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Caldeirão de sentimentos

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Com foco na poesia, andreense Alexandre Ribeiro apresenta seu primeiro livro


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

03/11/2018 | 07:00


Dono de uma livraria no Centro de Santo André, Alexandre Ribeiro tem uma relação muito particular e próxima com o universo dos livros. Seu primeiro contato com a literatura, ainda criança, foi com o clássico Robinson Crusoé, de Daniel Defoe. Tudo se intensificou por mérito de sua mãe, sempre rodeada por pilhas de obras. No subconsciente de Ribeiro, ler era uma experiência prazerosa.

E assim se tornou, da mesma forma que escrever. Tanto que agora, em um misto de sentimentos, onde prevalecem a angústia e incompreensão das relações humanas no mundo em que vivemos, o autor andreense apresenta seu primeiro livro, Cem Milhões de Olhos (Editora Fractal, 96 páginas, R$ 38, em média). A obra, cheia de poemas, é resultado de cerca de dez anos de trabalho, entre as primeiras versões, esboços e produto final.

Frequentador de bibliotecas públicas – metade do que leu ao longo da vida foi nelas –, Ribeiro conta que “o livro está sempre circulando em torno da angústia. Nossas questões de humanidade, que partem de sensações particulares e tentam chegar ao universal”, explica o autor. E esses sentimentos podem se revelar em questões como religião e religiosidade, morte, solidão e também, obviamente, no amor. Segundo ele, esse diapasão entre passado e a angústia da humanidade é uma tentativa de entender onde nos perdemos. “É perceber que precisamos olhar e não só ver. Escutar e não só ouvir”, explica.

Os textos não estão só na obra. O livro, cuja edição é assinada por Ricardo Escudeiro, é experimental, brinca com as páginas e apresenta fotografias, inclusive algumas com escritas. “Esta foi a parte mais incrível do livro”, diz o autor. Juntos, ao lado de Leonardo Mathias, que desenvolveu o projeto gráfico, fizeram intervenções na livraria de Ribeiro, escrevendo poemas e versos da obra nas paredes do local. “ A Diana Barros veio e fotografou esse dia. “Então criou-se uma espécie de metalinguagem das fotos dos versos com os versos impressos, um diálogo, uma eco, uma condução de fotogramas na ideia de um filme, de um fio condutor mesmo”, explica.

Agora, com a obra pronta, ele sente extrema felicidade. “É saber que os poemas ganharam vida e eles mereciam isso. Um momento de grande afeto, de retorno e de surpreender, até porque ele difere um pouco do que alguns amigos e leitores tinham de contato com minha poesia atual. Várias questões deste livro foram apaziguadas; outras, se amplificaram.”



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Com foco na poesia, andreense Alexandre Ribeiro apresenta seu primeiro livro

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

03/11/2018 | 07:00


Dono de uma livraria no Centro de Santo André, Alexandre Ribeiro tem uma relação muito particular e próxima com o universo dos livros. Seu primeiro contato com a literatura, ainda criança, foi com o clássico Robinson Crusoé, de Daniel Defoe. Tudo se intensificou por mérito de sua mãe, sempre rodeada por pilhas de obras. No subconsciente de Ribeiro, ler era uma experiência prazerosa.

E assim se tornou, da mesma forma que escrever. Tanto que agora, em um misto de sentimentos, onde prevalecem a angústia e incompreensão das relações humanas no mundo em que vivemos, o autor andreense apresenta seu primeiro livro, Cem Milhões de Olhos (Editora Fractal, 96 páginas, R$ 38, em média). A obra, cheia de poemas, é resultado de cerca de dez anos de trabalho, entre as primeiras versões, esboços e produto final.

Frequentador de bibliotecas públicas – metade do que leu ao longo da vida foi nelas –, Ribeiro conta que “o livro está sempre circulando em torno da angústia. Nossas questões de humanidade, que partem de sensações particulares e tentam chegar ao universal”, explica o autor. E esses sentimentos podem se revelar em questões como religião e religiosidade, morte, solidão e também, obviamente, no amor. Segundo ele, esse diapasão entre passado e a angústia da humanidade é uma tentativa de entender onde nos perdemos. “É perceber que precisamos olhar e não só ver. Escutar e não só ouvir”, explica.

Os textos não estão só na obra. O livro, cuja edição é assinada por Ricardo Escudeiro, é experimental, brinca com as páginas e apresenta fotografias, inclusive algumas com escritas. “Esta foi a parte mais incrível do livro”, diz o autor. Juntos, ao lado de Leonardo Mathias, que desenvolveu o projeto gráfico, fizeram intervenções na livraria de Ribeiro, escrevendo poemas e versos da obra nas paredes do local. “ A Diana Barros veio e fotografou esse dia. “Então criou-se uma espécie de metalinguagem das fotos dos versos com os versos impressos, um diálogo, uma eco, uma condução de fotogramas na ideia de um filme, de um fio condutor mesmo”, explica.

Agora, com a obra pronta, ele sente extrema felicidade. “É saber que os poemas ganharam vida e eles mereciam isso. Um momento de grande afeto, de retorno e de surpreender, até porque ele difere um pouco do que alguns amigos e leitores tinham de contato com minha poesia atual. Várias questões deste livro foram apaziguadas; outras, se amplificaram.”

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