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Incertezas das eleições derrubam vendas de pequenos negócios da região

Em julho, receita ficou R$ 551,8 mi menor em relação ao mês anterior


Soraia Abreu Pedrozo
Yara Ferraz

15/09/2018 | 07:07


As incertezas em torno das eleições presidenciais de outubro derrubaram as vendas das MPEs (Micro e Pequenas Empresas) do Grande ABC em julho. Após terem apresentado aumento nas receitas no mês anterior, por conta do represamento de mercadorias provocado pela greve dos caminhoneiros, as pequenas firmas sentiram o impacto do pé no freio do consumo diante do cenário econômico incerto.

O fato de a indústria automobilística ter reduzido significativamente o ritmo de exportações também impactou o emprego na indústria, uma vez que as encomendas recuaram e, as terceirizadas, a fim de reduzir gastos, realizam cortes. A Argentina, principal parceiro comercial da região, passa por sérias dificuldades financeiras que respingam nas sete cidades.

Os caixas das MPEs registraram, em julho, R$ 2,96 bilhões. O montante é R$ 551,8 milhões inferior (-15,7%) ao verificado no mês anterior. “A indústria foi muito afetada pela crise e necessita de maior oferta de financiamento e a condições mais atraentes”, afirma o consultor do Sebrae-SP Pedro João Gonçalves.

Ele aponta que a economia brasileira passa por recuperação lenta e gradual, e a região acompanha esse ritmo. “O fato de o Grande ABC estar se recuperando frente a base mais deprimida dá falsa impressão de retomada, por conta do crescimento dos índices.”

De fato, na comparação com julho de 2017, houve acréscimo de R$ 523,8 milhões (+21,5%), no entanto, o faturamento do período tinha sido o menor de toda a série histórica do indicador, por isso a alta expressiva. A base fraca de comparação também puxou para cima o resultado no acumulado do ano, quando as vendas renderam R$ 21,6 bilhões, alta de R$ 4,2 bilhões (+24,1%) em relação ao período de janeiro a julho de 2017.

“O setor metalmecânico cresceu mais por conta de importações. Ele é um puxador do efeito em cadeia, que movimenta empresas de comércio e serviços, como vigilância, limpeza e manutenção de máquinas”, explica.

A tendência, na avaliação de Gonçalves, é a de que melhora eficaz ocorra somente após as eleições. Até lá, o ritmo das atividades deve ser fraco.
 



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Incertezas das eleições derrubam vendas de pequenos negócios da região

Em julho, receita ficou R$ 551,8 mi menor em relação ao mês anterior

Soraia Abreu Pedrozo
Yara Ferraz

15/09/2018 | 07:07


As incertezas em torno das eleições presidenciais de outubro derrubaram as vendas das MPEs (Micro e Pequenas Empresas) do Grande ABC em julho. Após terem apresentado aumento nas receitas no mês anterior, por conta do represamento de mercadorias provocado pela greve dos caminhoneiros, as pequenas firmas sentiram o impacto do pé no freio do consumo diante do cenário econômico incerto.

O fato de a indústria automobilística ter reduzido significativamente o ritmo de exportações também impactou o emprego na indústria, uma vez que as encomendas recuaram e, as terceirizadas, a fim de reduzir gastos, realizam cortes. A Argentina, principal parceiro comercial da região, passa por sérias dificuldades financeiras que respingam nas sete cidades.

Os caixas das MPEs registraram, em julho, R$ 2,96 bilhões. O montante é R$ 551,8 milhões inferior (-15,7%) ao verificado no mês anterior. “A indústria foi muito afetada pela crise e necessita de maior oferta de financiamento e a condições mais atraentes”, afirma o consultor do Sebrae-SP Pedro João Gonçalves.

Ele aponta que a economia brasileira passa por recuperação lenta e gradual, e a região acompanha esse ritmo. “O fato de o Grande ABC estar se recuperando frente a base mais deprimida dá falsa impressão de retomada, por conta do crescimento dos índices.”

De fato, na comparação com julho de 2017, houve acréscimo de R$ 523,8 milhões (+21,5%), no entanto, o faturamento do período tinha sido o menor de toda a série histórica do indicador, por isso a alta expressiva. A base fraca de comparação também puxou para cima o resultado no acumulado do ano, quando as vendas renderam R$ 21,6 bilhões, alta de R$ 4,2 bilhões (+24,1%) em relação ao período de janeiro a julho de 2017.

“O setor metalmecânico cresceu mais por conta de importações. Ele é um puxador do efeito em cadeia, que movimenta empresas de comércio e serviços, como vigilância, limpeza e manutenção de máquinas”, explica.

A tendência, na avaliação de Gonçalves, é a de que melhora eficaz ocorra somente após as eleições. Até lá, o ritmo das atividades deve ser fraco.
 

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