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Tomate faz encarecer cesta básica na região

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Com alta de 72,77% em um mês e vendido a R$ 6,06 o quilo, fruto se torna o vilão ao consumidor


Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

07/11/2018 | 07:17


A cesta básica de outubro pesou mais no bolso do consumidor do Grande ABC. A média de preços chegou a R$ 594,79, o que representa alta de 1,25% em relação a setembro e de 6,02% na comparação com o mesmo mês do ano passado, inclusive sendo superior à inflação dos últimos 12 meses encerrados em setembro, que ficou em 4,53%, segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). O vilão foi o tomate. cujo preço médio saltou 72,77% em relação a setembro, chegando a custar R$ 6,06 o quilo.

O levantamento é feito pela Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) e considera a cotação de 34 itens. O tomate também contabilizou a maior majoração na relação com outubro do ano passado, com 61,6% de aumento. O quilo do produto custava R$ 3,75 no mesmo período de 2017.

De acordo com o engenheiro da Craisa e coordenador da pesquisa, Fábio Vezzá De Benedetto, a alta foi impulsionada basicamente pelos hortifrutis, principalmente o tomate. A motivação principal é o clima instável do último mês, que dificultou o cultivo.

“Quem estava plantando é quem tinha condições de irrigar na estufa, o que eleva bastante o valor da produção. Além disso, não é todo mundo que dispõe desse mecanismo nas plantações. Isso por conta do clima, que foi de falta de chuvas no início do mês e algumas pancadas mais fortes nas últimas semanas. Também esfriou a temperatura. Foi parecido com o que acontece durante o inverno, então encarece o custo de produção e diminui a oferta, fazendo com que o preço aumente”, analisou.

Segundo Benedetto, a situação não deve durar muito tempo e tende a se normalizar nos próximos meses. “Há um grande consumo de tomates em estabelecimentos como pizzarias, hamburguerias e restaurantes. Além disso, quando os preços aumentam, os agricultores começam a plantar em maior quantidade, o que aumenta a oferta de produtos e ajuda o preço a recuar.”

Além do tomate, a batata e a cebola registraram altas expressivas, de 27,04% e 17,29%, respectivamente (veja mais na arte ao lado). “A cebola deveria estar em baixa, já que é época da safra paulista. Mas ela subiu porque, anteriormente, estava muito barata, chegando a ficar R$ 1 o quilo (atualmente o custo é de R$ 1,91). A batata também sofreu com essa chuva exagerada, o que dificulta a colheita, que é subterrânea (o quilo está por R$ 2,17)”, argumentou o responsável pela pesquisa.

Entre as quedas de preço, destaque para a dúzia de ovos brancos, que caiu 6,29% em relação a setembro. Na análise de Benedetto, o recuo é fruto da especulação do período eleitoral, o que influenciou nas promoções de estabelecimentos comerciais. “As situações econômica e política influenciam bastante. Principalmente em época no qual a demanda está enfraquecida, essas questões fazem com que os preços variem muito de um local para outro”, afirmou.  



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Tomate faz encarecer cesta básica na região

Com alta de 72,77% em um mês e vendido a R$ 6,06 o quilo, fruto se torna o vilão ao consumidor

Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

07/11/2018 | 07:17


A cesta básica de outubro pesou mais no bolso do consumidor do Grande ABC. A média de preços chegou a R$ 594,79, o que representa alta de 1,25% em relação a setembro e de 6,02% na comparação com o mesmo mês do ano passado, inclusive sendo superior à inflação dos últimos 12 meses encerrados em setembro, que ficou em 4,53%, segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). O vilão foi o tomate. cujo preço médio saltou 72,77% em relação a setembro, chegando a custar R$ 6,06 o quilo.

O levantamento é feito pela Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) e considera a cotação de 34 itens. O tomate também contabilizou a maior majoração na relação com outubro do ano passado, com 61,6% de aumento. O quilo do produto custava R$ 3,75 no mesmo período de 2017.

De acordo com o engenheiro da Craisa e coordenador da pesquisa, Fábio Vezzá De Benedetto, a alta foi impulsionada basicamente pelos hortifrutis, principalmente o tomate. A motivação principal é o clima instável do último mês, que dificultou o cultivo.

“Quem estava plantando é quem tinha condições de irrigar na estufa, o que eleva bastante o valor da produção. Além disso, não é todo mundo que dispõe desse mecanismo nas plantações. Isso por conta do clima, que foi de falta de chuvas no início do mês e algumas pancadas mais fortes nas últimas semanas. Também esfriou a temperatura. Foi parecido com o que acontece durante o inverno, então encarece o custo de produção e diminui a oferta, fazendo com que o preço aumente”, analisou.

Segundo Benedetto, a situação não deve durar muito tempo e tende a se normalizar nos próximos meses. “Há um grande consumo de tomates em estabelecimentos como pizzarias, hamburguerias e restaurantes. Além disso, quando os preços aumentam, os agricultores começam a plantar em maior quantidade, o que aumenta a oferta de produtos e ajuda o preço a recuar.”

Além do tomate, a batata e a cebola registraram altas expressivas, de 27,04% e 17,29%, respectivamente (veja mais na arte ao lado). “A cebola deveria estar em baixa, já que é época da safra paulista. Mas ela subiu porque, anteriormente, estava muito barata, chegando a ficar R$ 1 o quilo (atualmente o custo é de R$ 1,91). A batata também sofreu com essa chuva exagerada, o que dificulta a colheita, que é subterrânea (o quilo está por R$ 2,17)”, argumentou o responsável pela pesquisa.

Entre as quedas de preço, destaque para a dúzia de ovos brancos, que caiu 6,29% em relação a setembro. Na análise de Benedetto, o recuo é fruto da especulação do período eleitoral, o que influenciou nas promoções de estabelecimentos comerciais. “As situações econômica e política influenciam bastante. Principalmente em época no qual a demanda está enfraquecida, essas questões fazem com que os preços variem muito de um local para outro”, afirmou.  

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