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Após vazamento, dono de empresa é preso em Mauá

Denis Maciel Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Nova Mundial Anodiza funcionava sem licenças necessárias e em área de proteção ambiental; espaço foi lacrado


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC
Juliana Stern
Especial para o Diário

14/11/2018 | 07:00


 O proprietário da empresa de alumínio Nova Mundial Anodiza, localizada na Rua Lasar Segall, na Vila Assis Brasil,em Mauá, foi preso em flagrante, na manhã de ontem, por oficiais da Dicma (Delegacia do Meio Ambiente) de Santo André. Thiago Pereira Magalhães, 29 anos, é acusado pela Polícia Civil de manter estabelecimento em “total desacordo com a legislação ambiental”. Na noite de segunda-feira, vazamento de 800 litros de ácido sulfúrico, que estava armazenado no local, provocou fumaça tóxica e transtornos aos moradores.

Após pagar fiança estabelecida em cinco salários mínimos (R$ 4.770), o empresário responderá em liberdade por infringir a Lei 9.605/98, que rege sobre a proteção ao meio ambiente.

Após vistoria no local, os agentes da Dicma registraram problemas em relação ao armazenamento e utilização do ácido sulfúrico. Conforme explicou o chefe dos investigadores, Renzo Borges Angerami, a empresa “não possuía nenhuma licença para uso e armazenamento deste produto químico”. Levantamento feito pela polícia indica que, em dez anos de funcionamento da Nova Mundial Anodiza, nenhum pedido de autorização foi realizado pelo proprietário. O estabelecimento também não mantinha químico, responsável pela vistoria e manipulação dos produtos. A equipe do Diário não conseguiu contato com a defesa de Magalhães até o fechamento desta edição.

Segundo os investigadores, a principal hipótese é a de que o acidente tenha sido causado após contato de água no tanque que continha ácido sulfúrico puro, causando reação que derreteu o recipiente. A equipe da Polícia Civil ressalta que a fumaça produzida, altamente tóxica, quando inspirada, pode causar problemas de saúde ou até levar a óbito.

Segundo a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), o produto perigoso e corrosivo era usado para a chamada galvanoplastia, que consiste em processo eletrolítico para recobrimento metálico de objetos. Tanto a autarquia ambiental quanto a Prefeitura de Mauá constataram que a empresa está sem licença ambiental e fora da resolução 1/14 do Consema (Conselho Estadual de Meio Ambiente), além de estar em um terreno irregular, próximo de uma APP (Área de Preservação Permanente).

A administração pública aplicou multa de 2.000 FMPs (Fatores Monetários Padrão) à empresa – o correspondente a R$ 4.1474 –, mas a empresa ainda corre risco de sofrer sanções em âmbito estadual.

A Nova Mundial Anodiza foi lacrada até que os responsáveis cumpram medidas impostas pela Cetesb, como é o caso de elaboração de plano de gerenciamento de resíduos e de gestão ambiental. Além disso, a indústria terá de obter o Cadri (Certificado de Movimentação de Resíduos de Interesse Ambiental) junto à companhia estadual. O prazo dado à empresa foi de uma semana.

 

Moradores temem que novos acidentes químicos aconteçam

Depois do susto com o cheiro forte e fumaça tóxica causados pelo vazamento de ácido sulfúrico na Nova Mundial Anodiza, na noite de segunda-feira, moradores do bairro Vila Assis Brasil, em especial os que moram na Rua Lasar Segall – onde fica a empresa –, temem novos acidentes químicos.

A técnica de enfermagem Andriely Aguiar, 23 anos, mora em imóvel próximo à empresa. Segundo ela, esta foi a primeira vez que aconteceu acidente no bairro. “Tenho medo de que novos vazamentos e até mesmo explosões voltem a acontecer. Tenho um filho pequeno e o cheiro (do vazamento de ácido sulfúrico) foi muito agressivo para nós”, explicou.

Embora o cheiro e a fumaça não existissem mais na tarde de ontem, a população não estava tranquila. Isso porque trata-se de área industrial. “Não sabemos se vão resolver os problemas”, ressaltou a atendente Neuza dos Santos, 38.

 



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Após vazamento, dono de empresa é preso em Mauá

Nova Mundial Anodiza funcionava sem licenças necessárias e em área de proteção ambiental; espaço foi lacrado

Bia Moço
Do Diário do Grande ABC
Juliana Stern
Especial para o Diário

14/11/2018 | 07:00


 O proprietário da empresa de alumínio Nova Mundial Anodiza, localizada na Rua Lasar Segall, na Vila Assis Brasil,em Mauá, foi preso em flagrante, na manhã de ontem, por oficiais da Dicma (Delegacia do Meio Ambiente) de Santo André. Thiago Pereira Magalhães, 29 anos, é acusado pela Polícia Civil de manter estabelecimento em “total desacordo com a legislação ambiental”. Na noite de segunda-feira, vazamento de 800 litros de ácido sulfúrico, que estava armazenado no local, provocou fumaça tóxica e transtornos aos moradores.

Após pagar fiança estabelecida em cinco salários mínimos (R$ 4.770), o empresário responderá em liberdade por infringir a Lei 9.605/98, que rege sobre a proteção ao meio ambiente.

Após vistoria no local, os agentes da Dicma registraram problemas em relação ao armazenamento e utilização do ácido sulfúrico. Conforme explicou o chefe dos investigadores, Renzo Borges Angerami, a empresa “não possuía nenhuma licença para uso e armazenamento deste produto químico”. Levantamento feito pela polícia indica que, em dez anos de funcionamento da Nova Mundial Anodiza, nenhum pedido de autorização foi realizado pelo proprietário. O estabelecimento também não mantinha químico, responsável pela vistoria e manipulação dos produtos. A equipe do Diário não conseguiu contato com a defesa de Magalhães até o fechamento desta edição.

Segundo os investigadores, a principal hipótese é a de que o acidente tenha sido causado após contato de água no tanque que continha ácido sulfúrico puro, causando reação que derreteu o recipiente. A equipe da Polícia Civil ressalta que a fumaça produzida, altamente tóxica, quando inspirada, pode causar problemas de saúde ou até levar a óbito.

Segundo a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), o produto perigoso e corrosivo era usado para a chamada galvanoplastia, que consiste em processo eletrolítico para recobrimento metálico de objetos. Tanto a autarquia ambiental quanto a Prefeitura de Mauá constataram que a empresa está sem licença ambiental e fora da resolução 1/14 do Consema (Conselho Estadual de Meio Ambiente), além de estar em um terreno irregular, próximo de uma APP (Área de Preservação Permanente).

A administração pública aplicou multa de 2.000 FMPs (Fatores Monetários Padrão) à empresa – o correspondente a R$ 4.1474 –, mas a empresa ainda corre risco de sofrer sanções em âmbito estadual.

A Nova Mundial Anodiza foi lacrada até que os responsáveis cumpram medidas impostas pela Cetesb, como é o caso de elaboração de plano de gerenciamento de resíduos e de gestão ambiental. Além disso, a indústria terá de obter o Cadri (Certificado de Movimentação de Resíduos de Interesse Ambiental) junto à companhia estadual. O prazo dado à empresa foi de uma semana.

 

Moradores temem que novos acidentes químicos aconteçam

Depois do susto com o cheiro forte e fumaça tóxica causados pelo vazamento de ácido sulfúrico na Nova Mundial Anodiza, na noite de segunda-feira, moradores do bairro Vila Assis Brasil, em especial os que moram na Rua Lasar Segall – onde fica a empresa –, temem novos acidentes químicos.

A técnica de enfermagem Andriely Aguiar, 23 anos, mora em imóvel próximo à empresa. Segundo ela, esta foi a primeira vez que aconteceu acidente no bairro. “Tenho medo de que novos vazamentos e até mesmo explosões voltem a acontecer. Tenho um filho pequeno e o cheiro (do vazamento de ácido sulfúrico) foi muito agressivo para nós”, explicou.

Embora o cheiro e a fumaça não existissem mais na tarde de ontem, a população não estava tranquila. Isso porque trata-se de área industrial. “Não sabemos se vão resolver os problemas”, ressaltou a atendente Neuza dos Santos, 38.

 

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