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Cheidde Júnior tem prisão decretada


Artur Rodrigues
Do Diário do Grande ABC

05/04/2006 | 08:11


A Justiça de São Bernardo decretou na noite de segunda-feira prisão temporária de 15 dias do empresário Felipe Cheidde Júnior, suspeito do assassinato do comerciante Maurício Vieira da Cruz, 19 anos. O rapaz foi baleado na madrugada de segunda-feira, dia 20 de março, no Jardim Farina, São Bernardo. O motorista de Cheidde Júnior, o soldado da Polícia Militar Weiden Alves, teve prisão temporária de 15 dias renovada.

O primeiro pedido de prisão do empresário, filho do ex-deputado federal Felipe Cheidde,  havia sido negado pela Justiça. O delegado Pietratonio Araújo, titular do 6ºDP e responsável pelo inquérito, insistiu no pedido. Agora, a Polícia Civil espera que o averiguado se apresente voluntariamente e, ao mesmo tempo, faz diligências para localizá-lo. O que, segundo a defesa do empresário, será difícil. Isso porque ele permanecerá em local “incerto e não sabido” até resultado de pedido de habeas-corpus a ser impetrado nesta quarta-feira, no Tribunal de Justiça.

“Para nós, é um pouco estranho essa medida coercitiva. Ele (Cheidde Júnior) nunca se omitiu a nada, sempre se apresentou voluntariamente”, alega Nilton Massik, advogado do suspeito.

Veículo idêntico à Mercedes-Benz preta do empresário, modelo SL 500, que vale mais de R$ 500 mil, foi visto na cena do crime por algumas testemunhas. A polícia afirma não ter versões sobre o que teria motivado o crime. As provas técnicas devem decidir se os suspeitos serão indiciados. Entre os testes requisitados pela Polícia Civil, estão os exames residuográficos das mãos de Cheide Júnior, de seu motorista e do carro. Um resultado positivo para resíduos de pólvora dentro do veículo complicaria a situação dos dois averiguados.

O motorista do empresário, o soldado Weiden Alves, foi visto na noite do crime por um tenente da PM. Ele teria estacionado em um local proibido e, para permanecer na vaga, teria se identificado ao oficial. Mais tarde, ao ouvir a descrição do veículo visto na cena do crime, desconfiou do PM. Em seu depoimento à polícia, Weiden Alves afirma que esteve durante toda a noite em companhia de Cheidde Júnior, em local (não divulgado) que não o da tentativa de assassinato.

O empresário afirma que, em alguns momentos, não esteve com o PM. O crime ocorreu à 1h50. Horário para o qual Cheidde Júnior garante, por meio de sua defesa, ter álibi que ateste que estava em outro local.

Segundo a família da vítima, o rapaz voltava do trabalho em uma banca de pastéis quando foi baleado cinco vezes – no tórax, barriga e perna. No Hospital Anchieta, onde ficou cerca de dois dias internado antes de morrer, o rapaz disse à mãe, Santa Vieira da Cruz, que ouviu os tiros, mas pensou não ser o alvo dos disparos. A única coisa de que lembrava era que os tiros vinham que um carro similar à Mercedes preta, vista por outras testemunhas na cena do crime.


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