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Movimento por voto da região já mira 2022

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ideia é que conscientização por adesões a nomes do Grande ABC seja permanente


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

24/09/2018 | 07:22


Reeditado neste ano, duas décadas depois de criado, o movimento encampado por entidades da sociedade civil de conscientização para que eleitores do Grande ABC votem em candidatos que pertençam à região já mira o pleito de 2022.

A pouco mais de dez dias da corrida eleitoral de outubro, a mobilização para eleger figuras políticas com domicílio eleitoral nas sete cidades e, assim, aumentar a representatividade da região na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados já neste pleito, seguirá articulada até 7 de outubro. Porém, já tem olhos nas disputas estadual e federal de daqui quatro anos.

Paulo Cesar Ferrari, presidente da agência Octopus, que integra o movimento – intitulado Quem é do ABC Vota pelo ABC – evita fazer estimativas de quantos deputados eleger já neste pleito, mas destaca a importância do que chamou de “estancar a sangria”, em referência à queda do número de deputados com base na região eleitos nas eleições dos últimos anos. “Precisamos fazer com que essa iniciativa não pare, que continue sendo permeada e que a gente consiga consolidar essa ideia no próximo pleito”, salientou Ferrari, que não quis exemplificar o tamanho da bancada ideal. “O desejado qual é? A gente vem perdendo e perdendo (deputados eleitos) e aonde vamos parar? Não dá (para estimar), não temos pesquisas. Minimamente, se a gente conseguir repetir o que a gente já elegeu...”

Atualmente, o Grande ABC conta com seis parlamentares, sendo dois federais e quatro estaduais. Porém, foram eleitos nove nomes da região nas eleições de 2014. De lá para cá, na Assembleia, a região perdeu três nomes: Vanessa Damo (MDB) teve o mandato cassado por crime eleitoral, enquanto que Orlando Morando (PSDB), de São Bernardo, e Atila Jacomussi (PSB), de Mauá, renunciaram aos mandatos após eleitos prefeitos, em 2016.

Quando foi criado, em 1994, o então chamado Vote no Grande ABC ajudou a eleger cinco deputados federais e outros oito estaduais com base na região. Naquele ano, a região contava com 1,4 milhões de eleitores. Atualmente, esse universo é de 2,1 milhões de votantes nas sete cidades.

FICHA - Neste ano, a região tem 126 nomes do próprio quintal na disputa por cadeiras nos parlamentos. A mobilização elencou todos eles em um site (www.votepeloabc.com.br), criado com o objetivo de ajudar o eleitor do Grande ABC a escolher seu candidato ‘conterrâneo’, apresentando foto, número, o currículo de cada um, propostas e até o contato deles. Nem todos os nomes, porém, estão com a ficha completa no portal. Esse papel, explica Ferrari, ficou sob a responsabilidade dos próprios candidatos. “É uma pena que nem todos tenham se dedicado tanto a fornecer as informações. O movimento chegou para (ajudar a eleger) todo mundo. Os candidatos tinham de preencher os requisitos”, lamentou.
 



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