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Penta, Hamilton quer superar desafios

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Na terra do ídolo Senna, inglês diz que ainda não caiu a ficha e visa título em Interlagos


Dérek Bittencourt

08/11/2018 | 07:00


Apesar da conquista dos cinco títulos mundiais de Fórmula 1, o Grande Prêmio do Brasil é diferente para o britânico Lewis Hamilton. Acostumado ao sucesso nas demais pistas que compõem o calendário, ele venceu em Interlagos apenas uma vez (2016) nas 11participações na etapa brasileira. E apesar de já ter garantido o penta, o piloto espera subir ao lugar mais alto do pódio mais uma vez neste fim de semana.

Na visão do competidor da Mercedes, o autódromo brasileiro é desafiador por diversos motivos. “Interlagos é um dos circuitos mais difíceis do ano por ser anti-horário e a temperatura do ambiente tem sempre participação. Tem curvas em descida, subidas, altitude... Então é desafio para o motor, para o físico. Estava ganhando uma vez, choveu, fui ultrapassado... Por algum motivo tem sempre sido meu calcanhar de Aquiles”, disse “Mas assisti a Ayrton Senna correr e vencer aqui, toda vez que chego sinto a presença dele. O primeiro ano aqui foi difícil, mas depois cresceu meu carinho pelo Brasil, a torcida brasileira me aprecia também. Adoro o País, sempre gostei, quando jogava Fifa (no videogame) sempre escolhia o Brasil”, riu o britânico.

Nesta quarta-feira, durante coletiva de imprensa na Capital, Hamilton respondeu a muitas perguntas dos jornalistas e o assunto mais abordado – como de costume – foi sua relação com Senna, considerado pelo britânico seu maior ídolo e sua maior influência. Entre diversas hipóteses, o britânico falou sobre onde o tricampeão brasileiro poderia ter chegado na Fórmula 1 e o que faria se o tivesse encontrado.

“Se tivéssemos a segurança de hoje, ele teria saído – inclusive vi um vídeo de um artista que fez como se ele tivesse se levantado do carro após a batida. É (um esporte) tão físico e mental. Não sei o quanto ainda tinha para dar, mas sei que era competitivo, ambicioso, falava muito em família....e tinha potencial para continuar. Sempre torci por ele e acho que poderia ter facilmente conquistado sete campeonatos”, exaltou o fã.

“Nunca fiquei empolgado diante de uma estrela. Se encontrasse Ayrton, não teria palavras. Era meu ídolo, tinha paixão. É incrível. Não vejo isso em outros esportes, mas ver um piloto que inspirava uma Nação inteira era incrível. Teríamos muito a conversar, temos muito em comum, assistindo a suas corridas. Era um esportista, tinha espiritualidade, então teríamos muito mesmo a conversar. Não tem outro piloto ou atleta no mundo ligado a um País quanto Ayrton Senna ao Brasil. Naturalmente tenho a aspiração de ser tão grande como ele”, declarou.

Hamilton ainda disse que não caiu a ficha sobre seu quinto título, mas que, independentemente de o Mundial de Pilotos estar resolvido, ele vai buscar, junto do companheiro Valtteri Bottas e da equipe, consolidar o Mundial de Construtores – a Mercedes soma 585 pontos, contra 530 da Ferrari, e pode confirmar a conquista no Brasil. “Honestamente esta semana tem sido muito estranha para mim, não absorvi o fato de ter ganhado o quinto título porque ainda faltam duas corridas, tem um campeonato de equipes para sermos campeões de construtores.”

Após a coletiva, Lewis Hamilton e diretores da Petronas entregaram contribuição à Fundação Filarmônica Bachiana e, como retribuição, o piloto ganhou uma homenagem do maestro João Carlos Martins e alguns integrantes da orquestra.

Hanói, no Vietnã, é confirmada palco de etapa a partir de 2020

A Ásia ganhou outra etapa da Fórmula 1. O continente, que já conta com os GPs do Japão, China e Singapura, a partir de 2020 também visitará o Vietnã para corrida em circuito de rua na capital, Hanói.

O traçado de 5.565 quilômetros será montado no coração de Hanói. E, a exemplo de Interlagos, será em sentido anti-horário. “Nosso time, em colaboração com a cidade de Hanói e o Vingroup (promotor do evento), trabalhou para criar circuito que não apenas desafie os pilotos, mas também garanta que nossos fãs curtam espetáculo de corrida”, disse o presidente e chefe executivo da categoria, Chase Carey. A prova deverá ser disputada em abril.  



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