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Apreensão de drogas em 2018 já é maior do que no ano passado

André Henriques/31/10/18/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Delegacias especializadas de Sto.André e S.Bernardo atrelam números à intensificação de trabalho


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

19/11/2018 | 07:00


 As ações da Polícia Civil para coibir o tráfico de drogas na região – cuja maior incidência de apreensão é de maconha e cada vez mais de skank (fumo semelhante, porém com efeito mais forte) – têm surtido efeito. 

Apenas na unidade da Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) de Santo André, que abrange também as cidades de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, o volume registrado nos seis primeiros meses do ano é 33% maior do que o do mesmo período em 2017. De janeiro a junho de 2018 foram confiscados pela Polícia Civil 291,95 quilos, contra 219,3 quilos do ano passado. Contando desde 2016, a Dise andreense apreendeu quase uma tonelada de drogas. As prisões relacionadas ao tráfico de entorpecentes também cresceram na unidade de Santo André. Até outubro deste ano, 249 pessoas foram detidas, 74% a mais do que no ano anterior, com 143 reclusões. De 2016 a 2018, foram 617 registros.

“Temos a obrigação de apresentar números melhores. A gestão que nos antecedeu não fez representações com interceptação de telefones, por exemplo. Portanto, entramos com ações mais duras e, em seis meses de atuação, tivemos resultado melhor do que 2017 todo”, ressaltou Cristiano Pereira Cardoso de Souza, investigador chefe da Dise de Santo André. Souza destacou que somente em ação na favela do Tamarutaca, na Vila Príncipe de Gales, em Santo André, no último mês, a equipe recolheu 140 quilos de droga.

Já em São Bernardo, desde 2016, a delegacia especializada somou cerca de 10 toneladas de entorpecentes. Neste ano, já foram seis toneladas.De 2016 a 2018, foram 477 pessoas detidas por envolvimento com o tráfico, dentre eles 380 homens, 32 mulheres e 65 adolescentes.

Além disso, no último dia 30, a unidade realizou operação que resultou na apreensão de mais de 3,5 toneladas de maconha. Os números são encarados pelo delegado titular da Dise são-bernardense, José Eduardo Jorge, como resultado de “muito trabalho”. “Ao longo do ano, realizamos diversas operações, frutos das investigações e informações obtidas junto aos traficantes já presos e de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça”, ressaltou Jorge.

Para o professor e especialista em Segurança pública Newton Oliveira, o aumento de apreensões se deve a duas coisas: ao aperfeiçoamento da inteligência policial e ao conhecimento do fluxo comercial de drogas. No entanto, ele destaca que a Polícia Civil ainda está combatendo o sintoma e não a causa do problema. “O trabalho da Dise é esse mesmo, de combater o tráfico e apreender essas drogas. Porém, o combate deve ser reativo e não de controle do problema”, destacou.

Para o especialista, a verdadeira eficácia do trabalho estaria na fiscalização efetiva de fronteiras entre países. “As drogas não são produzidas no Brasil, portanto, falta controle mais eficiente nas fronteiras. O bom não é ter grande número de apreensão, mas sim, não permitir que os entorpecentes cheguem com tanta facilidade e em grande quantidades nas cidades.”



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Apreensão de drogas em 2018 já é maior do que no ano passado

Delegacias especializadas de Sto.André e S.Bernardo atrelam números à intensificação de trabalho

Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

19/11/2018 | 07:00


 As ações da Polícia Civil para coibir o tráfico de drogas na região – cuja maior incidência de apreensão é de maconha e cada vez mais de skank (fumo semelhante, porém com efeito mais forte) – têm surtido efeito. 

Apenas na unidade da Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) de Santo André, que abrange também as cidades de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, o volume registrado nos seis primeiros meses do ano é 33% maior do que o do mesmo período em 2017. De janeiro a junho de 2018 foram confiscados pela Polícia Civil 291,95 quilos, contra 219,3 quilos do ano passado. Contando desde 2016, a Dise andreense apreendeu quase uma tonelada de drogas. As prisões relacionadas ao tráfico de entorpecentes também cresceram na unidade de Santo André. Até outubro deste ano, 249 pessoas foram detidas, 74% a mais do que no ano anterior, com 143 reclusões. De 2016 a 2018, foram 617 registros.

“Temos a obrigação de apresentar números melhores. A gestão que nos antecedeu não fez representações com interceptação de telefones, por exemplo. Portanto, entramos com ações mais duras e, em seis meses de atuação, tivemos resultado melhor do que 2017 todo”, ressaltou Cristiano Pereira Cardoso de Souza, investigador chefe da Dise de Santo André. Souza destacou que somente em ação na favela do Tamarutaca, na Vila Príncipe de Gales, em Santo André, no último mês, a equipe recolheu 140 quilos de droga.

Já em São Bernardo, desde 2016, a delegacia especializada somou cerca de 10 toneladas de entorpecentes. Neste ano, já foram seis toneladas.De 2016 a 2018, foram 477 pessoas detidas por envolvimento com o tráfico, dentre eles 380 homens, 32 mulheres e 65 adolescentes.

Além disso, no último dia 30, a unidade realizou operação que resultou na apreensão de mais de 3,5 toneladas de maconha. Os números são encarados pelo delegado titular da Dise são-bernardense, José Eduardo Jorge, como resultado de “muito trabalho”. “Ao longo do ano, realizamos diversas operações, frutos das investigações e informações obtidas junto aos traficantes já presos e de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça”, ressaltou Jorge.

Para o professor e especialista em Segurança pública Newton Oliveira, o aumento de apreensões se deve a duas coisas: ao aperfeiçoamento da inteligência policial e ao conhecimento do fluxo comercial de drogas. No entanto, ele destaca que a Polícia Civil ainda está combatendo o sintoma e não a causa do problema. “O trabalho da Dise é esse mesmo, de combater o tráfico e apreender essas drogas. Porém, o combate deve ser reativo e não de controle do problema”, destacou.

Para o especialista, a verdadeira eficácia do trabalho estaria na fiscalização efetiva de fronteiras entre países. “As drogas não são produzidas no Brasil, portanto, falta controle mais eficiente nas fronteiras. O bom não é ter grande número de apreensão, mas sim, não permitir que os entorpecentes cheguem com tanta facilidade e em grande quantidades nas cidades.”

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