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A atitude adotada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) de julgar, depois...


Dgabc

08/09/2012 | 00:00


Artigo

A atitude adotada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) de julgar, depois de sete anos, o maior caso de corrupção da história republicana brasileira é clara demonstração de que ainda há esperanças para o Brasil. A expressiva maioria dos ministros dá lição de civilidade e responsabilidade com o principal papel que lhes cabe: a de guardiões da Constituição Federal e, com certeza, farão valer essa prerrogativa.

Como é normal nas democracias, existem diversas teorias sobre o possível resultado: se o julgamento for político, em tese seria um; se o resultado for baseado na lei, seria outro. Não vejo desta forma. A imprensa que deu publicidade à Nação do escandaloso caso teve papel importante, e mostrou declarações e fatos que falam por si. Logicamente, advogados de defesa, e não poderia ser diferente, tentam desqualificar tudo o que foi feito e levantado, quer seja pela imprensa, quer seja pela Polícia Federal e Ministério Público Federal. Esquecem-se que depoimentos e declarações também são considerados provas.

O que se pode notar até o momento é clara disposição de tentar blindar alguns nomes de vistosas estrelas do PT. Nesse ponto, os contos da Carochinha são mais críveis.

Como destaquei em recente discurso na tribuna da Câmara dos Deputados, a corrupção é uma bofetada na cara do País, que aos poucos vai recuperando a capacidade de indignação com situações como essa, o que aumenta sobremaneira a responsabilidade da corte suprema do País.

A atitude é louvável e os ministros, embora indicados por diversos presidentes da República, demonstram que não irão jogar seus diplomas e carreiras, até com reconhecimento internacional, na lata do lixo. Chama a atenção recente pesquisa, na qual a maioria da população brasileira crê na existência do Mensalão, mas paradoxalmente não acredita na efetiva punição, o que leva a acreditar que o sentimento de impunidade é maior do que o de insegurança. Exemplo dessa situação: a pessoa é assaltada, o meliante preso, a pessoa de bem muda de residência porque não acredita na punição. Da mesma forma que o impeachment de um presidente eleito não abalou as estruturas da democracia, esse julgamento também não abalará, e fortalecerá as instituições e principalmente a combalida fé da população, de que há muita gente seria buscando fazer o certo.

William Dib é médico cardiologista e deputado federal PSDB-São Bernardo.

Palavra do Leitor

Ademir Medici

Gostaria de juntar-me aos demais leitores nas congratulações ao jornalista Ademir Medici pelos 25 anos da coluna Memória, neste nosso Diário. Assim como outros leitores, eu e minha mulher tomamos o café da manhã lendo o jornal e, lógico, a coluna em questão. Eu, particularmente, tenho muito apreço pelo Ademir, pois ele, há algum tempo, prestou homenagem (póstuma) à minha mãe, Dona Santas, publicando na coluna belo texto acerca de fotos que ela havia preservado, as quais mostravam alunos do antigo Colégio Cacique Tibiriçá em desfiles escolares pela Rua Marechal Deodoro. Obrigado, Ademir!

Wilson Luiz Cordeiro

São Bernardo

Concordo!

Quero externar minha gratidão às palavras do leitor Aiton Gomes (Exame da OAB, dia 3). Informo que ele não está só. A sua indignação é também a minha e de muitos outros bacharéis em Direito, e todos devem fazê-la, caso contrário as mudanças não virão, ou tardarão a se concretizar. Investimos, seriamente, cinco anos, no mínimo, de nossas vidas, mais cursinhos, estágios e ao fim somos tombados por essa prova. Tivemos aula com professores renomados de Direito, promotores de Justiça, delegados de polícia, juízes de Direito, desembargadores, vereadores e deputados etc. Vejo tudo isso não como meio de moralização e busca de excelência de uma classe laboral, mas como contenção de profissionais em um meio já quase saturado. Quantos de nós estão nessa situação e de mãos atadas? Não bastasse o que enfrentamos no meio político, agora também temos que ouvir que devemos passar em tais concursos como única opção de atuação profissional. O curso, para quem não passa no exame da ordem, fica quase que sem efeito. Na minha simples opinião, acho isso uma vergonha!

Vlamir Belfante

Santo André

Resposta

Em resposta ao leitor Moysés Cheid Junior (Ecovias, dia 23), a Artesp esclarece que a concessionária Ecovias, que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes, já informou à AES Eletropaulo que pode elaborar projeto de iluminação no trecho de planalto da Anchieta, com o objetivo de melhorar as condições de luz nesse trecho. Hoje, toda a responsabilidade de manutenção e gerenciamento da rede local cabe à AS Eletropaulo. A Artesp mantém fiscalização regular do sistema junto à Ecovias, com o objetivo de manter a segurança do usuário. Quanto aos caminhões na faixa esquerda citados pelo leitor, é importante ficar claro que a fiscalização de veículos é de responsabilidade da Polícia Rodoviária. No ano passado, já foram implantadas medidas na Rodovia dos Imigrantes para impedir tal prática pelos caminhoneiros, inclusive com a fiscalização e autuação por câmeras de vídeo. O resultado tem sido bom, com a redução no número de acidentes. Portanto, não há abandono da Rodovia Anchieta.

Artesp

A céu aberto

Venho, através deste Diário, divulgar a minha indignação por estar assistindo mais uma vez essa briga política, enquanto tenho de correr de um lado para o outro atrás de órgãos como Semasa e Prefeitura de Santo André para ver se consigo a canalização de pequeno córrego em frente à minha casa, onde por duas vezes, recentemente em janeiro, perdi bens materiais. Solicitei por várias vezes, e sempre a mesma promessa de que está sendo estudado. Mas nada de solução! Agora, visto que estamos em época de eleição, estou mais uma vez tentando, antes que seja tarde e as chuvas de verão comecem novamente. A única certeza é a de que da minha parte e da minha família não terão nossos votos, pois a descrença em quem já entrou e saiu é verídica, de nada fazer o que se promete. Tenho esperança de que agora ouçam a voz de uma eleitora e não mais a de cidadã que paga todos seus impostos em dia.

Eliane Lorentino Viera do Amaral

Santo André

Sandices

Para o digníssimo ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, considerado um dos melhores juristas do País, o Supremo Tribunal Federal cometeu erros graves ao condenar seu cliente do Banco Rural. E? Se eu fosse advogada de banqueiro diria o mesmo para salvaguardar os milhões que receberia em honorários, mas não custa perguntar: o renomado jurista pretende recorrer a quem, já que o julgamento corre na Suprema Corte? Deus? E nós, brasileiros, ainda precisamos dormir com essas sandices ditas em tom de ‘probo saber'!

Beatriz Campos

Capital



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