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Palácio de mármore surpreende conselheiros

Vistoria, realizada ontem no salão nobre do Moinho São Jorge, visa o tombamento da área


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

14/09/2018 | 07:00


Amplo salão com mármores cor-de-rosa na parede, sacadas e jardim suspenso onde já foram cultivadas mudas de trigo, guaraná, mandioca, cacau, erva-mate e cana-de-açúcar; mobiliário e objetos decorativos com mais de três décadas de idade. Foi este o cenário encontrado pelos integrantes do conselho do patrimônio de Santo André em vistoria, ontem, ao espaço tradicional, no Moinho São Jorge, na Avenida dos Estados. 

Conforme a presidente do Comdephaapasa (Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico-Urbanístico e Paisagístico de Santo André), Silvia Passarelli, o local detém estado de conservação adequado. “Ficamos muito satisfeitos”, resaltou. A empresa não autorizou, entretanto, que a imprensa acompanhasse a vistoria nem que imagens do local fossem divulgadas.

A vistoria faz parte do processo de estudos para tombamento da capela e do salão de festas do moinho, conhecido como palácio de mármore. O local abrigou célebres festas em um passado distante e foi aberto em poucas ocasiões nas últimas duas décadas para eventos sociais. Inicialmente, o objetivo era vistoriar o salão de festas e a capela, mas devido à dificuldades operacionais no acesso ao espaço, apenas o salão foi vistoriado. A expectativa é que o conselho possa visitar a outra dependência ainda este ano. “Ficou evidente que o proprietário tem interesse na conservação e no tombamento”, pontuou o vice-presidente do órgão, Marco Moretto Neto.

O vice-presidente explicou que assim que a vistoria puder ser feita de forma total, o conselho vai deliberar pelo tombamento ou não das instalações. “O moinho é um elemento importante para a cidade e para a industrialização e desenvolvimento de todo do Grande ABC”, declarou. Moretto Neto lembrou que as duas dependências que são alvo do estudo estabeleceram a relação da empresa com a comunidade, sendo abertos para eventos e visitações dos munícipes. 

EMOÇÃO

A visita ao salão de mármore do Moinho São Jorge foi emocionante para o aposentado Adalberto Dias Almeida, 79 anos, presidente do Instituto do Patrimônio do Grande ABC e representante da sociedade civil no Comdephaapasa. Foi naquele mesmo salão, há 58 anos, durante uma festa de formatura, que Dias pediu em casamento sua esposa, Maria Rita Formigoni Almeida, 79. O casal tinha 21 anos de idade. “Tive uma surpresa muito agradável, trouxe (à tona) muitos momentos de alegria”, afirmou, elogiando o estado de conservação das instalações. “Faltou apenas o cenário de festa e a cidade iluminada no entorno”, completou.



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Palácio de mármore surpreende conselheiros

Vistoria, realizada ontem no salão nobre do Moinho São Jorge, visa o tombamento da área

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

14/09/2018 | 07:00


Amplo salão com mármores cor-de-rosa na parede, sacadas e jardim suspenso onde já foram cultivadas mudas de trigo, guaraná, mandioca, cacau, erva-mate e cana-de-açúcar; mobiliário e objetos decorativos com mais de três décadas de idade. Foi este o cenário encontrado pelos integrantes do conselho do patrimônio de Santo André em vistoria, ontem, ao espaço tradicional, no Moinho São Jorge, na Avenida dos Estados. 

Conforme a presidente do Comdephaapasa (Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico-Urbanístico e Paisagístico de Santo André), Silvia Passarelli, o local detém estado de conservação adequado. “Ficamos muito satisfeitos”, resaltou. A empresa não autorizou, entretanto, que a imprensa acompanhasse a vistoria nem que imagens do local fossem divulgadas.

A vistoria faz parte do processo de estudos para tombamento da capela e do salão de festas do moinho, conhecido como palácio de mármore. O local abrigou célebres festas em um passado distante e foi aberto em poucas ocasiões nas últimas duas décadas para eventos sociais. Inicialmente, o objetivo era vistoriar o salão de festas e a capela, mas devido à dificuldades operacionais no acesso ao espaço, apenas o salão foi vistoriado. A expectativa é que o conselho possa visitar a outra dependência ainda este ano. “Ficou evidente que o proprietário tem interesse na conservação e no tombamento”, pontuou o vice-presidente do órgão, Marco Moretto Neto.

O vice-presidente explicou que assim que a vistoria puder ser feita de forma total, o conselho vai deliberar pelo tombamento ou não das instalações. “O moinho é um elemento importante para a cidade e para a industrialização e desenvolvimento de todo do Grande ABC”, declarou. Moretto Neto lembrou que as duas dependências que são alvo do estudo estabeleceram a relação da empresa com a comunidade, sendo abertos para eventos e visitações dos munícipes. 

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A visita ao salão de mármore do Moinho São Jorge foi emocionante para o aposentado Adalberto Dias Almeida, 79 anos, presidente do Instituto do Patrimônio do Grande ABC e representante da sociedade civil no Comdephaapasa. Foi naquele mesmo salão, há 58 anos, durante uma festa de formatura, que Dias pediu em casamento sua esposa, Maria Rita Formigoni Almeida, 79. O casal tinha 21 anos de idade. “Tive uma surpresa muito agradável, trouxe (à tona) muitos momentos de alegria”, afirmou, elogiando o estado de conservação das instalações. “Faltou apenas o cenário de festa e a cidade iluminada no entorno”, completou.

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