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Economia

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A arte de estudar Economia


Anderson dos Santos
Thiago Farias*

20/10/2018 | 07:05


Era o fim do século 18, alteração radical se dava na sociedade inglesa. Explosão demográfica, aliada a intensa mobilidade social, emergia. Máquinas barulhentas ofuscavam o badalar do sino eclesiástico e produtos outrora difíceis de serem obtidos se tornavam cada vez mais abundantes. É nesse contexto que professor escocês lança os fundamentos do que viria a ser uma das ciências mais fascinantes da história humana. Seu nome, Adam Smith, e a ciência que ele sistematizou viria a ser chamada de ciências econômicas, ou simplesmente economia.

Adam Smith, em 1776, mesmo ano da independência norte-americana, lançava em seu livro A Riqueza das Nações os fundamentos de uma área do conhecimento humano que se fazia necessária a fim de entender os ditames da nova sociedade que surgia com o que se convencionou chamar de Revolução Industrial. A mãe das ciências sociais, a economia, surgiu buscando entender as relações sociais sob a ótica da produção, distribuição e consumo de bens e serviços. De lá para cá muitos teóricos colaboraram para o avanço dessa ciência relativamente jovem. Começando por Smith, Ricardo e Marx, passando por Keynes, Hayek, Schumpeter e Friedman, a teoria econômica recebeu muitas contribuições, cada qual à luz do seu contexto histórico.

Hoje, quase 250 anos desde o início ‘oficial’ com Smith, as relações econômicas se alteraram profundamente. Com a evolução tecnológica, as relações sociais, comerciais e financeiras adquiriram novo significado, altamente complexo. Nos próximos 50 anos veremos mais avanços que prometem elevar os padrões atuais a patamares inimagináveis. Para futuro assim, de grandes avanços tecnológicos e fortes alterações na sociedade, o mundo necessita de mais economistas, em especial países com grande potencial de desenvolvimento como o Brasil. Esses profissionais são capacitados para analisar a sociedade e suas múltiplas relações, influenciando o curso da história humana.

Sem dúvida, a economia é mais que uma ciência, é arte. E, como toda boa arte, necessita de artistas que visem ao progresso, à inovação e à transformação. Aliás, este é o objetivo precípuo deste texto, despertar novos ‘artistas econômicos’! Estimular o surgimento de novos profissionais na área.

É difícil definir em poucas palavras uma arte. Afinal de contas, arte não se define, se contempla! Contudo, acreditamos que o fator preponderante para ingressar nesse curso fascinante é o desejo de entender o mundo. Por que alguns países são ricos e outros pobres? Por que existe tanta desigualdade social? Por que passamos por crises econômicas? A ciência econômica se propõe a responder.

A economia envolve em intrincada rede social a política, a filosofia, a sociologia, a história, a geografia e boa dose da matemática. Conforme escreveu John M. Keynes em sua épica definição: “O economista tem de possuir uma rara combinação de dons. Tem de ser matemático, historiador, estadista e filósofo em algum grau... Tem de estudar o presente à luz do passado com vistas ao futuro. Nenhuma parte da natureza humana ou das suas instituições deve cair completamente fora do seu olhar. Tem de ser voluntarioso e desinteressado numa disposição simultânea; tão indiferente e incorruptível quanto um artista, mas por vezes tão próximo da terra quanto um político”.

Ninguém compreende tão bem o mundo e suas relações como o economista. Esse profissional é único, raro, e com enorme potencial para mudar as coisas para melhor. Em média, o curso tem duração de quatro anos e, indubitavelmente, são quatro anos de muito aprendizado e evolução, pois o estudo da economia proporciona experiências únicas no âmbito profissional ou pessoal.

O curso tem vasta grade curricular, com formação que engloba temáticas como sociologia, política e história. Forte base quantitativa abrangendo a matemática, a estatística e a econometria. Sem contar, obviamente, o campo central de estudo que inclui a macroeconomia e a microeconomia, que estuda o ambiente empresarial e o comportamento do consumidor. Estuda também a economia internacional e o funcionamento do mercado financeiro.

Vale ressaltar também que, ao contrário do que muitos imaginam, a economia não lida simplesmente com cálculos matemáticos ou financeiros. Isso é apenas uma das muitas ferramentas das quais se vale para entender a dinâmica social em que vivemos. Com ampla formação acadêmica, o economista está apto a ocupar as funções de mais alto nível, seja na esfera pública ou privada, atuando normalmente em áreas como mercado financeiro, controladoria, gestão e planejamento, análise de mercado ou pesquisa científica, tudo isso a depender de suas motivações e aspirações profissionais.

O economista influencia e modifica o mundo, pois é capaz de entendê-lo e conceber ideias para transformá-lo. Parafraseando Ludwig V. Mises: “Ideias somente ideias podem transformar o mundo!” Nós transformamos, inovamos, criamos, porque somos economistas. É com esse sentimento e a vontade de melhorar nossa realidade socioeconômica que escrevemos este texto, a fim de incentivá-los a embarcar conosco nesta jornada.


* Graduandos de Ciências Econômicas da Universidade Metodista de São Paulo 



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A arte de estudar Economia

Anderson dos Santos
Thiago Farias*

20/10/2018 | 07:05


Era o fim do século 18, alteração radical se dava na sociedade inglesa. Explosão demográfica, aliada a intensa mobilidade social, emergia. Máquinas barulhentas ofuscavam o badalar do sino eclesiástico e produtos outrora difíceis de serem obtidos se tornavam cada vez mais abundantes. É nesse contexto que professor escocês lança os fundamentos do que viria a ser uma das ciências mais fascinantes da história humana. Seu nome, Adam Smith, e a ciência que ele sistematizou viria a ser chamada de ciências econômicas, ou simplesmente economia.

Adam Smith, em 1776, mesmo ano da independência norte-americana, lançava em seu livro A Riqueza das Nações os fundamentos de uma área do conhecimento humano que se fazia necessária a fim de entender os ditames da nova sociedade que surgia com o que se convencionou chamar de Revolução Industrial. A mãe das ciências sociais, a economia, surgiu buscando entender as relações sociais sob a ótica da produção, distribuição e consumo de bens e serviços. De lá para cá muitos teóricos colaboraram para o avanço dessa ciência relativamente jovem. Começando por Smith, Ricardo e Marx, passando por Keynes, Hayek, Schumpeter e Friedman, a teoria econômica recebeu muitas contribuições, cada qual à luz do seu contexto histórico.

Hoje, quase 250 anos desde o início ‘oficial’ com Smith, as relações econômicas se alteraram profundamente. Com a evolução tecnológica, as relações sociais, comerciais e financeiras adquiriram novo significado, altamente complexo. Nos próximos 50 anos veremos mais avanços que prometem elevar os padrões atuais a patamares inimagináveis. Para futuro assim, de grandes avanços tecnológicos e fortes alterações na sociedade, o mundo necessita de mais economistas, em especial países com grande potencial de desenvolvimento como o Brasil. Esses profissionais são capacitados para analisar a sociedade e suas múltiplas relações, influenciando o curso da história humana.

Sem dúvida, a economia é mais que uma ciência, é arte. E, como toda boa arte, necessita de artistas que visem ao progresso, à inovação e à transformação. Aliás, este é o objetivo precípuo deste texto, despertar novos ‘artistas econômicos’! Estimular o surgimento de novos profissionais na área.

É difícil definir em poucas palavras uma arte. Afinal de contas, arte não se define, se contempla! Contudo, acreditamos que o fator preponderante para ingressar nesse curso fascinante é o desejo de entender o mundo. Por que alguns países são ricos e outros pobres? Por que existe tanta desigualdade social? Por que passamos por crises econômicas? A ciência econômica se propõe a responder.

A economia envolve em intrincada rede social a política, a filosofia, a sociologia, a história, a geografia e boa dose da matemática. Conforme escreveu John M. Keynes em sua épica definição: “O economista tem de possuir uma rara combinação de dons. Tem de ser matemático, historiador, estadista e filósofo em algum grau... Tem de estudar o presente à luz do passado com vistas ao futuro. Nenhuma parte da natureza humana ou das suas instituições deve cair completamente fora do seu olhar. Tem de ser voluntarioso e desinteressado numa disposição simultânea; tão indiferente e incorruptível quanto um artista, mas por vezes tão próximo da terra quanto um político”.

Ninguém compreende tão bem o mundo e suas relações como o economista. Esse profissional é único, raro, e com enorme potencial para mudar as coisas para melhor. Em média, o curso tem duração de quatro anos e, indubitavelmente, são quatro anos de muito aprendizado e evolução, pois o estudo da economia proporciona experiências únicas no âmbito profissional ou pessoal.

O curso tem vasta grade curricular, com formação que engloba temáticas como sociologia, política e história. Forte base quantitativa abrangendo a matemática, a estatística e a econometria. Sem contar, obviamente, o campo central de estudo que inclui a macroeconomia e a microeconomia, que estuda o ambiente empresarial e o comportamento do consumidor. Estuda também a economia internacional e o funcionamento do mercado financeiro.

Vale ressaltar também que, ao contrário do que muitos imaginam, a economia não lida simplesmente com cálculos matemáticos ou financeiros. Isso é apenas uma das muitas ferramentas das quais se vale para entender a dinâmica social em que vivemos. Com ampla formação acadêmica, o economista está apto a ocupar as funções de mais alto nível, seja na esfera pública ou privada, atuando normalmente em áreas como mercado financeiro, controladoria, gestão e planejamento, análise de mercado ou pesquisa científica, tudo isso a depender de suas motivações e aspirações profissionais.

O economista influencia e modifica o mundo, pois é capaz de entendê-lo e conceber ideias para transformá-lo. Parafraseando Ludwig V. Mises: “Ideias somente ideias podem transformar o mundo!” Nós transformamos, inovamos, criamos, porque somos economistas. É com esse sentimento e a vontade de melhorar nossa realidade socioeconômica que escrevemos este texto, a fim de incentivá-los a embarcar conosco nesta jornada.


* Graduandos de Ciências Econômicas da Universidade Metodista de São Paulo 

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