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Pesquisa inédita revela resistência de diabéticos a aderir tratamento

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Terapia inclui readequação alimentar, atividades físicas e medicamentos


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

16/10/2018 | 07:00


O Brasil tem pelo menos 13 milhões de pessoas convivendo com a diabete, doença crônica que eleva o nível de açúcar no sangue. Com o objetivo de entender o comportamento dos portadores do tipo 2 da doença (o mais frequente), foi realizada pesquisa inédita no País, que entrevistou 500 pacientes com mais de 40 anos, de ambos os sexos e que convivem com o diagnóstico há pelo menos seis anos. Os resultados mostram que, de forma geral, os doentes têm resistência em aderir aos tratamentos, que incluem readequação da alimentação e prática de atividades físicas, além do uso de medicamentos.

De acordo com os dados, 25% das pessoas não seguem corretamente a dieta, o que compromete a eficácia do tratamento. Entre os entrevistados, moradores das principais capitais e regiões metropolitanas do Brasil, um terço não faz exercícios físicos e 13% não vão ao médico regularmente. O estudo apontou também os impactos emocionais da doença, como o medo na mudança do estilo de vida. A pesquisa foi feita a pedido da Sanofi, companhia biofarmacêutica global.

A artesã Andreia Mota, 49 anos, moradora de Santo André, foi uma das participantes do estudo. Convivendo com a doença há seis anos, ela relatou que seguir a orientação sobre a alimentação é uma das principais dificuldades. “Também estou sem convênio médico, então já há alguns meses não passo em consulta, o que deveria ser feito a cada três meses”, afirmou. “Participar do estudo vai me motivar a ter mudança no meu comportamento, realizar mais atividades físicas. Tenho feito essa reflexão e entendi a real necessidade, não adianta só tomar o medicamento.”

A endocrinologista Denise Franco, da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), destacou que o estudo ajuda a mostrar como as pessoas têm dificuldades em mudar os hábitos a partir do diagnóstico da doença.

“Não basta apenas o tratamento com medicamentos. É preciso atuar para prevenir as complicações”, explicou. “A pesquisa mostrou também que não é grande a resistência a medicamentos injetados, que normalmente são as opções mais modernas”, concluiu. Entre as consequências mais frequentes da diabete estão problemas de visão, derrame, infarto e complicações renais.



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