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Candidatos da região pagaram R$ 7,18 por voto recebido

EBC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Valor leva em conta média de todos os nomes do Grande ABC que disputaram pleito de deputado


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

21/10/2018 | 07:00


 Os candidatos do Grande ABC a deputado estadual e federal gastaram, em média, R$ 7,18 por cada voto recebido na eleição deste mês. Esse valor leva em consideração o total de sufrágios depositados aos 125 nomes das sete cidades que figuraram as urnas e a prestação de contas declaradas pelos próprios políticos ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Juntos, eles receberam 1,4 milhão de votos e gastaram, ao todo, R$ 10 milhões em suas campanhas. Esse valor, porém, pode sofrer acréscimo, uma vez que muitos deles ainda não prestaram contas completas à Justiça Eleitoral. Para identificar essa quantia, o Diário também incluiu no cálculo as despesas e os votos recebidos até de candidatos que tiveram seus projetos eleitorais impugnados, como nos casos de dois nomes de Mauá: Oswaldo Dias (PT), que saiu a estadual, e Júnior Orosco (PDT), a federal – esse último ainda recorre da impugnação e, se tiver êxito, pode conquistar a cadeira. 

O preço do voto (simbolicamente) desta eleição é menor do que o que foi registrado na eleição de oito anos atrás. Com o financiamento empresarial de campanha ainda em vigência – foi proibido apenas a partir do pleito de 2016 –, o custo do voto daquele ano foi de R$ 11,70.

Entre os deputados estaduais e federais eleitos da região, a média do valor do sufrágio cai para R$ 5,21. Quem mais gastou, proporcionalmente, foi Vicentinho (PT), reeleito para o quinto mandado. O petista desembolsou, ao todo, R$ 918,1 mil na sua campanha e recebeu 70,6 mil apoios nas urnas – pagou R$ 13 por adesão. 

O levantamento mostra ainda que, diferentemente de eleições anteriores, nem sempre quem despendeu mais recursos saiu vitorioso. Primeira vez como candidato a algum cargo público, Coronel Nishikawa (PSL), correligionário do presidenciável Jair Bolsonaro, gastou parcos R$ 122,34 na campanha, o que significa que o debutante em eleições despendeu apenas um centavo – a menor quantia entre os eleitos da região – para cada um dos 23.094 votos recebidos. Depois de Vicentinho, o ranking é seguido pela deputada estadual eleita Carla Morando (PSDB, que gastou R$ 6,76 por voto), o federal reeleito Alex Manente (PPS, R$ 6,04); e os estaduais Luiz Fernando (PT, R$ 4,61), Thiago Auricchio (PR, 3,47); Teonílio Barba (PT, 1,67) e Márcio da Farmácia (Podemos, R$ 1,37) (veja a lista completa acima).

PONTA DA TABELA

No quadro geral, mesmo não eleito, quem mais gastou por voto recebido foi o advogado Edison Júnior (SD), que despendeu R$ 41,97 por cada um dos 10.835 votos recebidos – sua despesa total de campanha a estadual foi de R$ 454,7 mil.

Também entre os que não conquistaram vaga nem na Assembleia Legislativa nem na Câmara dos Deputados, mas que gastaram bem acima da média entre todos, está Regina Gonçalves (PV), secretária de Habitação de Diadema. As despesas de sua campanha totalizaram R$ 866 mil e o desempenho nas urnas foi de 26.312 votos – R$ 32,91 por cada sufrágio conquistado.

Nessa mesma média está o ex-deputado estadual José Bittencourt (PRB): R$ 32,50 pago por voto – foram 24.056 sufrágios.



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