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Ramalhão faz história na base

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Um ano após retorno do projeto Jovem Santo André, time sub-11 chega à semifinal do Paulista


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

19/11/2018 | 07:00


 O Santo André resolveu, em 2017, voltar suas atenções às categorias de base com um projeto que há duas décadas já havia rendido bons frutos ao clube – e também aos cofres. O Jovem Santo André, sob coordenação de Reinaldo Oliveira, reativou as categorias sub-11, 13, 15 e 17 com os intuitos de descobrir, formar e, no futuro, vender talentos como forma de sobrevivência. Mas talvez o Ramalhão não esperasse que tivesse resultados imediatos, com a campanha semifinalista do sub-11.

Formado por atletas entre 9 e 11 anos, o time comandado pelo técnico Alexandre Seichi fez campanha praticamente impecável: 12 vitórias, seis empates e apenas duas derrotas, a última delas por 1 a 0 para o São Paulo, no Bruno Daniel, na semana passada. Histórica, sim, mas, nem por isso, a eliminação não foi decepcionante.

“Se tivesse perdido de 4 a 0, talvez eu não estivesse sofrendo tanto, porque conseguiria ver que a diferença era grande, que não tinha chance, mas quando joga de igual para igual com os grandes e perde por um ou outro detalhe, fica frustrado sabendo que poderia estar na final. Mas esses meninos fizeram muito, a palavra que mais falo para eles é orgulho, com sensação de dever cumprido. A última frase foi: ‘caímos de pé’. E é isso que tem de ficar”, disse o andreense Alexandre Seichi, 32, técnico do sub-11 e do sub-13.

Segundo ele, alguns dos diferenciais da equipe foram a seleção de atletas, realizada por meio de testes, jogos treinos contra projetos, vendo partidas – inclusive do futsal – no Grande ABC e na Capital –, e indicações de pais; além da cumplicidade entre comissão técnica e familiares dos atletas. “Desde o primeiro momento entenderam que seriam minhas escolhas, meu dia a dia. Isso foi muito respeitado e fez total diferença. A gente fazia o trabalho em campo e eles em casa. Houve cumplicidade, ajuda.”

Uma das principais preocupações de Seichi com a garotada foi justamente fazê-la entender que apesar da responsabilidade, ainda são crianças. “Antes da cobrança existe a alegria em jogar futebol”, explicou o treinador, que utiliza algumas atividades lúdicas antes dos treinos para aliviar o peso. “Se parar para ver, muitos atletas estacionam no meio do caminho por pressão externa de pai, de treinador, cansaço mental. Isso os faz desistirem. Tenho preocupação grande com isso”, emendou Seichi, que indicou que apenas 3% destes jovens deverão chegar ao profissionalismo. “O restante vira cidadão do nosso Brasil. E qual o nosso papel? Antes de qualquer coisa, prezo por ser chamado de educador físico e acredito que a gente tenha de formar o homem, com valores, atitudes.”

Vale ressaltar que o regulamento da Federação Paulista de Futebol exige a apresentação dos boletins escolares por parte dos jogadores, para que comprovem seus bons desempenhos na sala de aula.

SUCESSO
Criado em 1997, foi no Jovem Santo André que surgiram atletas como Júnior Costa, Alex Bruno, Richarlyson, Tássio, Nunes e outros que colaboraram para os títulos das Copas São Paulo de Futebol Júnior e Estado de São Paulo (ambas de 2003) e Copa do Brasil (2004). Anos mais tarde, apareceram valores como Júnior Urso, Ricardo Goulart, Victor Hugo, Júnior Dutra e diversos que contribuíram para o retorno à Série A do Brasileiro em 2009 e o vice do Paulista de 2010.



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Ramalhão faz história na base

Um ano após retorno do projeto Jovem Santo André, time sub-11 chega à semifinal do Paulista

Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

19/11/2018 | 07:00


 O Santo André resolveu, em 2017, voltar suas atenções às categorias de base com um projeto que há duas décadas já havia rendido bons frutos ao clube – e também aos cofres. O Jovem Santo André, sob coordenação de Reinaldo Oliveira, reativou as categorias sub-11, 13, 15 e 17 com os intuitos de descobrir, formar e, no futuro, vender talentos como forma de sobrevivência. Mas talvez o Ramalhão não esperasse que tivesse resultados imediatos, com a campanha semifinalista do sub-11.

Formado por atletas entre 9 e 11 anos, o time comandado pelo técnico Alexandre Seichi fez campanha praticamente impecável: 12 vitórias, seis empates e apenas duas derrotas, a última delas por 1 a 0 para o São Paulo, no Bruno Daniel, na semana passada. Histórica, sim, mas, nem por isso, a eliminação não foi decepcionante.

“Se tivesse perdido de 4 a 0, talvez eu não estivesse sofrendo tanto, porque conseguiria ver que a diferença era grande, que não tinha chance, mas quando joga de igual para igual com os grandes e perde por um ou outro detalhe, fica frustrado sabendo que poderia estar na final. Mas esses meninos fizeram muito, a palavra que mais falo para eles é orgulho, com sensação de dever cumprido. A última frase foi: ‘caímos de pé’. E é isso que tem de ficar”, disse o andreense Alexandre Seichi, 32, técnico do sub-11 e do sub-13.

Segundo ele, alguns dos diferenciais da equipe foram a seleção de atletas, realizada por meio de testes, jogos treinos contra projetos, vendo partidas – inclusive do futsal – no Grande ABC e na Capital –, e indicações de pais; além da cumplicidade entre comissão técnica e familiares dos atletas. “Desde o primeiro momento entenderam que seriam minhas escolhas, meu dia a dia. Isso foi muito respeitado e fez total diferença. A gente fazia o trabalho em campo e eles em casa. Houve cumplicidade, ajuda.”

Uma das principais preocupações de Seichi com a garotada foi justamente fazê-la entender que apesar da responsabilidade, ainda são crianças. “Antes da cobrança existe a alegria em jogar futebol”, explicou o treinador, que utiliza algumas atividades lúdicas antes dos treinos para aliviar o peso. “Se parar para ver, muitos atletas estacionam no meio do caminho por pressão externa de pai, de treinador, cansaço mental. Isso os faz desistirem. Tenho preocupação grande com isso”, emendou Seichi, que indicou que apenas 3% destes jovens deverão chegar ao profissionalismo. “O restante vira cidadão do nosso Brasil. E qual o nosso papel? Antes de qualquer coisa, prezo por ser chamado de educador físico e acredito que a gente tenha de formar o homem, com valores, atitudes.”

Vale ressaltar que o regulamento da Federação Paulista de Futebol exige a apresentação dos boletins escolares por parte dos jogadores, para que comprovem seus bons desempenhos na sala de aula.

SUCESSO
Criado em 1997, foi no Jovem Santo André que surgiram atletas como Júnior Costa, Alex Bruno, Richarlyson, Tássio, Nunes e outros que colaboraram para os títulos das Copas São Paulo de Futebol Júnior e Estado de São Paulo (ambas de 2003) e Copa do Brasil (2004). Anos mais tarde, apareceram valores como Júnior Urso, Ricardo Goulart, Victor Hugo, Júnior Dutra e diversos que contribuíram para o retorno à Série A do Brasileiro em 2009 e o vice do Paulista de 2010.

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