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Endividamento das famílias fica estável em 60,7% em outubro, diz CNC

Marcello Casal Jr/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


08/11/2018 | 14:04


A proporção das famílias com dívidas se manteve estável em 60,7% na passagem de setembro para outubro, mostra a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta quinta-feira, 8, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Na comparação com outubro de 2017, houve queda de 1,1 ponto porcentual.

A Peic mostrou ainda que o porcentual de famílias com dívidas ou contas em atraso recuou em outubro de 2018, na comparação com o mês anterior, passando de 23,8% para 23,5%. A inadimplência também registrou queda em relação a outubro de 2017, quando chegou a 26,0% do total.

Já o porcentual de famílias que declararam não ter condições de pagar as contas ou dívidas em atraso e que, portanto, tendem a seguir inadimplentes, ficou estável em 9,9% na passagem de setembro para outubro, mas caiu em relação aos 10,1% de outubro de 2017.

"A proporção de famílias inadimplentes diminuiu tanto na comparação mensal como na anual, acompanhando um patamar menor de endividamento e redução do comprometimento da renda destinada ao pagamento de dívidas", diz a nota divulgada pela CNC. "As taxas de juros em patamares mais baixos também constituem um fator favorável a esse resultado", segue o texto.

Nas entrevistas com os consumidores, o cartão de crédito, mais uma vez, foi apontado como principal tipo de dívida, citado por 77,4% das famílias entrevistadas. Em seguida, vêm os carnês (14,5%) e, em terceiro lugar, o financiamento de carro (10,1%).

Além disso, a proporção das famílias que se declararam "muito endividadas" diminuiu em relação a setembro, passando de 13,3% para 12,9%. Na comparação anual, também houve queda de 1,7 ponto porcentual. Já o tempo médio de atraso para o pagamento de dívidas foi de 65,3 dias em outubro de 2018, acima dos 63,8 no mesmo período do ano passado. Em média, o comprometimento com as dívidas foi de sete meses, sendo que 32,1% das famílias possuem dívidas por mais de um ano.

"Entre aquelas endividadas, 20,1% afirmam ter mais da metade da sua renda mensal comprometida com o pagamento de dívidas", diz a nota da CNC.



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