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Gafisa transfere sede para São Caetano

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Construtora será sétima empresa de capital aberto na região e quarta maior arrecadadora da cidade


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

04/10/2018 | 07:30


A construtora Gafisa está transferindo sua sede de São Paulo para São Caetano e, além disso, também fechou filial no Rio de Janeiro para concentrar as operações no Grande ABC. Dessa forma, a cidade ganha mais uma grande empresa, que deve se tornar uma das quatro maiores arrecadadoras de impostos da cidade, ao lado de General Motors, Petrobras e Via Varejo. Junto com esta última, a Gafisa passará a ser segunda companhia com capital aberto do município, e a sétima da região.

“O envolvimento da Gafisa com a construção do Espaço Cerâmica, uma vez que a companhia realizou a incorporação de algumas torres do complexo, acabou atraindo a empresa para São Caetano”, avalia o prefeito José Auricchio Júnior (PSDB), ao citar o potencial imobiliário da cidade. “Embora ainda não saibamos quantos colaboradores serão transferidos para cá, e quantos serão contratados, hoje a companhia possui 1.500 funcionários diretos. Ou seja, o impacto será enorme para a economia do município, já que é certo que a empresa irá gerar mais empregos, renda e impostos. Sem contar a movimentação no comércio local.”

A Gafisa é uma das empresas líderes do mercado imobiliário brasileiro com foco em empreendimentos comerciais e residenciais de médio e alto padrões, e tem como principais acionistas fundos de investimento internacionais, como o GWI Group (31,41%), o River and Mercantile Asset Management LLP (10,17%), Wishbone Management LP (6,04%) e o Deutsche Bank (4,41%).

Para Auricchio, a construtora ajudará a projetar o nome da cidade não somente em todo o País como mundo afora.

IMBRÓGLIO - A decisão de transferir a sede da Capital para São Caetano foi tomada após mudança da diretoria da companhia, incluindo o então CEO Sandro Gamba, que cedeu lugar a Ana Recart, conforme ata de assembleia disponível no site da construtora direcionada a informar os investidores.

Depois de registrar prejuízo de R$ 198 milhões no segundo trimestre, acumulando perdas de R$ 290 milhões no primeiro semestre, o maior acionista da construtora, o GWI Group, convocou assembleia para realizar mudanças no conselho de administração.

A transferência da sede foi votada pelos conselheiros, com abstenção de apenas dois, Eric Alencar e Tomás Awad, que concordaram com a saída da sede social, então situada na Avenida das Nações Unidas, em São Paulo, mas se opuseram à vinda à região.

Na justificativa, eles afirmaram: “A empresa não tem volume significativo de negócios em São Caetano. Fornecedores, parceiros e clientes, em sua grande maioria, estão em São Paulo. Mudança para São Caetano deve resultar na perda de mão de obra qualificada, que pode gerar descontinuidade relevante nos negócios. Perderemos os mais qualificados. Deveríamos mudar para a região da Berrini, Paulista ou Vila Olímpia”. No entanto, ambos foram voto vencido.

De acordo com a Gafisa, no momento ela não se pronunciará a respeito de maiores detalhes, como quando a transferência será concluída ou quantos funcionários serão realocados na cidade, além de quantos serão contratados para atuar na região. O novo endereço também ainda não foi divulgado.
 



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Gafisa transfere sede para São Caetano

Construtora será sétima empresa de capital aberto na região e quarta maior arrecadadora da cidade

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

04/10/2018 | 07:30


A construtora Gafisa está transferindo sua sede de São Paulo para São Caetano e, além disso, também fechou filial no Rio de Janeiro para concentrar as operações no Grande ABC. Dessa forma, a cidade ganha mais uma grande empresa, que deve se tornar uma das quatro maiores arrecadadoras de impostos da cidade, ao lado de General Motors, Petrobras e Via Varejo. Junto com esta última, a Gafisa passará a ser segunda companhia com capital aberto do município, e a sétima da região.

“O envolvimento da Gafisa com a construção do Espaço Cerâmica, uma vez que a companhia realizou a incorporação de algumas torres do complexo, acabou atraindo a empresa para São Caetano”, avalia o prefeito José Auricchio Júnior (PSDB), ao citar o potencial imobiliário da cidade. “Embora ainda não saibamos quantos colaboradores serão transferidos para cá, e quantos serão contratados, hoje a companhia possui 1.500 funcionários diretos. Ou seja, o impacto será enorme para a economia do município, já que é certo que a empresa irá gerar mais empregos, renda e impostos. Sem contar a movimentação no comércio local.”

A Gafisa é uma das empresas líderes do mercado imobiliário brasileiro com foco em empreendimentos comerciais e residenciais de médio e alto padrões, e tem como principais acionistas fundos de investimento internacionais, como o GWI Group (31,41%), o River and Mercantile Asset Management LLP (10,17%), Wishbone Management LP (6,04%) e o Deutsche Bank (4,41%).

Para Auricchio, a construtora ajudará a projetar o nome da cidade não somente em todo o País como mundo afora.

IMBRÓGLIO - A decisão de transferir a sede da Capital para São Caetano foi tomada após mudança da diretoria da companhia, incluindo o então CEO Sandro Gamba, que cedeu lugar a Ana Recart, conforme ata de assembleia disponível no site da construtora direcionada a informar os investidores.

Depois de registrar prejuízo de R$ 198 milhões no segundo trimestre, acumulando perdas de R$ 290 milhões no primeiro semestre, o maior acionista da construtora, o GWI Group, convocou assembleia para realizar mudanças no conselho de administração.

A transferência da sede foi votada pelos conselheiros, com abstenção de apenas dois, Eric Alencar e Tomás Awad, que concordaram com a saída da sede social, então situada na Avenida das Nações Unidas, em São Paulo, mas se opuseram à vinda à região.

Na justificativa, eles afirmaram: “A empresa não tem volume significativo de negócios em São Caetano. Fornecedores, parceiros e clientes, em sua grande maioria, estão em São Paulo. Mudança para São Caetano deve resultar na perda de mão de obra qualificada, que pode gerar descontinuidade relevante nos negócios. Perderemos os mais qualificados. Deveríamos mudar para a região da Berrini, Paulista ou Vila Olímpia”. No entanto, ambos foram voto vencido.

De acordo com a Gafisa, no momento ela não se pronunciará a respeito de maiores detalhes, como quando a transferência será concluída ou quantos funcionários serão realocados na cidade, além de quantos serão contratados para atuar na região. O novo endereço também ainda não foi divulgado.
 

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