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Admir Jacomussi espera 'transição pacífica' em Mauá

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Pai do prefeito Atila participou de reunião com secretário de Governo; socialista é esperado nesta tarde


Do Diário OnLine
Com Junior Carvalho

12/09/2018 | 09:12


Atualizada às 9h53

O presidente da Câmara de Mauá e pai do prefeito Atila Jacomussi (PSB), Admir Jacomussi (PRP), chegou por volta das 9h desta quarta-feira na Prefeitura de Mauá. Ele participou de uma reunião com Antônio Carlos de Lima, secretário de Governo da prefeita interina Alaíde Damo (MDB), que durou pouco menos de uma hora e abordou a transição de comando.

“Vamos tentar fazer uma transição pacífica e conversar com o secretariado. A cadeira é do Atila já que a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) é indiscutível. A reunião foi para que o Atila reassuma o gabinete sabendo do que foi feito nos últimos meses”, disse.

Segundo ele, Alaíde deverá seguir como vice-prefeita já que ela e Atila "foram eleitos democraticamente pelo povo em uma chapa". Admir assegurou que não há nenhum tipo de estranhamento entre os dois e voltou a dizer que nem ele nem seu filho irão governar com sede de vingança.

Atila é esperado ainda hoje no Paço mauaense, mas ainda não se sabe o horário. Para que ele possa reassumir o gabinete, o STF precisa avisar o TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) e o STF (Superior Tribunal de Justiça). Após tais órgãos ficarem cientes da decisão e a Câmara da cidade comunicar as mudanças à Prefeitura, Atila poderá voltar à Prefeitura e Alaíde à cadeira de vice. A expectativa de Admir é os trâmites sejam finalizados ainda nesta tarde.

Relemebre o caso - Ontem, o ministro Gilmar Mendes, do STF, concedeu liminar para que Atila, prefeito eleito de Mauá, retorne ao cargo. O socialista estava afastado da cadeira desde 9 de maio, quando foi preso em flagrante com dinheiro vivo em casa, no âmbito da Operação Prato Feito – foi solto 36 dias depois.

A liminar concedida por Gilmar, responsável também por autorizar a soltura de Atila, era a última cartada jurídica que o grupo do prefeito eleito tinha na manga, uma vez que o chefe do Executivo já colecionava duas derrotas nos tribunais. A primeira foi no TRF-3, que negou o pedido de reconsideração das medidas restritivas impostas pela própria Corte logo após Gilmar conceder o habeas corpus. O revés mais recente foi no mês passado, quando o STJ (Superior Tribunal de Justiça) também rejeitou liminar para que o socialista retornasse ao posto.

As frequentes derrotas de Atila na Justiça e a demora para que o socialista revertesse sua condição intensificaram o racha do grupo do prefeito eleito com o da vice-prefeita eleita. Com o passar dos meses, Alaíde passou a descaracterizar o governo de Atila, demitindo vários secretários, sobretudo os mais próximos do socialista.

Para justificar decisões no campo das finanças, o chamado novo governo também acusou Atila de ter comprometido as contas da Prefeitura. Em julho, a gestão da emedebista publicou decreto de calamidade financeira, que teve a legalidade questionada pela Câmara.

Atila retorna ao cargo com os mesmos problemas de quando saiu, porém, de forma mais intensa. Na Saúde, por exemplo, terá de lidar com o conturbado fim do contrato da FUABC (Fundação do ABC).

O socialista foi preso em flagrante pela PF (Polícia Federal), que encontrou R$ 87 mil em dinheiro vivo guardados no armário da cozinha de sua residência. O socialista nega que o recurso tenha origem ilícita. Nas redes sociais, Atila escreveu frase de alivio com a decisão liminar: “O povo venceu, a Justiça foi feita.” (Com informações de Daniel Tossato)



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