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Relação etanol/gasolina acelera a 61,55% em outubro em São Paulo, diz Fipe

Marcelo Camargo/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


05/11/2018 | 12:43


A relação entre os preços do etanol e da gasolina acelerou na comparação entre setembro e outubro, aponta a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O preço do litro do etanol encerrou o décimo mês do ano correspondendo a 61,55% do preço do litro da gasolina, acima do patamar de 59,88% verificado ao final de setembro, o mais baixo para o mês desde 2008, quando atingiu 55,31%.

"A gasolina segue em aumento, mesmo com a redução de preços nas refinarias. Ainda não percebemos esta redução nos postos. Já o etanol vinha em trajetória contrária: tinha caído muito a correlação e agora começa a devolver, em linha com a sazonalidade de fim de ano", comentou o coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe, Guilherme Moreira. "Até pelo fato de a correlação estar favorável ao etanol, houve um aumento de demanda, que contribui para puxar o preço", comentou.

Moreira reforçou que o uso do etanol deixa de ser vantajoso quando o preço do derivado da cana-de-açúcar representa mais de 70% do valor da gasolina. A vantagem é calculada considerando que o poder calorífico do etanol é de 70% do poder do combustível fóssil. Com a relação entre 70% e 70,5%, a utilização de gasolina ou etanol é considerada indiferente.

"Agora, com o câmbio menos volátil, os preços da gasolina devem passar a se comportar melhor, mas a relação ainda está bem favorável ao etanol", destacou Moreira. Ele avalia que o cálculo deve se aproximar da marca de 70% entre novembro e o início do ano que vem. "Como a gasolina subiu muito nos últimos meses, aumentou a diferença. Talvez demore um pouco mais do que o usual para atingir o equilíbrio", comentou.

Nesta segunda-feira, com base no levantamento do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), a Fipe informou que a gasolina teve alta de 1,66% entre setembro e outubro, enquanto o etanol avançou 5,14% na mesma base de comparação.



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Relação etanol/gasolina acelera a 61,55% em outubro em São Paulo, diz Fipe


05/11/2018 | 12:43


A relação entre os preços do etanol e da gasolina acelerou na comparação entre setembro e outubro, aponta a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O preço do litro do etanol encerrou o décimo mês do ano correspondendo a 61,55% do preço do litro da gasolina, acima do patamar de 59,88% verificado ao final de setembro, o mais baixo para o mês desde 2008, quando atingiu 55,31%.

"A gasolina segue em aumento, mesmo com a redução de preços nas refinarias. Ainda não percebemos esta redução nos postos. Já o etanol vinha em trajetória contrária: tinha caído muito a correlação e agora começa a devolver, em linha com a sazonalidade de fim de ano", comentou o coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe, Guilherme Moreira. "Até pelo fato de a correlação estar favorável ao etanol, houve um aumento de demanda, que contribui para puxar o preço", comentou.

Moreira reforçou que o uso do etanol deixa de ser vantajoso quando o preço do derivado da cana-de-açúcar representa mais de 70% do valor da gasolina. A vantagem é calculada considerando que o poder calorífico do etanol é de 70% do poder do combustível fóssil. Com a relação entre 70% e 70,5%, a utilização de gasolina ou etanol é considerada indiferente.

"Agora, com o câmbio menos volátil, os preços da gasolina devem passar a se comportar melhor, mas a relação ainda está bem favorável ao etanol", destacou Moreira. Ele avalia que o cálculo deve se aproximar da marca de 70% entre novembro e o início do ano que vem. "Como a gasolina subiu muito nos últimos meses, aumentou a diferença. Talvez demore um pouco mais do que o usual para atingir o equilíbrio", comentou.

Nesta segunda-feira, com base no levantamento do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), a Fipe informou que a gasolina teve alta de 1,66% entre setembro e outubro, enquanto o etanol avançou 5,14% na mesma base de comparação.

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