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Passado e futuro: o que os idosos e as crianças pensam sobre os rumos do Brasil

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Em meio à polarização, Diário conversou com leitores de gerações diferentes para falar sobre eleições


Júnior Carvalho
Daniel Tossato
Do dgabc.com.br

07/10/2018 | 07:00


O acirramento da eleição presidencial de 2014, quando Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) disputaram o pleito voto a voto, não terminou com o resultado das urnas daquele pleito, que apontou apertado triunfo da petista, por 51,64% a 48,36% dos votos válidos. De lá para cá, a polarização de ideias se intensificou, se fez presente nas ruas numa briga entre os que eram contra e os que eram a favor do impeachment de Dilma e, quatro anos depois, volta a pautar uma corrida presidencial.

Em meio a esse conflito e às vésperas de o Brasil entrar na segunda eleição pós-Operação Lava Jato, o Diário conversou com leitores de diferentes gerações para saber o que pensam sobre os rumos do País. De um lado, aqueles que nasceram já no início dos anos 2010, quando o brasileiro já tinha voltado há muito a se acostumar a escolher seu próprio presidente da República e que são praticamente amigos de infância dos smartphones e das redes sociais. Do outro, os que testemunharam o totalitarismo de uma ditadura militar (1964-1985), mas que, nos últimos anos, têm se decepcionado e perdido cada vez mais a confiança na política, nos políticos e no poder do voto.

De um jeito inocente, porém, esperançoso, quatro alunos da EE José Augusto Leite Franco, que visitaram a redação do Diário na última semana, falaram sobre o que acham dos nossos representantes. Brenda Caldeira, 10 anos; Eric Goulart, 9; Ana Luisa Linares, 9. e Vitor Nascimento. 9, citaram vários aspectos que esperam do próximo presidente do Brasil. Um deles, porém, é unânime entre eles: é preciso cumprir o que se promete. “Eu quero que os políticos falem a verdade, que cumpram as promessas e não roubem o povo”, resume, sem rodeios, Ana Luisa.

Entre tantos temas discutidos com eles, como racismo, machismo e homofobia, a corrupção é o principal assunto citado. A garota entrega logo qual é a percepção da nova geração com os políticos: “Acho que a maioria dos presidentes não é tão boa. Quando vai ser presidente, só rouba”, lamenta Eric. A TV, segundo eles, não é o único meio em que acabam se informando. O YouTube, plataforma de compartilhamento de vídeos, é um dos preferidos dos estudantes.

Se a recente crise humanitária enfrentada pelos povos do Oriente Médio e até da América Latina, como no caso da Venezuela, e o índice de assassinatos de LGBTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) no Brasil fossem debatidos a fundo pelos pequenos, a solidariedade e o fim da homofobia seriam os caminhos escolhidos. “Quero que eles (políticos) melhorem as cidades, que cuidem da natureza. Quero que melhorem todo o mundo, não só o nosso País. Precisamos ajudar todos os países que sofrem com seus governantes. (O presidente do Brasil) Tem que dar conselhos para os outros presidentes, para eles não ficarem roubando as pessoas, mas ajudarem. Eu quero também que o presidente faça com que o preconceito acabe, também pelos gays, pelas lésbicas”, cita Brenda.

Os clássicos problemas enfrentados há anos pelo País, como na Segurança Pública, também não ficam para trás. “Existe muito roubo”, diz Vitor, que pouco falou, mas, quando perguntado sobre o que espera para do próximo presidente, diz na lata: “Honestidade”.

Professora aposentada, Maura Olione, 71, sabe da importância do voto mesmo não sendo obrigada mais a votar. Ainda assim, ela sentencia: “Minha última eleição foi em 2014 e não quero votar mais. Vivi a época da ditadura e sei que o ato do voto é muito importante, mas só se ele for sincero. Hoje em dia não se pode confiar em nenhum político. Quando era criança imaginei um Brasil que nunca veio e acho que nunca verei. Gostaria de um País com mais Educação”, relata.

A também aposentada Maria Cleide Pedroso Tometich, 77, reafirma o desalento. “O voto é realmente muito importante e a pessoas têm que ir votar, sim. Eu mesmo fui votar em 2016, mesmo quando não precisava ir. Esse ano eu não vou, não. Vou ficar em casa e descansar”, avisa ela, que não deixa de torcer. “Quero um País com mais honestidade.”

O metalúrgico aposentado Daniel Culpo, 68, é mais um que entra na lista dos desacreditados, embora ressalte a preocupação com a polarização. “Eu mesmo estou procurando não discutir política com outras pessoas neste ano. Tenho medo que descambe para uma discussão séria ou troca de ofensas. Não há condição de discutir. Apesar de ainda precisar votar, já que estou com 68 anos, acho que este ano eu não vou votar. Não tenho vontade nenhuma, mesmo sabendo da importância do voto. Gostaria que o Brasil fosse um país com políticos honestos, mas parece que isto está difícil de acontecer. Desejo mais Saúde para os moradores do País.”

Independentemente da cor partidária preferida de cada um, a dona de casa Zilene de Jesus Silva, 82, dá a dica: “As pessoas têm que ter mais tolerância e respeitar a opção dos outros. Eu gostaria de um País com mais amor, é disso que precisamos”. 



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