norte-americana tomará uma decisão até esta terça-feira sobre os valores que o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marin terá de devolver aos cofres da Fifa e da Conmebol. O brasileiro já foi condenado e sentenciado a quatro anos de prisão nos EUA. Mas as entidades esportivas agora querem recuperar o dinheiro que ele supostamente causou como dano.

Numa audiência realizada ainda em outubro, a juíza do caso, Pamela Chan, sugeriu que dificilmente as entidades conseguirão ser atendidas na totalidade de sua queixa. Apenas a Conmebol estima que deveria receber de volta US$ 93,7 milhões (cerca de R$ 351 milhões) dos dirigentes condenados, contra mais de US$ 28 milhões (aproximadamente R$ 105 milhões) por parte da Fifa.

Já os procuradores norte-americanos estimaram que Marin e o ex-presidente da Conmebol, Juan Angel Napout, deveriam restituir US$ 55 milhões (cerca de R$ 206 milhões) diante dos danos e prejuízos causados por conta da cobrança de propinas que eles exigiram.

Um dos argumentos da Fifa e da Conmebol é de que elas foram obrigadas a gastar milhões de dólares em investigações internas, depois que eclodiram os escândalos de corrupção em 2015. Chan se mostrou hesitante diante do argumento. Para ela, "não há muito espaço" para tal exigência.

A defesa de Napout ainda estimou que tanto os procuradores como a Fifa estariam incluindo na conta da restituição custos que não teriam qualquer relação com os dirigentes sul-americanos. Em resposta, a Fifa alegou que foi obrigada a conduzir investigações internas a pedido dos procuradores norte-americanos e que não sabia o que era e o que não era relacionado com Marin.

Ainda em outubro, a Justiça dos Estados Unidos exigiu que a Fifa apresentasse notas fiscais e recibos dos supostos gastos que teve com Marin e Napout, além de provas de que os dois teriam uma relação direta com o volume solicitado.

Em agosto, Chen determinou também multa total de US$ 1,2 milhão (cerca de R$ 4,5 milhões) que será paga em seis parcelas, sendo a primeira seis meses depois de 20 de novembro. José Maria Marin também será confiscado em US$ 3,35 milhões (algo em torno de R$ 12,5 milhões) por ter participado do esquema de propinas que teria conspirado ao seu favor o recebimento de US$ 10 milhões (aproximadamente R$ 37,5 milhões).



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Justiça avalia se Marin, preso por corrupção, deve restituir Fifa e Conmebol


19/11/2018 | 07:00


A Justiça norte-americana tomará uma decisão até esta terça-feira sobre os valores que o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marin terá de devolver aos cofres da Fifa e da Conmebol. O brasileiro já foi condenado e sentenciado a quatro anos de prisão nos EUA. Mas as entidades esportivas agora querem recuperar o dinheiro que ele supostamente causou como dano.

Numa audiência realizada ainda em outubro, a juíza do caso, Pamela Chan, sugeriu que dificilmente as entidades conseguirão ser atendidas na totalidade de sua queixa. Apenas a Conmebol estima que deveria receber de volta US$ 93,7 milhões (cerca de R$ 351 milhões) dos dirigentes condenados, contra mais de US$ 28 milhões (aproximadamente R$ 105 milhões) por parte da Fifa.

Já os procuradores norte-americanos estimaram que Marin e o ex-presidente da Conmebol, Juan Angel Napout, deveriam restituir US$ 55 milhões (cerca de R$ 206 milhões) diante dos danos e prejuízos causados por conta da cobrança de propinas que eles exigiram.

Um dos argumentos da Fifa e da Conmebol é de que elas foram obrigadas a gastar milhões de dólares em investigações internas, depois que eclodiram os escândalos de corrupção em 2015. Chan se mostrou hesitante diante do argumento. Para ela, "não há muito espaço" para tal exigência.

A defesa de Napout ainda estimou que tanto os procuradores como a Fifa estariam incluindo na conta da restituição custos que não teriam qualquer relação com os dirigentes sul-americanos. Em resposta, a Fifa alegou que foi obrigada a conduzir investigações internas a pedido dos procuradores norte-americanos e que não sabia o que era e o que não era relacionado com Marin.

Ainda em outubro, a Justiça dos Estados Unidos exigiu que a Fifa apresentasse notas fiscais e recibos dos supostos gastos que teve com Marin e Napout, além de provas de que os dois teriam uma relação direta com o volume solicitado.

Em agosto, Chen determinou também multa total de US$ 1,2 milhão (cerca de R$ 4,5 milhões) que será paga em seis parcelas, sendo a primeira seis meses depois de 20 de novembro. José Maria Marin também será confiscado em US$ 3,35 milhões (algo em torno de R$ 12,5 milhões) por ter participado do esquema de propinas que teria conspirado ao seu favor o recebimento de US$ 10 milhões (aproximadamente R$ 37,5 milhões).

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