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Região celebra manutenção do emprego com Rota 2030

Ford/Divulgação  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Uma das diretrizes da política automotiva é garantir ao menos preservação dos postos de trabalho


Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC
Flavia Kurotori
especial para o Diário

09/11/2018 | 07:07


O Rota 2030, programa destinado ao incentivo da indústria automobilística no País, aprovado pelo Senado e sancionado pelo presidente Michel Temer (MDB) ontem, é visto por especialistas e representantes da cadeia automotiva da região como medida importante para manutenção dos postos de trabalho, porém, fica aquém do Inovar-Auto, antecessor ao Rota.

O texto foi aprovado em sessão relâmpago pela manhã no Senado – havia recebido crivo positivo na quarta-feira pela Câmara. Foi sancionado por Temer no Salão do Automóvel, que acontece na Capital. Três emendas foram avalizadas pelos senadores, todas sugeridas pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Uma delas, por exemplo, estabelece diretrizes de garantia da expansão ou manutenção do emprego no setor. Outra alteração foi a constituição do Observatório Nacional das Indústrias para a Mobilidade e Logística, que será formado por representantes do governo, do setor empresarial, dos trabalhadores e da comunidade científica.

Diretor executivo do sindicato, Wellington Messias Damasceno destacou ainda a inclusão de diretrizes da qualificação profissional dos trabalhadores. “O programa não pode só estar voltado para o desenvolvimento dos veículos, mas precisa olhar para os trabalhadores. Essa emenda potencializa e ajuda em relação aos processos de automação.”

Para o coordenador do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, Sandro Maskio, a longo prazo a indústria automotiva pode ampliar a participação na região. “O setor tende a se consolidar ainda mais na região, o que tende a gerar um efeito positivo no emprego, mesmo que a longo prazo.”

Durante votação no Congresso, emenda que prorrogaria por cinco anos o regime automotivo vigente no Nordeste e estenderia o benefício ao Norte e ao Centro-Oeste chegou a ser analisada. No entanto, foi removida. “Se isso fosse mantido, prejudicaria ainda mais o Grande ABC”, afirmou Mauro Miaguti, diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) São Bernardo. “Tudo o que vem para incentivar é positivo, porém, muitos pontos se perderam entre o projeto inicial e o texto aprovado. É retrocesso em relação ao Inovar-Auto”, analisou.

Embora não conte com indústrias automobilísticas, Diadema mantém autopeças. “A princípio, qualquer política de incentivo é boa, mas como ela pode ocasionar alterações no modo de produção, há preocupação em relação à queda do volume de itens fornecidos (às montadoras)”, explicou Anuar Dequech Junior, diretor titular do Ciesp Diadema.

Miaguti destacou que “as montadoras têm suporte internacional, mas as autopeças são pequenas e quase nunca são beneficiadas”. “Até 2030, a maior parte dos carros será híbrida ou elétrica e, caso (esses veículos) comecem a ser fabricados aqui (na região), essas fornecedoras precisarão se adaptar”, completou Dequech.
 



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