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Geraldo Alckmin vê despencar sua votação no Grande ABC

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Tucano recebeu só 96,5 mil votos na região, quantidade inferior à de Janaina, deputada estadual eleita


Raphael Rocha
Diário do Grande ABC

22/10/2018 | 07:00


O Grande ABC virou as costas para Geraldo Alckmin (PSDB) nesta eleição. Quatro vezes governador de São Paulo e outras duas candidato tucano à Presidência da República, Alckmin recebeu, no dia 7, a pior votação em sua história política nas sete cidades.

Foram 96.563 votos no Grande ABC em sua segunda tentativa de comandar o País – o tucano terminou na quarta colocação no geral, com 5.096.349 votos (4,76 % dos válidos).

Como efeito de comparação, os mais bem votados para a Câmara Federal e para a Assembleia Legislativa, Eduardo Bolsonaro (PSL) e Janaina Paschoal (PSL), respectivamente, receberam mais adesão que Alckmin na região.

Eduardo Bolsonaro obteve 111.572 dos 1.843.735 de sufrágios de eleitores das sete cidades. No caso de Janaina, 145.814 pessoas residentes da região votaram na advogada que assinou a peça que resultou no impeachment de Dilma Rousseff (PT).

A primeira vez que o Grande ABC teve oportunidade de votar em Alckmin para um cargo majorativo foi em 2002. O tucano havia herdado o governo de São Paulo no ano anterior, com a morte do então governador Mário Covas. Buscou a reeleição e, no primeiro turno daquele pleito, convenceu 354.246 eleitores dos sete municípios.

Desde então, a votação de Alckmin na região cresceu. Em 2006, quando se candidatou pela primeira vez à Presidência, ele atingiu 622.406 sufrágios regionais – Alckmin perdeu no segundo turno para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em 2010, quando tentou, com sucesso, retornar ao Palácio dos Bandeirantes, Alckmin chegou a 620.331 votos no Grande ABC. Quatro anos depois, quando se reelegeu, a votação foi ainda maior nas sete cidades: 635.129.

Ou seja, em quatro anos, Alckmin viu reduzir em 84,8% o volume de votos no Grande ABC, região que ele sempre tratou como “melhor esquina do País”, embora, nos últimos tempos, tenha falhado com compromissos assumidos com os moradores das sete cidades. O principal caso é da Linha 18-Bronze do Metrô, que ligaria o Centro de São Bernardo com a Estação Tamanduateí, na Zona Leste da Capital. Em 2014, Alckmin assinou contrato da PPP (Parceria Público-Privada) para construir o modal, algo que até agora não saiu do papel.

“Não vejo que houve algo pontual contra o Geraldo. Houve mesmo a onda a favor do (Jair) Bolsonaro (PSL)”, analisou Márcio Canuto, coordenador do PSDB no Grande ABC. “Foi uma eleição atípica, que começou com a incerteza da campanha do Bolsonaro e a expectativa do crescimento do Geraldo. O que identificamos é que a campanha tomou o tom de não deixar o PT retornar ao poder. Durante o primeiro turno, disseminou aquela tese de que o PT poderia bater o Bolsonaro no segundo turno. Então, o povo decidiu votar no Bolsonaro para tentar acabar a eleição no primeiro (turno). Muito eleitor do Geraldo aqui na região foi de Bolsonaro por conta disso.”

Ainda na ótica de Canuto, o fato de o candidato do PSDB ao governo paulista, João Doria, ter terminado à frente no cômputo geral dos votos do Grande ABC mostra que não há rejeição ao tucanato nas sete cidades. “Mas não podemos deixar de analisar o partido. O PSDB precisa ser reinventado, oxigenado, deixar emergir novas lideranças.”
 



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Geraldo Alckmin vê despencar sua votação no Grande ABC

Tucano recebeu só 96,5 mil votos na região, quantidade inferior à de Janaina, deputada estadual eleita

Raphael Rocha
Diário do Grande ABC

22/10/2018 | 07:00


O Grande ABC virou as costas para Geraldo Alckmin (PSDB) nesta eleição. Quatro vezes governador de São Paulo e outras duas candidato tucano à Presidência da República, Alckmin recebeu, no dia 7, a pior votação em sua história política nas sete cidades.

Foram 96.563 votos no Grande ABC em sua segunda tentativa de comandar o País – o tucano terminou na quarta colocação no geral, com 5.096.349 votos (4,76 % dos válidos).

Como efeito de comparação, os mais bem votados para a Câmara Federal e para a Assembleia Legislativa, Eduardo Bolsonaro (PSL) e Janaina Paschoal (PSL), respectivamente, receberam mais adesão que Alckmin na região.

Eduardo Bolsonaro obteve 111.572 dos 1.843.735 de sufrágios de eleitores das sete cidades. No caso de Janaina, 145.814 pessoas residentes da região votaram na advogada que assinou a peça que resultou no impeachment de Dilma Rousseff (PT).

A primeira vez que o Grande ABC teve oportunidade de votar em Alckmin para um cargo majorativo foi em 2002. O tucano havia herdado o governo de São Paulo no ano anterior, com a morte do então governador Mário Covas. Buscou a reeleição e, no primeiro turno daquele pleito, convenceu 354.246 eleitores dos sete municípios.

Desde então, a votação de Alckmin na região cresceu. Em 2006, quando se candidatou pela primeira vez à Presidência, ele atingiu 622.406 sufrágios regionais – Alckmin perdeu no segundo turno para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em 2010, quando tentou, com sucesso, retornar ao Palácio dos Bandeirantes, Alckmin chegou a 620.331 votos no Grande ABC. Quatro anos depois, quando se reelegeu, a votação foi ainda maior nas sete cidades: 635.129.

Ou seja, em quatro anos, Alckmin viu reduzir em 84,8% o volume de votos no Grande ABC, região que ele sempre tratou como “melhor esquina do País”, embora, nos últimos tempos, tenha falhado com compromissos assumidos com os moradores das sete cidades. O principal caso é da Linha 18-Bronze do Metrô, que ligaria o Centro de São Bernardo com a Estação Tamanduateí, na Zona Leste da Capital. Em 2014, Alckmin assinou contrato da PPP (Parceria Público-Privada) para construir o modal, algo que até agora não saiu do papel.

“Não vejo que houve algo pontual contra o Geraldo. Houve mesmo a onda a favor do (Jair) Bolsonaro (PSL)”, analisou Márcio Canuto, coordenador do PSDB no Grande ABC. “Foi uma eleição atípica, que começou com a incerteza da campanha do Bolsonaro e a expectativa do crescimento do Geraldo. O que identificamos é que a campanha tomou o tom de não deixar o PT retornar ao poder. Durante o primeiro turno, disseminou aquela tese de que o PT poderia bater o Bolsonaro no segundo turno. Então, o povo decidiu votar no Bolsonaro para tentar acabar a eleição no primeiro (turno). Muito eleitor do Geraldo aqui na região foi de Bolsonaro por conta disso.”

Ainda na ótica de Canuto, o fato de o candidato do PSDB ao governo paulista, João Doria, ter terminado à frente no cômputo geral dos votos do Grande ABC mostra que não há rejeição ao tucanato nas sete cidades. “Mas não podemos deixar de analisar o partido. O PSDB precisa ser reinventado, oxigenado, deixar emergir novas lideranças.”
 

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