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Sinal amarelo no varejo

A previsão de crescimento do PIB em 2012, em torno de 2%...


Dgabc

22/09/2012 | 00:00


Artigo

A previsão de crescimento do PIB em 2012, em torno de 2%, evidencia a desaceleração econômica. Ainda que o consumo das famílias se mantenha em alta, em razão dos baixos níveis de desemprego, não exibem mais o ritmo puxado pela expansão recente do crédito. O varejo de alimentos, por seu lado, mostrou em recente pesquisa da Abras (Associação Brasileira de Supermercados) pequena queda, sustentando cenário favorável para o segundo semestre, como, aliás, é tradição no setor.

O que os números favoráveis não mostram - e não existe medição sobre isso - é a queda de rentabilidade. O novo consumidor brasileiro, estimulado pela renda, fruto da política de aumento do salário-mínimo e dos programas assistenciais do governo federal, incrementou suas compras de alimentos com produtos que antes não integravam seus hábitos. O consumidor foi ávido às compras, pois crédito não faltava. Esse momento, porém, passou. A realidade do endividamento elevado forçou volta aos hábitos de consumo doméstico, que fizeram com que o tíquete médio e o mix de produtos adquiridos voltassem aos patamares do passado.

Assim, se por um lado é animador o horizonte de crescimento do consumo em 2012, com prognóstico de 4%, por outro deve fazer o empresário ter cautela, em face da perda de rentabilidade acompanhada de aumento de custos.

A macropolítica salarial, liderada pelo piso nacional, salários-mínimos regionais e a já definição para 2013 de um mínimo de R$ 670,95 (7,9% de reajuste), torna impossível imaginar valores para a categoria comerciária brasileira em patamares próximos dos índices da inflação passada (5,3%), apontando na direção de aumentos reais. O resultado certo é o acréscimo do peso da mão de obra nos custos. Teremos de conviver com perda de rentabilidade e sensível aumento de despesas, o que indica a necessidade de ações efetivas por parte dos varejistas. Na área operacional, diminuindo as perdas, que chegam no setor a 2%. Na de pessoal, estimulando os empregados com quadro de carreira ou com benefícios como assistência médica gratuita.

Enquanto o cenário econômico não acena com o sinal verde, seja qual for o porte da empresa é preciso acompanhar a evolução do panorama econômico e buscar alternativas de melhora, aprimorando a gestão e a própria operação.

Alvaro Furtado é presidente do Sincovaga (Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de São Paulo).



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