Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 16 de Maio

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

diarinho@dgabc.com.br | 4435-8396

Amizade entre crianças e cavalos só traz benefícios

Fotos: Nario Barbosa Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Paixão por cavalos faz com que crianças busquem aulas que ensinam técnicas especiais e respeito


Tauana Marin
Diário do Grande ABC

30/09/2018 | 07:00


Mesmo não sendo modalidade muito popular no Brasil, o hipismo (esporte realizado sobre o cavalo) gera paixão de pequenos cavaleiros e amazonas. O que começa por diversão e admiração pelo animal se transforma em assunto sério para os praticantes, que, com o tempo, podem ser inseridos em competições do gênero.

Um reduto local para treinar são as instalações do Cesb (Centro Equestre de São Bernardo), no bairro Batistini. O espaço recebe pessoas de todas as idades, que desembolsam valor um tanto quanto alto para realizar as aulas.

Leonardo Garcia Nunes de Souza, 8 anos, pratica o esporte há cinco e teve que vencer certo medo inicial para subir no animal e se equilibrar. “Você não consegue galopar logo no começo. Hoje, com os treinos, realizo saltos e ando normalmente.” O menino conta que pratica outros esportes, como natação e judô, e se encantou com a modalidade. “Além de gostar de cavalgar, aprendi muitas coisas, como a respeitar o animal. Ele é igual a gente: às vezes não está bem e precisamos tentar com cuidado.”

Entre os ensinamentos de detalhes, o morador de São Caetano aprendeu que o calcanhar deve ficar sempre baixo, no caso de perder a rédea (item de montaria usado para direcionar o cavalo). Segundo ele, isso ajuda a prevenir machucados caso haja uma queda.

Quem também participa das atividades é Julie-Anne Emy Josepha Miralves, 11 anos. Nascida na França, ela se mudou para São Paulo aos 2 anos e sempre foi apaixonada por cavalos. “Eles são muito especiais e fazem coisas incríveis. Gosto de observar o comportamento deles”, comenta. “Além disso, gosto de desafios e é legal pegar um cavalo mais difícil e teimoso, e, depois de um tempo, ele ser seu companheiro.” A jovem pratica os saltos e também treina adestramento, ambas modalidades que fazem parte dos Jogos Olímpicos. “Meus irmãos e minha mãe fizeram equitação. Dei continuidade familiar porque adoro a conexão com os cavalos. Me faz muito bem.”

A empolgação sobre esse universo tem agitado o cotidiano de Lucas Picolin de Arruda, 8, com quatro treinos semanais no centro equestre. “Ganhei muito equilíbrio e concentração depois que comecei. Andar a cavalo, além do esporte, é muito divertido. Adoro estar na natureza.” Em viagens junto com a família, a preferência é por destinos que disponibilizem montaria. “Desejo andar de cavalo a vida toda,”, afirma o garoto.

Pessoas têm conexão com o animal

O hipismo (ou equitação) é uma prática muito antiga. A atividade se desenvolveu mais fortemente no século 20, com a criação das primeiras pistas com obstáculos exclusivamente para os saltos. No entanto, a parceria entre o cavalo e o ser humano deu os primeiros passos no início da civilização, quando o animal começou a ser utilizado como meio de locomoção.

Com o passar do tempo, as crianças que praticam hipismo e treinam sempre com mesmo companheiro (cavalo ou égua) conseguem estabelecer relação de respeito com o bicho, que aprende a obedecer os comandos. Mesmo assim, não é possível prever as reações deste ou qualquer outra espécie da natureza. Por esse motivo, além da roupa característica na modalidade, caso de calça branca (chamada culote), camisa polo e botas, é necessário ter equipamentos de segurança, como colete e capacete. Esses acessórios evitam que a pessoa se machuque em caso de quedas.

Para quem deseja cavalgar e participar das aulas, o aconselhável é que tenha idade mínima de 6 anos, podendo acontecer um pouco antes (o que varia diante do porte físico do indivíduo e avaliação de um profissional).

Ação é usada para prática terapêutica

Além da prática esportiva e de lazer, montar em cavalos faz parte da rotina de muitas crianças e adultos que possuem algum tipo de deficiência, seja ela física ou intelectual, com distúrbios psíquicos e problemas de relacionamento pessoal, a exemplo de fobias (medos específicos de certas coisas), depressão, ansiedade, dificuldade de aprendizagem, deficit de atenção e hiperatividade.

O método terapêutico serve para ajudar no equilíbrio do corpo, sustentação de tronco e cabeça, melhora do tônus muscular e aumento da força, este último auxiliando bastante aqueles que não andam.

A socialização com o animal (também chamada de equoterapia, equiterapia ou hipoterapia) auxilia o paciente a ficar mais calmo por promover sensação de bem-estar, além de melhorar a coordenação motora ao passar as mãos ou ao alimentar o cavalo. Instrutores ficam o tempo todo guiando o bicho e dão suporte ao participante, dependendo da dificuldade de cada uma.

Consultoria de Clóvis Spinelli Junior, instrutor de quitação do Cesb (Centro Equestre de São Bernardo).  



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;