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Educação na mira das corporações


Do Diário do Grande ABC

13/09/2018 | 14:23


A história da Educação pública e de massa no Brasil ganhou impulso com demandas impostas pela urbanização e industrialização iniciadas com (Getúlio) Vargas e impulsionadas por JK (Juscelino Kubitschek). O Estado é o elemento chave no processo, fomentando, ao mesmo tempo, uma nova estrutura produtiva e o suporte na qualificação dos trabalhadores. O analfabetismo vai cedendo terreno aos poucos e as letras se incorporam ao cotidiano dos brasileiros. A escola, antes privilégio de ricos e brancos, agrega gradativamente pobres e negros.

Esse processo não se fez sem contradições, mas a crise da Educação brasileira assumiu maior complexidade nos anos 1960. Primeiro com o golpe de 1964, cujo modelo militar era claramente avesso ao pensamento crítico. Na redemocratização o mantra do mercado livre do governo FHC (Fernando Henrique Cardoso) abriu as portas à privatização. Nos governos petistas o protagonismo do Estado na defesa da Educação pouco avançou.

No governo (Michel) Temer a PEC 95 congela gastos em Educação por 20 anos e mostra que as coisas podem piorar. Com décadas de desinvestimentos a crise não é surpresa. A escola pública não tem muito a oferecer num País de economia subordinada, reprimarizada e financista. São Paulo é um caso significativo nesse processo deliberado de deterioração. Aprovação automática e carreira desvalorizada são símbolos do descaso, que se espalham pelo território nacional.

Pela via das políticas públicas o ensino médio e fundamental no Brasil sobrevive pelo esforço de professores e estudantes empenhados no bom andamento da Educação. Escolas qualificadas para filhos dos ricos existem há muito, e os sinais de um novo modelo de gestão a partir da presença de grandes corporações no ensino básico começam a surgir. Que modelo é esse? O mesmo do ensino superior privado, expandido para o médio e fundamental, que passa pela destinação de verbas públicas – Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e Prouni (Programa Universidade para Todos) – às grandes corporações, que assumem escolas com promessa de redenção.

O filme é conhecido e o final infeliz: publicidade massiva e recursos abundantes escondem ensino de qualidade duvidosa e corpo docente mal remunerado. Negócios se sobrepõem ao plano educacional. A boa nova é que a Educação pública laica e de qualidade é possível pelo cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação, com ensino integral, qualificação de profissionais, melhores condições salariais e de trabalho, investimento em infraestrutura, plano de carreira e 10% do PIB (Produto Interno Bruto).

Ricardo Alvarez, professor do ensino médio, leciona na Fundação Sto.André.

Palavra do leitor

Remédio de alto custo

 Gostaria de questionar a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo se o projeto para descentralização da farmácia de alto custo, hoje centralizada no Hospital Mário Covas, foi concluído. No dia 11 de agosto, há mais de um mês, a secretaria registrou nesta coluna, após questionamento que fiz, que estava negociando com os municípios e que já havia se reunido com os representantes via Consórcio do Grande ABC e que aguardava o envio de propostas e pareceres dos municípios. Acredito que um assunto de tamanha importância como este, já deveria a muito tempo ter sido finalizado e descentralizado. O que os municípios têm a dizer face esta situação? A secretaria tem alguma novidade?

Thiago Scarabelli Sangregorio

São Bernardo

‘Gato’

 Sobre a reportagem sobre prisão de dono de hotel por por furto de energia’ (Setecidades, ontem), gostaria de parabenizar pelo combate ao roubo de eletricidade. A minha discordância é com relação à declaração do gerente comercial da Eletropaulo, frisando que a empresa é aberta a negociações. Tenho uma padaria em Mauá e, como cliente de média tensão, sofri dois cortes de energia após atrasar a conta por 16 dias. A regra para a média tensão é que o corte ocorre após o 16º dia do vencimento e a negociação é possível após 50 dias. No mês passado solicitei a prorrogação do prazo de 20 de julho para 20 de agosto e tive o pedido negado. Fui informado que a partir de 13 de agosto estava sujeito a corte. Com muito sacrifício, realizamos o pagamentoem 16 de agosto, às 9h55 e, às 10h10 do mesmo dia, o caminhão com a equipe especializada apareceu. Sendo um monopólio, não está correta o modo de negociar e gostaria de, por meio deste Diário, solicitar alteração na forma de negociação e o corte ocorrer após 50 dias de atraso, como ocorre com clientes de baixa tensão com opção de parcelamento após 30 dias do vencimento.

Yoshio Fujishige

Mauá

Doença

 Pronto, bastou ir para a cadeia e já começa aparecer as doenças. O senhor Eduardo Azeredo, condenado a 20 anos pelo Mensalão, baixou no hospital. É câncer, pneumonia, caxumba, gripe, paralisia, sarampo, úlcera, coqueluche, asma, cleptomania, reumatismo, cistite, hérnia, hipocrisia, arteriosclerose, miopia, catapora, culpa, cárie, câimbra? Quem sabe?

Maria Elisa Amaral

Capital

Alckmin

 O candidato Geraldo Alckmin, do ‘ético’ PSDB, deveria falar menos do Jair Bolsonaro e do Michel Temer, o qual apoiou integralmente, e andar de braço dado com o ‘honesto’ Aécio Neves. Isso seria coerente e correto? Usar o método do PT de criticar só por criticar é, no minimo, desespero por ver que não chegará a lugar nenhum. E agora poderia incluir também o Beto Richa, também do PSDB, que se diz inocente.Todos os envolvidos na Operação Lava-Jato são inocentes e nunca fizeram nada de errado. Quem fez, claro, foi o povo que os elegeu.

Antonio Jose Gomes Marques

Rio de Janeiro (RJ)

Tucanos

 Não é por nada não, mas estão faltando muitos outros tucanos naquela gaiola onde o senhor Beto Richa foi parar. 

Eleonora Samara

 Capital

Bolsonaro

 A solidariedade mostrada pelos concorrentes de Jair Bolsonaro após o atentado já passou. O pau voltou a comer solto na cabeça do candidato. De onde se conclui que tais condolências foram só para inglês ver.

Luís Fernando

Laguna (SC)



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Educação na mira das corporações

Do Diário do Grande ABC

13/09/2018 | 14:23


A história da Educação pública e de massa no Brasil ganhou impulso com demandas impostas pela urbanização e industrialização iniciadas com (Getúlio) Vargas e impulsionadas por JK (Juscelino Kubitschek). O Estado é o elemento chave no processo, fomentando, ao mesmo tempo, uma nova estrutura produtiva e o suporte na qualificação dos trabalhadores. O analfabetismo vai cedendo terreno aos poucos e as letras se incorporam ao cotidiano dos brasileiros. A escola, antes privilégio de ricos e brancos, agrega gradativamente pobres e negros.

Esse processo não se fez sem contradições, mas a crise da Educação brasileira assumiu maior complexidade nos anos 1960. Primeiro com o golpe de 1964, cujo modelo militar era claramente avesso ao pensamento crítico. Na redemocratização o mantra do mercado livre do governo FHC (Fernando Henrique Cardoso) abriu as portas à privatização. Nos governos petistas o protagonismo do Estado na defesa da Educação pouco avançou.

No governo (Michel) Temer a PEC 95 congela gastos em Educação por 20 anos e mostra que as coisas podem piorar. Com décadas de desinvestimentos a crise não é surpresa. A escola pública não tem muito a oferecer num País de economia subordinada, reprimarizada e financista. São Paulo é um caso significativo nesse processo deliberado de deterioração. Aprovação automática e carreira desvalorizada são símbolos do descaso, que se espalham pelo território nacional.

Pela via das políticas públicas o ensino médio e fundamental no Brasil sobrevive pelo esforço de professores e estudantes empenhados no bom andamento da Educação. Escolas qualificadas para filhos dos ricos existem há muito, e os sinais de um novo modelo de gestão a partir da presença de grandes corporações no ensino básico começam a surgir. Que modelo é esse? O mesmo do ensino superior privado, expandido para o médio e fundamental, que passa pela destinação de verbas públicas – Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e Prouni (Programa Universidade para Todos) – às grandes corporações, que assumem escolas com promessa de redenção.

O filme é conhecido e o final infeliz: publicidade massiva e recursos abundantes escondem ensino de qualidade duvidosa e corpo docente mal remunerado. Negócios se sobrepõem ao plano educacional. A boa nova é que a Educação pública laica e de qualidade é possível pelo cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação, com ensino integral, qualificação de profissionais, melhores condições salariais e de trabalho, investimento em infraestrutura, plano de carreira e 10% do PIB (Produto Interno Bruto).

Ricardo Alvarez, professor do ensino médio, leciona na Fundação Sto.André.

Palavra do leitor

Remédio de alto custo

 Gostaria de questionar a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo se o projeto para descentralização da farmácia de alto custo, hoje centralizada no Hospital Mário Covas, foi concluído. No dia 11 de agosto, há mais de um mês, a secretaria registrou nesta coluna, após questionamento que fiz, que estava negociando com os municípios e que já havia se reunido com os representantes via Consórcio do Grande ABC e que aguardava o envio de propostas e pareceres dos municípios. Acredito que um assunto de tamanha importância como este, já deveria a muito tempo ter sido finalizado e descentralizado. O que os municípios têm a dizer face esta situação? A secretaria tem alguma novidade?

Thiago Scarabelli Sangregorio

São Bernardo

‘Gato’

 Sobre a reportagem sobre prisão de dono de hotel por por furto de energia’ (Setecidades, ontem), gostaria de parabenizar pelo combate ao roubo de eletricidade. A minha discordância é com relação à declaração do gerente comercial da Eletropaulo, frisando que a empresa é aberta a negociações. Tenho uma padaria em Mauá e, como cliente de média tensão, sofri dois cortes de energia após atrasar a conta por 16 dias. A regra para a média tensão é que o corte ocorre após o 16º dia do vencimento e a negociação é possível após 50 dias. No mês passado solicitei a prorrogação do prazo de 20 de julho para 20 de agosto e tive o pedido negado. Fui informado que a partir de 13 de agosto estava sujeito a corte. Com muito sacrifício, realizamos o pagamentoem 16 de agosto, às 9h55 e, às 10h10 do mesmo dia, o caminhão com a equipe especializada apareceu. Sendo um monopólio, não está correta o modo de negociar e gostaria de, por meio deste Diário, solicitar alteração na forma de negociação e o corte ocorrer após 50 dias de atraso, como ocorre com clientes de baixa tensão com opção de parcelamento após 30 dias do vencimento.

Yoshio Fujishige

Mauá

Doença

 Pronto, bastou ir para a cadeia e já começa aparecer as doenças. O senhor Eduardo Azeredo, condenado a 20 anos pelo Mensalão, baixou no hospital. É câncer, pneumonia, caxumba, gripe, paralisia, sarampo, úlcera, coqueluche, asma, cleptomania, reumatismo, cistite, hérnia, hipocrisia, arteriosclerose, miopia, catapora, culpa, cárie, câimbra? Quem sabe?

Maria Elisa Amaral

Capital

Alckmin

 O candidato Geraldo Alckmin, do ‘ético’ PSDB, deveria falar menos do Jair Bolsonaro e do Michel Temer, o qual apoiou integralmente, e andar de braço dado com o ‘honesto’ Aécio Neves. Isso seria coerente e correto? Usar o método do PT de criticar só por criticar é, no minimo, desespero por ver que não chegará a lugar nenhum. E agora poderia incluir também o Beto Richa, também do PSDB, que se diz inocente.Todos os envolvidos na Operação Lava-Jato são inocentes e nunca fizeram nada de errado. Quem fez, claro, foi o povo que os elegeu.

Antonio Jose Gomes Marques

Rio de Janeiro (RJ)

Tucanos

 Não é por nada não, mas estão faltando muitos outros tucanos naquela gaiola onde o senhor Beto Richa foi parar. 

Eleonora Samara

 Capital

Bolsonaro

 A solidariedade mostrada pelos concorrentes de Jair Bolsonaro após o atentado já passou. O pau voltou a comer solto na cabeça do candidato. De onde se conclui que tais condolências foram só para inglês ver.

Luís Fernando

Laguna (SC)

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