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Desde julho, Prometeon já dispensou 85

Fabricante afirma que houve turnover; trabalhadores pedem reintegração de sequelados


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

12/10/2018 | 07:30


Desde julho, 85 trabalhadores fábrica de pneus Prometeon (antiga Pirelli) em Santo André foram demitidos. Desses, muitos são sequelados, ou seja, sofreram acidente de trabalho ou tiveram doenças em decorrência da atividade desenvolvida.

Um dos demitidos, que pediu sigilo, afirmou que eles mantêm contato em grupo do WhatsApp e que, do total de dispensados, 15 saíram no início do mês. “Nós, trabalhadores reabilitados, queremos ser reintegrados à empresa. Por isso ingressamos com ação na Justiça”, afirma. “Saí em julho e, desde então, não consegui me recolocar. Tenho lesão no ombro, parafusos no punho e cotovelo e âncora no ombro esquerdo. Depois de muito pedir para sair da linha de montagem, nos últimos cinco meses estava realizando serviço compatível no laboratório, auxiliando o operador principal.”

Segundo a rádio peão, até o fim do ano deve ser mandado embora total de 150 profissionais, dos cerca de 2.500 que atuam na planta andreense.

Na segunda-feira, às 9h, grupo de trabalhadores irá se manifestar em frente ao Fórum Trabalhista de Santo André, no Centro. “O sindicato não quis participar deste ato, vamos só nós mesmos, pedir por nossos direitos, pela garantia de estabilidade que tínhamos até o ano passado.”

Questionada, “a Prometeon informa que todo desligamento segue critérios internos, que estão de acordo com regras de compliance (conjunto de disciplinas para fazer cumprir normas legais) e, também, com a legislação trabalhista do País. Nos últimos meses, a empresa teve turnover (rotatividade) natural da operação, que segue a demanda de mercado”.

Procurado, o Sindicato dos Borracheiros da Grande São Paulo não retornou ao contato do Diário. Em abril, durante negociação do acordo coletivo, uma das cláusulas que determinavam repasse de 10% da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) à entidade irritou os funcionários. E, em fevereiro, a fábrica deixou de trabalhar ininterruptamente para seis dias por semana, devido à redução nos pedidos, o que gerou o fim do contrato por tempo determinado de 180 profissionais.
 



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