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Admir Jacomussi articula para disputar reeleição da mesa

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Para governo Atila, é estratégica a vitória de um nome alinhado


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

01/11/2018 | 07:00


O presidente da Câmara de Mauá, Admir Jacomussi (PRP), tenta convencer os parlamentares a apoiarem mudança na LOM (Lei Orgânica do Município) para viabilizar sua candidatura à reeleição para a presidência da Casa ao próximo biênio (2019-2020), em pleito a ser realizado em dezembro.

Atualmente, a legislação local impede que qualquer integrante da mesa diretora concorra à reeleição numa mesma legislatura.

A vitória de Admir, que é pai do prefeito Atila Jacomussi (PSB), é estratégica para o governo, tendo em vista a instabilidade jurídica criada desde o afastamento e a prisão do socialista, em maio, no âmbito da Operação Prato Feito.

O Diário apurou, porém, que o próprio presidente do Legislativo sabe que são remotas as chances de conseguir modificar o parágrafo 2º do artigo 17 da LOM e já cogita plano B para substituí-lo. Nesse contexto, o vereador Betinho Dragões (PR) seria o favorito.

Pesa também contra a tática governista o curto prazo para se colocar possível projeto de emenda à LOM nas próximas semanas. A medida ainda teria de passar pelo crivo das comissões internas. Uma delas é a de Justiça e Redação, hoje presidida pelo vereador Bodinho (PRP). O parlamentar é visto, no entanto, como obstáculo, uma vez que tem o próprio nome sondado como possível candidato à presidência ou tende a apoiar o projeto encabeçado por Neycar (SD). “A gente vai ter vários candidatos, mas meu nome estará à disposição”, desconversou Neycar.

Para emplacar aprovação da mudança na LOM, Admir precisa do apoio de pelo menos dois terços da Casa, ou seja, 16 dos 23 votos. “Se a gente conseguir mudar a lei, eu acredito na minha reeleição, mas sei que é um quórum qualificado”, admite.

A presença de Admir à frente do Legislativo mauaense traria mais conforto ao governo Atila, já que o posto é o terceiro na linha sucessória. Em julho, o socialista conseguiu deixar a prisão por força de habeas corpus no STF (Supremo Tribunal Federal) e, em setembro, reverteu seu afastamento do cargo, porém, por meio de liminar. Neste período, o Paço foi governado interinamente pela vice-prefeita Alaíde Damo (MDB), que desconfigurou o governo eleito e partiu para a disputa interna com o clã Jacomussi. 



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Admir Jacomussi articula para disputar reeleição da mesa

Para governo Atila, é estratégica a vitória de um nome alinhado

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

01/11/2018 | 07:00


O presidente da Câmara de Mauá, Admir Jacomussi (PRP), tenta convencer os parlamentares a apoiarem mudança na LOM (Lei Orgânica do Município) para viabilizar sua candidatura à reeleição para a presidência da Casa ao próximo biênio (2019-2020), em pleito a ser realizado em dezembro.

Atualmente, a legislação local impede que qualquer integrante da mesa diretora concorra à reeleição numa mesma legislatura.

A vitória de Admir, que é pai do prefeito Atila Jacomussi (PSB), é estratégica para o governo, tendo em vista a instabilidade jurídica criada desde o afastamento e a prisão do socialista, em maio, no âmbito da Operação Prato Feito.

O Diário apurou, porém, que o próprio presidente do Legislativo sabe que são remotas as chances de conseguir modificar o parágrafo 2º do artigo 17 da LOM e já cogita plano B para substituí-lo. Nesse contexto, o vereador Betinho Dragões (PR) seria o favorito.

Pesa também contra a tática governista o curto prazo para se colocar possível projeto de emenda à LOM nas próximas semanas. A medida ainda teria de passar pelo crivo das comissões internas. Uma delas é a de Justiça e Redação, hoje presidida pelo vereador Bodinho (PRP). O parlamentar é visto, no entanto, como obstáculo, uma vez que tem o próprio nome sondado como possível candidato à presidência ou tende a apoiar o projeto encabeçado por Neycar (SD). “A gente vai ter vários candidatos, mas meu nome estará à disposição”, desconversou Neycar.

Para emplacar aprovação da mudança na LOM, Admir precisa do apoio de pelo menos dois terços da Casa, ou seja, 16 dos 23 votos. “Se a gente conseguir mudar a lei, eu acredito na minha reeleição, mas sei que é um quórum qualificado”, admite.

A presença de Admir à frente do Legislativo mauaense traria mais conforto ao governo Atila, já que o posto é o terceiro na linha sucessória. Em julho, o socialista conseguiu deixar a prisão por força de habeas corpus no STF (Supremo Tribunal Federal) e, em setembro, reverteu seu afastamento do cargo, porém, por meio de liminar. Neste período, o Paço foi governado interinamente pela vice-prefeita Alaíde Damo (MDB), que desconfigurou o governo eleito e partiu para a disputa interna com o clã Jacomussi. 

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